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Todos nós sabemos que o Apocalipse vai chegar um dia… É certo, é garantido! Tudo o que conhecemos vai tornar-se meras memórias, agarradas a um passado bom e distante. Após isso, vão sobrar apenas trevas, desespero, alucinações, conflitos psicológicos, etc. Ok… esqueçam tudo isto, estou a falar apenas de The Long Reach, um jogo carregado dos aspetos que acabei de referir.

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Imaginem a zona onde moram, onde trabalham e onde passam os vossos dias. Agora imaginem esses mesmos locais completamente virados do avesso e em pleno Apocalipse. Este é um dos pontos de partida do jogo. Este tem lugar em New Hampshire, na cidade fictícia de Baervox.

Estamos na pele de um jovem que, por diversos aspetos, tem uma relação complicada com a sua companheira. Toda a aventura começa com a ida ao supermercado para fazer umas compras. Ao chegarmos lá, tudo ganha contornos estranhos e, a partir daí, alucinações, conflitos humanos e muito mistério, são só algumas das aventuras que irão ter pelo caminho. O jogo tem dois finais, pelo que ao terminarem um, podem fazer load do último checkpoint e observar o outro desfecho. Um dos finais deixa-nos um pouco introspetivos sobre o que realmente aconteceu, e acaba também por deixar algumas questões por responder.

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Estamos perante um jogo de ação/aventura numa perspetiva side scroller, onde a jogabilidade gira em torno da exploração dos cenários, apanhar itens e tentar descobrir onde os mesmos terão que ser aplicados. Alguns dos puzzles existentes são bastante acessíveis, mas existem alguns capazes de vos fazer perder vários longos minutos, questionando o que fazer de seguida, ou onde encontrar a possível peça que vos falta.

A primeira vez que encravei no jogo foi logo numa fase inicial, na segunda zona, e acabei por levar algum tempo até conseguir finalmente descobrir o que ali faltava para poder continuar. Alguns dos itens que apanhamos podem ser combinados e, por vezes, a sua combinação, ou aplicação, nem sempre é óbvia.

Não existem mapas nem indicações para onde ir, sendo que, em determinados momentos, em alguns locais, podem acabar por ficar confusos com as diversas portas existentes e o constante andar para trás e para a frente. No entanto, quanto mais explorarem a zona, mais probabilidades têm de encontrar tudo o que há para apanhar e ler. É possível interagir com os computadores e ao lerem os emails, irão obter pequenas informações sobre o que realmente está a acontecer. Isto acaba por ser importante na medida em que não há custscenes a explicar o que quer que seja.

Gostei bastante das diversas personagens que fomos conhecendo ao longo da história, cada uma com os seus problemas, fantasmas e afrontamentos. Enquanto falamos com eles, temos à nossa disposição múltiplas opções de respostas, o que permite diálogos diferentes se quiserem voltar a jogar, ou se por acaso, entretanto morrerem e tiverem que voltar a falar com eles. De salientar que, em certos momentos do jogo, vão ter que acertar nos diálogos corretos para poderem continuar.

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Em termos de áudio, temos uma sonoridade que encaixa de forma perfeita na temática. Sons capazes de fazer arrepiar os mais sensíveis, de causar alguma inquietação ou até mesmo de criar o pânico, em determinados momentos em que somos perseguidos por algo.  O suspense está sempre presente durante todo o jogo, devido ao excelente trabalho que foi realizado para criar o melhor ambiente possível, no que toca a peculiares sons criados com o “horror” em mente.

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Apesar de estarmos numa geração bastante evoluída graficamente, vêem-se muitos títulos hoje em dia com este tipo de visuais. Confesso que ao início, o famoso pixel art era algo que não me cativava, mas atualmente, já sou um apreciador. Relativamente a esta obra, todos os cenários recriados estão bastante bons e bastante pormenorizados, podendo criar alguma impressão/ sensibilidade a alguns jogadores, em momentos mais hardcore visualmente.

O jogo não é muito extenso e estamos a falar talvez entre 4 a 5 horas, dependendo sempre da vossa eficácia a resolver algumas situações. Durante toda a aventura, só uma vez encontrei um bug, o qual naquele momento, me impediu de interagir com a personagem, apesar desta estar sinalizada como possível para tal. Bastou reiniciar o jogo e tudo estabilizou.

The Long Reach foi uma excelente surpresa. Com uma temática muito a meu gosto, acabei por facilmente ser absorvido pelos acontecimentos e querer saber mais sobre o que se passava, e como tudo iria terminar. Este não é de todo um título inovador, mas aquilo que fez, fê-lo com bastante qualidade.

muito bom

positivo Temática bem implementada
positivo Boa narrativa
positivo Som ambiente
positivo Bons detalhes visuais
errado Demasiado curto

Data de Lançamento: 13 de Março de 2018 (18 de Julho versão Xbox)
Produtora: Painted Black Games
Editora: Merge Games Ltd
Género: Ação, Aventura
Disponível para: Nintendo Switch, PC, Playstation 4, Xbox One

Análise feita na Xbox One S.

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Produtora/Editora.

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