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State of Decay 2 surge numa altura em que os jogos de zombies já não são de todo algo na moda.  No entanto, este franchise tem a sua própria identidade dentro do género, o que, só por si, já é um ponto positivo. O primeiro jogo saiu em 2013 e marcou pela diferença, essencialmente, pela gestão necessária da base e seus habitantes. Será que mudou muita coisa?

Tal como no primeiro jogo, o conceito continua a ser precisamente o mesmo, embora com algumas novidades e melhoramentos. Recolher comida, medicamentos, materiais de construção, armas, entre outras coisas, continua a ser o principal objetivo do jogo, de forma a podermos sobreviver. Estes são extremamente necessários para conseguirmos ter a nossa base a funcionar minimamente. Se os sobreviventes nela instalados não estiverem satisfeitos, as coisas podem começar a correr menos bem de diferentes formas. Em termos de narrativa, pouco se dá por ela até porque, claramente, não é de todo o foco principal do título.

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Uma das novidades é a existência de três mapas onde nos é dado a escolher onde começar, Foothills, Plateau Town ou Valley Town. Dependendo da zona que escolherem, onde cada uma delas tem as suas próprias características, assim começarão a vossa sobrevivência. Só com o passar do tempo e do melhoramento do Centro de Comando, é que terão nova oportunidade para mudar de zona. Um vez que mudem de área, já não poderão voltar atrás.

Outra novidade no jogo é o tão desejado modo cooperativo. Podem juntar-se até um máximo de quatro jogadores, no entanto, não é possível andar pelo mapa à vontade como seria de esperar. Os jogadores que se juntarem ao host, estarão limitados a uma zona em torno do mesmo. É impossível cada um andar numa ponta do mapa. Se é bom ou mau, depende da situação. As pessoas que se juntarem, poderão ver quais os limites de liberdade ao entrarem no mapa. Apesar de existir um limite, este ainda é suficientemente grande para permitir andar à vontade. Se saírem dessa zona, correm o risco de saltar do jogo cooperativo. Andar a viajar pelo mapa com companhia humana, é, sem dúvida, muito mais divertido e eficaz do que andar simplesmente com a IA. Contudo, jogar em modo cooperativo significa que começam a aparecer a maioria dos bugs no jogo, mas já lá vamos…

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Por falar em IA, no início do jogo, é-vos dado a escolher um de três grupos de sobreviventes. Cada grupo contém duas pessoas, onde cada uma tem as suas características e habilidades específicas. Tal como estas iniciais, todas as personagens que o jogo vai gerando, terão as suas próprias características, por isso, escolham bem as que mais se adequam à vossa forma de jogar, na hora de as recrutarem. Ainda assim, ao longo do tempo, será possível ganharem mais capacidades, tais como conhecimento sobre computadores, construção, jardinagem, entre outras coisas. Esses conhecimentos irão abrir portas para diversos melhoramentos nas infraestruturas.

As novidades continuam e a próxima é a possibilidade da eleger um líder para a comunidade. Quando um membro atingir um certo estatuto, é possível elegê-lo para tal posição. Dependendo do tipo de líder que possa ser, irá influenciar até certo ponto o tipo de missões que irão aparecer. É algo interessante e que requer algum cuidado na hora de escolher um líder. Este poderá ser trocado a qualquer momento, desde que haja alguém disponível e qualificado para tal.

Tal como no jogo anterior, aqui também as personagens podem desaparecer para sempre, se morrerem. Continua a ser preciso bastante cuidado na hora de ir vaguear pelo mapa e estar realmente atento ao movimento de zombies. A mínima distração e podemos estar rapidamente rodeados. Pior ainda se forem plague zombies, os quais são outra novidade. Os plague zombies são mais perigosos na medida em que, se nos descuidarmos, podem infetar-nos. A única solução depois é criar antídotos para tal. Para isso terão que apanhar o loot que este tipo de zombies deixa quando morre. Depois disso precisam ir à enfermaria e criar os medicamentos necessários. Se não conseguirem, eventualmente a personagem irá morrer.

