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Ghost 1.0 foi lançado inicialmente em Junho de 2016 para PC, mas só agora chega à Xbox One e Nintendo Switch. Tal como no bem sucedido jogo anterior de Francisco Téllez de Menese, UnEpic,  este também é um Metroidvania.

A história de Ghost 1.0 é simples. Estamos perante dois criminosos cibernéticos que querem invadir a empresa Nakamura, uma grande firma de produção de androides. E porquê? Porque corre o rumor que esta companhia possui o segredo para a criação de androides de alto gabarito e eles querem roubá-lo. Para esta aventura, os dois irão contar com a companhia de Ghost, um mercenário contratado capaz de possuir inimigos, entre outras habilidades.

Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, nós não somos o “robô” que comandamos, mas sim, o espírito que está lá dentro. Daí, quando morremos, voltamos a arranjar outro chassi para continuarmos a aventura, mas já lá vamos a essa parte. Para os mais distraídos, isto respira claramente inspiração no aclamado filme de anime Ghost in the Shell, o qual foi confirmado até pelo próprio criador do jogo. Já agora, deixem-me dizer que também é um dos meus filmes de anime favoritos.

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Existem dois modos de jogo, nomeadamente campanha e missões, onde neste segundo temos que fazer determinar objetivos. A duração destas missões não é longa e, cada uma, tem três diferentes objetivos. Relativamente à campanha, esta pode ser jogada de duas formas – classic ou survival. Talvez a principal diferença entre ambas é que no classic, podemos escolher as armas e upgrades que queremos obter ao longo do jogo, enquanto no survival, é-nos dado algo de novo cada vez que morremos e voltamos à vida, com a ajuda da famosa Impressora 3D.

Como já tinha mencionado anteriormente, este é um jogo dentro do género Metroidvania, onde uma das suas características é a exploração do mapa estar essencialmente bloqueada em muitas zonas, sendo necessárias certas ações para as aceder, tal como, a título de exemplo, a obtenção de cartões.

A jogabilidade tem pontos bastante interessantes, tais como o mecanismo que nos permite tomar posse de um inimigo e poder fazer diversas ações. É-nos possível, desde atacar outros inimigos, criando logo baixas na zona em que vamos explorar de seguida, ou até mesmo usar esses mesmos inimigos para desbloquear portas/elevadores para podermos prosseguir. Por várias vezes, usei o sistema com o objetivo de matar a maior parte dos inimigos em certos locais, quando estes estavam recheados dos mesmos. É porque à mínima distração e ao morrermos, voltamos especificamente a certas zonas e ainda podemos perder os cubos.

Estes cubos vamos ganhando ao derrotar inimigos, entre outras ações, e servem para podermos adquirir novas armas, upgrades e itens. Se por acaso morrermos, a solução para podermos recuperar algumas dessas coisas é visitar o lugar onde perecemos. A partir de certo momento e, somente em certos locais, é possível começar a fazer fast travel. É claramente uma medida bem-vinda pois, com o tempo, fica chato andar sempre pelo mesmo sítio para trás e para a frente durante a exploração.

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Existe uma boa diversidade de armas e upgrades à nossa disposição. Isto faz com que tenhamos bastantes opções na hora de escolher aquilo que mais se ajusta à nossa maneira de jogar. Podemos melhorar diversas coisas no chassi; funcionalidades ao nível técnico; o próprio hacking; as capacidades do Ghost em si e, por fim, algumas características da estação espacial.

Existem certas áreas, facilmente detetáveis quando nelas, que nos permitem ganhar boas quantidade de cubos. Uma vez ativado o mecanismo de alarme, estas zonas são bloqueadas e começam a aparecer vários tipos de inimigos. No fim, se sobreviverem, serão recompensados. As zonas têm vários níveis de dificuldade, mas tal como a exigência dos inimigos, as recompensas também são mais compensatórias.

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Algo que me chamou à atenção, foi o facto de, quando entramos novamente no jogo, ele fazer automaticamente um resumo, muito ao estilo das séries de TV. Achei o pormenor delicioso e que conta os últimos acontecimentos nesta aventura. A par disto, outra coisa que não posso deixar de mencionar são os diálogos. Achei bastante bem conseguidos em termos de falas, onde o humor estava muitas vezes presente.

Adorei todo o estilo e temática cyberpunk. Hoje em dia, é algo que aprecio cada vez mais na media que consumo e que parece estar cada vez mais um pouco por todo o lado. A banda sonora é outro excelente aditivo a este produto, encaixando “que nem uma luva”, na maior parte dos momentos.

 Ghost 1.0 surpreendeu-me bastante pela positiva. Com uma jogabilidade divertida, boa banda sonora e bastante desafiante em certos momentos, é sem dúvida um jogo que aconselho vivamente a experimentarem.

muito bom

Data de Lançamento: 11 de Julho de 2018
Produtora: Francisco Téllez de Meneses (@unepic_fran)
Editora: Francisco Téllez de Meneses (@unepic_fran)
Género: Ação, Aventura, Metroidvania
Disponível para: PC, Nintendo Switch e Xbox One

Análise feita na Xbox One S

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Produtora/Editora.

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