Análises

Análise de City of Brass

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City of Brass foi produzido pelo estúdio Uppercut Games, formado por algumas pessoas que trabalharam em Bioshock, Bioshock 2 e XCOM. Este é o mais recente jogo do estúdio e, desta vez, vamos até às Arábias.

O conceito do jogo é muito simples: não tem qualquer tipo de história/campanha e existem apenas doze níveis onde, obviamente, o objetivo é chegar até ao fim. Contudo, existe um pequeno senão, na medida em que, se morremos, temos que começar tudo de novo. Porém, nos níveis quatro, sete e dez, existem portais que permitem o jogador passar logo para eles. Mas como não há bela sem senão, para os conseguirem usar, terão o custo de um desejo, mas já irei explicar mais à frente como funciona. Apesar de serem poucos níveis, fiquem descansados, pois muito dificilmente jogarão o mesmo duas vezes devido a estes serem gerados aleatoriamente.

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Ao longo dos níveis temos disponíveis vários génios da lâmpada, ou não estivéssemos nas arábias, e podemos usufruir de algumas ofertas específicas de cada um. Se não gostarmos do que está a ser oferecido, podemos sempre pedir um desejo e as ofertas irão mudar. Pode ser para melhor ou pior, mas tenham cuidado na hora de os pedir, já que apenas têm três desejos disponíveis por playthrough. Para podermos adquirir os upgrades, temos de fazer loot o máximo possível, pois será essa a moeda de troca quando chegarmos até ao ponto de venda. Existem vários espalhados ao longo de cada nível, em que cada um oferece algo diferente, desde um a três possíveis itens.

Tal como já tinha mencionado, se morremos começamos do nível um e a mesma mecânica funciona para os upgrades. Estes irão desaparecer todos, no entanto, cada vez que morremos, ganhamos XP e vamos subindo de nível. Cada vez que subirmos de nível, é-nos oferecido um item para podermos usar no próximo playthrough. Em termos de armas, temos na mão esquerda o chicote e na direita uma espada. Estas podem sofrer alterações ao adquirirmos upgrades nos génios, desde melhores espadas, ou chicotes que congelam os inimigos, entre outras coisas. É possível também apanhar candeeiros de mão em diversos locais e incendiar inimigos com eles, ou simplesmente apanhar vasos e usá-los como arma de arremesso. Estão sempre disponíveis por todo o lado e são bastante eficazes.

Visualmente tem um toque que pouco se vê nos dias de hoje, tendo em conta a sua temática. Não é do melhor que se tem visto nos últimos tempos, mas os efeitos de luz fazem o seu trabalho muito bem e as noites são certamente bastante escuras. A luz azul, proveniente de muitos inimigos, acaba por iluminar a zona ou se preferirem ainda algo melhor, usar uma tocha ou um candeeiro de mão também ajuda. Existem diversos tipos de inimigos, cada um com os seus pontos fracos, cabe ao jogador saber tirar partido deles para os derrotar, inclusive usando as próprias armadilhas do jogo. É bem fácil atrair inimigos para que possam ser mortos nas diversas armadilhas espalhadas pelo mapa.

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Algo interessante também são as alterações que se podem fazer ao jogo, tanto para o bem, como para o mal. A título de exemplo, podemos aumentar a barra de vida, o dano que fazemos aos inimigos, entre outras coisas. Podemos também fazer com que os inimigos façam mais dano, ou que executem ataques mais rapidamente e por aí adiante. No entanto, estas alterações impedem os resultados de ir para as leaderboards. Este é claramente um jogo em que as leaderboards podem ter alguma importância para comparar o tempo com os vossos amigos, embora também não hajam grandes incentivos para tal, para além desse.

Algo bastante interessante no jogo é a possibilidade de haver uma interação direta dos espetadores, com o streamer, quando o jogo está a ser transmitido online através de algumas plataformas. Os espetadores podem fazer aumentar o nível de dificuldade dos inimigos, dar vida ao jogador, fazer aparecer itens para apanhar, entre outras coisas. No entanto, isto só está disponível para a Xbox One com o Mixer, ou para PC com Mixer ou Twitch.

A nível de som, infelizmente é algo que passa praticamente despercebido. A temática do jogo oferecia uma excelente oportunidade para uma boa música ambiente, mas, para além do menu principal, é muito discreta.

Em suma, City of Brass é, sem dúvida, um jogo que não é para todos. Se, por um lado, temos uma temática excelente com níveis gerados quase de forma infinita e um gameplay divertido, por outro, a morte obriga sempre o jogador a começar de novo e, para alguns, pode ser penoso. Só os mais resistentes continuarão a jogar por várias horas.

bom

Data de Lançamento: 4 de Maio de 2018
Produtora: Uppercut Games
Editora: Uppercut Games
Género: Ação, Aventura
Disponível para: PC, Playstation 4 e Xbox One

Análise feita na Playstation 4

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