As missões secundárias, se é que assim se podem chamar neste jogo, vão aparecendo com o tempo. Iremos receber diversos pedidos de ajuda, onde os objetivos possam ir desde entregar comida, arranjar medicamentos, ou até, levar os sobreviventes de volta para a sua casa, ou abrigo. Se por acaso não abordarmos algumas destas missões, existe a hipótese destas pessoas desaparecem do jogo, ou seja, ficarem inacessíveis. Em casos mais extremos, eles podem tornar-se hostis. Eu mesmo fui alvo disso quando fui ter com um grupo em que o líder só me dava duas hipóteses. Nenhuma delas era boa sinceramente. Tudo se resumiu a um tiroteio em plena bomba de gasolina, com zombies à mistura e durante a noite. Caótico é a palavra mais adequada para descrever aquele intenso momento.

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Outra novidade no jogo é a necessidade de combustível para os veículos. Isto adiciona outra dimensão à exploração do mapa. Porém existem sempre várias zonas onde se possa arranjar combustível e, desde que estejam sempre atentos a essa situação, dificilmente ficarão sem viatura no meio do nada. O dito combustível serve também para criar upgrades em certas infraestruturas, ou para ter algumas a funcionar, por isso convém mesmo nunca faltar.

Visualmente, State of Decay 2 deu um claro salto em termos de qualidade. Os gráficos estão sem dúvida superiores, mas depois de cinco anos a ser criado, se assim não o fosse, era de estranhar. Os detalhes nos cenários saltam à vista, existindo mais objetos tanto no exterior, como no interior dos edifícios. No entanto, isto não quer dizer de todo que os gráficos sejam dos melhores do que se vê por aí agora, muito pelo contrário. A análise foi feita numa Xbox One S portanto os visuais serão sempre inferiores aos da Xbox One X ou PC.

Em termos de banda sonora, tirando a música do menu, a qual ainda dá de vez em quando durante o jogo, o resto passa um pouco ao lado. Na verdade, só me apercebo de música no jogo quando começamos a entrar em ação assim que somos atacados por zombies. Caso contrário, é como se não existisse.

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Depois de mencionar as diversas novidades no jogo, infelizmente tenho de salientar que o jogo sofre de alguns bugs, principalmente quando jogado em coop. Desde texturas a carregar, passando pelo carro com comportamentos estranhos ao bater em certos tipos de obstáculos e, acabando com personagens encalhadas no cenário. Já agora, como é que é possível o jogo ter uma opção para salvar o jogador caso esteja encravado algures no cenário? Só isso já prevê que algo possa não correr bem…

Se este era o exclusivo que a Microsoft pensava que poderia vender a consola, não me parece de todo que seja o caso. Pode ser sim um exclusivo bastante esperado para os possuidores da consola ou, principalmente, para quem jogou o primeiro, mas daí a ser capaz de vender consolas, é outra história.

Em jeito de conclusão, State of Decay 2 destaca-se mais uma vez de outros jogos de zombies por ter a sua própria identidade. Foram feitas diversas melhorias e, no geral, as coisas funcionam bem. No entanto, penso que o jogo poderia ter uma maior diversidade de missões e, talvez, até condições atmosféricas dinâmicas para criar outro realismo e imersão.

Ao olharmos para trás, verificamos que existe uma diferença de cinco anos entre os dois jogos e, no fim, fiquei com aquele sentimento de “esperava um pouco mais”. Todavia, é um jogo que garante várias horas de divertimento na tentativa de sobrevivência em mais um capítulo de apocalipse zombie.

bom

Data de Lançamento: 22 de Maio de 2018
Produtora: Undead Labs
Editora: Microsoft Studios
Género: Ação, Aventura, RPG
Disponível para: PC e Xbox One (Jogo disponível no Xbox Game Pass)

Análise feita na Xbox One S

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