Análises

Análise de Assassin’s Creed Origins

originsreview

Bom, sei que estou uns quantos meses atrasado mas, na altura, nem estava planeado fazer uma análise do jogo. Sem mais demoras aqui vai disto.

Depois de mais de três dezenas de horas, lá acabei finalmente o jogo e, na minha opinião, é sem dúvida, o melhor jogo da série. Não é o meu favorito, mas a nível global, é o melhor de todos.

Depois de dois anos sem nenhum novo jogo do franchise, eis que surge Origins, um jogo com lugar no Egito, na altura do Reino Ptolemaico, época após a morte de Alexandre, o Grande, onde Cleópatra disputa o trono contra o seu irmão Faraó Ptolomeu. Nós somos Bayek, um Medjai de Siuá, alguém que protege o povo e defende o melhor para ele a todos os níveis. Origins mostra-nos o começo do culto de Assassinos que conhecemos há mais de uma década.

cidade

Existem diversas mudanças no jogo que acabam por dar uma lufada de ar fresco à série. Uma das primeiras que se nota de imediato e, talvez a mais importante, é a introdução de vários elementos RPG. O jogo absorveu vários tipos de características de outros jogos e adoto-os no sistema. Agora as missões têm níveis de dificuldade; podemos fazer uma missão mais alta, mas a oposição do inimigo será forte. Cada zona do mapa também tem o seu nível de dificuldade, no entanto, mal comecemos o jogo, podemos ir para qualquer zona. O que pode acontecer é que se forem logo para uma área de nível elevado, não devem durar muito tempo assim que forem atacados, seja por inimigos ou animais selvagens.

Ao subirmos de nível, podemos melhorar o personagem através da típica árvore das habilidades. Esta está dividida essencialmente em três partes – guerreiro, caçador e vidente. Cada uma tem características bem distintas, mas o ideal é tentarem sempre ir evoluindo um pouco de cada, conforme a maneira como jogam. Se, por acaso, quiserem ter as habilidades todas, precisam fazer bastantes missões secundárias mas, para mim, isso não foi um problema, pois o nível de qualidade das mesmas aumentou bastante relativamente aos jogos anteriores. Seja como for, irão precisar de fazer algumas pois, em muitos casos, o nível aconselhado da missão principal seguinte pode ser muito alto.

skill tree origins

O sistema de combate é outra das grandes mudanças. Agora é preciso saber quando atacar e defender, não basta simplesmente atacar de forma desenfreada. Existe um ataque rápido e um ataque mais forte, os quais, quando utilizados nos momentos certos, podem fazer toda a diferença na luta. O movimento do personagem em combate está muito mais solto, o que traz outra dinâmica na hora de lutar. É preciso saber usar o escudo na hora de defender, principalmente contra certos inimigos mais fortes.

Outra inovação foi a inclusão de qualidade, estatísticas e características nas armas. Em termos de qualidade, estamos a falar de serem classificadas como vulgares, raras, de ouro ou lendárias, sendo a última a melhor classificação. As estatísticas significam na prática quanto dano fazem por segundo, e as características podem ser algo como ganhar vida ao matar alguém, aumentarem a barra de adrenalina de forma mais rápida, entre muitas outras coisas. De salientar que, depois de tudo isto, é possível ainda fazer melhoramentos às armas para subirem de nível. Quanto à barra de adrenalina, esta novidade aumenta com o tempo e, assim que estiver pronta a ser usada, podem ativar e fazem um género de ataque especial mais poderoso. Esta é bastante importante em alturas mais críticas ou contra inimigos mais fortes.

armas

As novidades ainda não acabaram. Agora temos Senu, uma águia que nos permite observar o terreno a partir do céu, detetar inimigos, tesouros e objetivos de missões. Ao princípio a funcionalidade pareceu-me estranha, mas a verdade é que está muito bem implementada e dá imenso jeito. As batalhas navais voltam mais uma vez na série mas, em Origins, foram empurradas para um patamar mais secundário. Em segundo plano também estão as novas atividades, como corridas no Hipódromo, com cavalos nas respetivas carroças, e lutas na Arena, onde combatemos contra vários inimigos ao mesmo tempo, durante várias rondas.

Assassin's Creed® Origins_20171029165924

Algo que gostei bastante de ver no jogo foi a interação entre os diversos animais presentes. Vários foram os momentos em que encontrei águias a tentarem matar animais no solo, ou crocodilos a atacarem aves junto da água. Eu próprio, a certa altura, domei um leão e levei-o até um crocodilo, o que resultou numa luta assim que se viram. Também cheguei a ver várias vezes humanos, nos seus barcos, a serem atacados em pleno rio por crocodilos. Tudo isto torna o mundo bastante real e demonstra claramente que está sempre algo a acontecer.

animais

Visualmente, estamos perante um jogo muito bom. As diversas cidades têm a sua própria identidade e, quando em zonas povoadas mais pequenas, também se nota que houve bastante cuidado na criação dos espaços. Por várias vezes, fiquei a olhar para algumas zonas bastante verdes, que incutiam o toque bastante diferente daquilo que normalmente temos em mente do Egito. Destaque ainda para os incríveis detalhes das pinturas nos edifícios principais, o que acabam por dar ainda mais autenticidade à zona. Quando usamos a águia, também é possível observar de bem alto toda a zona onde estamos e apreciar o quão bem feito tudo está em termos de caracterização. É um regalo visual para os olhos.

O mundo de Origins é enorme e é possível terminar o jogo mesmo sem visitar uma boa quantidade de zonas no mapa. O melhor de tudo é que não existe qualquer loading se quiserem viajar de uma ponta à outra do mapa. Em termos de bugs, foram muito raros, mas ao tê-lo jogado alguns meses após o seu lançamento, também deve ter ajudado nesse aspeto, pois muitos já devem ter sido corrigidos. Tal como no jogo anterior, em Origins também não existe multiplayer e, na minha opinião, não faz qualquer falta. Muito se fala hoje em dia dos jogos singleplayer estarem mortos, mas este é só mais um que prova o contrário. Quanto à banda sonora, está bem conseguida e a música ambiente consegue transportar-nos para o Egito na perfeição.

origins1

Assassin’s Creed Origins é, sem dúvida, o melhor jogo da série até ao momento. As várias novidades presentes acabam por refrescar, aquilo que há já vários anos estava estagnado. A paragem de dois anos notou-se claramente num mundo totalmente diferente em tantas coisas, que quase parecia que estávamos a jogar um título que não Assassin´s Creed. É óbvio que a base continua lá e que algumas coisas ainda podem ser melhoradas, mas no geral, a minha experiência com este jogo foi muito boa.

muito bom

Data de Lançamento: 27 de Outubro de 2017
Produtora: Ubisoft Montreal
Editora: Ubisoft
Género: Ação, Aventura
Disponível para: PC, Playstation 4 e Xbox One

Análise feita na Playstation 4

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