Análises

Análise de God of War

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God of War tem uma enorme legião de fãs e, quando o reboot foi revelado pela primeira vez, ninguém queria acreditar no que estava a ver. As mudanças na série foram notórias logo à primeira vista, passando por uma câmara de jogo diferente, um Kratos renovado visualmente e o local onde toda a ação se desenrola. A mitologia Grega já era, agora estamos rodeados de todo o misticismo da mitologia Nórdica.

O jogo começa com um género de ritual funerário da mãe de Atreus, filho de Kratos. O desejo da companheira de Kratos, é o de ter as suas cinzas espalhadas no ponto mais alto do reino. A partir daí, embarcamos numa viagem cheia de momentos marcantes e batalhas épicas.

Uma das principais mudanças na série é a de um género de mundo aberto. Existem muitos locais para explorar e descobrir os seus mistérios. Muitos destes sítios só podem ser acedidos a partir de certos momentos do jogo, na medida em que, são precisos certos tipos de poderes ou upgrades, para permitir desbloquear a entrada, cofre ou conseguir completar o puzzle. Depois de acabarem o jogo, podem sempre retornar a todas as zonas do jogo e explorar ao máximo toda a riqueza que o título oferece, em conteúdo considerado secundário. Obviamente, que se tentarem explorar o mundo ao máximo, assim que possível, acabam por apanhar certos itens que vos irão fazer mais fortes a curto prazo. Ao percorrerem as diversas zonas, poderão obter novos ataques, novas armaduras e itens para equiparem. Tudo o que equiparem, podem melhorar a partir de certos momentos no jogo. Não quero esticar-me sobre o assunto porque prefiro não estragar a surpresa.

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Falando do combate, talvez uma das principais preocupações dos amantes da série, continuam a existir ataques rápidos e fortes, com algumas variantes com os outros botões. Estas variantes podem ser adquiridas através de upgrades de itens, os quais podem ser obtidos através da abertura de cofres, e afins. Temos também o modo “fúria” onde, ao pressionarmos os dois analógicos ao mesmo tempo, Kratos fica on fire e leva tudo à sua frente, executando ataques avassaladores. O modo “fúria” também pode ser alvo de melhorias. Os bosses continuam épicos como sempre, momentos de bastante tensão e concentração, pois à mínima distração, já estamos a “comer areia”.

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O machado é a nova arma de Kratos e, engane-se quem achar que o combate já não será o mesmo. A câmara permite-nos ter outra perceção do campo de batalha e, por vezes, tirar vantagem da mesma. O machado tem diversos tipos de combos, entre os quais, poderá ser arremessado contra inimigos à distância. No seu regresso, pode voltar a atingir vários inimigos, o que permite executarmos combate a longa distância. Obviamente que o machado será alvo de upgrades, o que o tornará ainda mais numa arma perfeita para o jogo, tendo em contas os diversos tipos de obstáculos que iremos encontrar pelo caminho.

Voltando ainda à excelente câmara do jogo, ao estarmos mais perto do personagem, faz com que cada golpe possa ser sentido de forma ainda mais intensa e feroz. A acompanhar o machado, temos agora um escudo, o qual também é usado como arma de combate e, com isto, quero mesmo dizer forma de atacar e não apenas defender. Também pode ser melhorado tornando a sua utilização ainda mais útil. Neste momento, já não deverá ser um spoil para muitas pessoas, mas, ainda assim, deixo o aviso sobre o que vou dizer de seguida. Para quem pensa que o machado é a única arma, está redondamente enganado. As Lâminas do Caos estão de volta, mas só disponíveis a partir de certo momento e mais não vou contar para não estragar surpresa.

Atreus não está no mapa só para atrapalhar, ele também executa diversos ataques e, nós mesmo, podemos dar ordens para tal. Ao fazermos isso, Atreus pode fazer dano aos inimigos, atordoá-los ou até distraí-los com a sua presença. Diria mesmo que Atreus é, sem dúvida, uma peça essencial no combate do jogo. Se tentarem esquecer que podem usar os seus ataques, então irão facilmente ficar em sarilhos em certos momentos do jogo.

Já tinha referido previamente que, neste jogo, temos um género de mundo aberto e, felizmente, existe uma opção de fast travel. Ela não está logo disponível desde o início, na verdade, até só o fica bem tarde na história. Vai dar bastante jeito na hora de mudar de locais. Apesar do mapa não parecer muito grande, para dar com certas zonas, o melhor é mesmo usarmos o meio de transporte que faz parte de quase todo os open world de hoje em dia (Mafia III…).

Falando ainda de exploração, algo engraçado que reparei por diversas vezes, foi Atreus ter sugerido explorarmos as zonas em redor quando estávamos no barco, ao invés de irmos logo para a missão principal. Basicamente era uma dica para o jogador não se focar só na main quest e sair da rota principal para conhecer um pouco mais todos os cantos do jogo.

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Kratos sempre foi visto como alguém invencível, impiedoso e feroz. Pois bem, as alterações são algumas neste novo jogo. Temos alguém com uma responsabilidade diferente, numa posição agora parental e num local completamente diferente do que está habituado. A sua relação com o seu filho, não é de todo calorosa. Sempre bastante rígido com o rapaz, até por coisas mínimas. Atreu é um jovem como qualquer um, curioso e inocente no que toca aos perigos do desconhecido. Por essa razão, por várias vezes Kratus mostra-se ríspido perante a criança. No entanto, com o avançar da jornada e, como seria de esperar, a relação vai mudando. A vantagem de uma câmara na terceira pessoa, é que se sente o jogo de outra forma, diria até mais pessoal. Vive-se a experiência mais intensamente e sente-se a relação dos dois de uma forma íntima e isso é perfeito para a imersão enquanto jogamos.

A música que nos acompanha nesta aventura é, simplesmente, excelente. A sonoridade certa, nos momentos certos, faz com que a experiência tenha outro impacto ainda mais marcante. Todos sabemos que aquilo que vemos ajuda a fazer o momento, no entanto, se acompanhado do som perfeito, tudo fica ainda melhor. Apesar de ter disponível áudio em português, sempre preferi o original em todas as formas de arte e foi esse que usei. Achei que estava um trabalho muito bem conseguido e as vozes encaixavam “que nem uma luva” nos personagens.

Este reboot é uma aventura fantástica onde nos leva aos mais diversos lugares. Desde locais mais escuros e sombrios, a zona mais coloridas e quentes, passando por terras de ninguém e, inclusive, de almas penadas. A diversidade é bastante notória e o sentimento de algo novo está quase sempre presente. Obviamente que passamos pelos mesmos locais algumas vezes, principalmente se quiserem abrir todos os cofres e decifrar todos os mistérios, mas, ainda assim, todo o esplendor visual fazem dessas rotinas um mal menor.

God of War é, sem dúvida, um dos melhores exclusivos da Playstation 4, senão o melhor mesmo que saiu até ao momento. Admitindo que o franchise nunca me convenceu muito, foi com bastante curiosidade que comecei a jogar e não fiquei desiludido com a experiência. O único aspeto que me deixou um pouco desiludido foi apenas o final, mas acho que isso é subjetivo. Esta é, indubitavelmente, uma obra prima no campo dos vídeojogos e que todos deveriam jogar!

EXCELENTE

Data de Lançamento: 20 de Abril de 2018
Produtora: SIE Santa Monica Studio
Editora: Sony Interactive Entertainment
Género: Ação, Aventura
Disponível exclusivamente na Playstation 4

Análise feita na Playstation 4

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