Análises

Análise: Road to Ballhala

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Road to Ballhala é um jogo de puzzles, onde a frustração e o divertimento, estão de mãos dadas o tempo todo. O objetivo é chegar ao fim da zona, morrendo o menor número de vezes, e apanhando o máximo de tokens possíveis para poder desbloquear as zonas seguintes. Porém, o caminho adivinha-se cada vez mais difícil com o superar de cada zona.

Os primeiros níveis são um género de tutorial, ou, mais concretamente, como eles designam, T(ortu)rial. Logo aí começam a ser ensinadas as primeiras mecânicas de jogo, contudo, e durante alguns níveis, ainda continuam a ser introduzidas novas informações na forma de jogar. Isto mostra bastante que o jogo não se resume ao que é ensinado inicialmente, o que é bastante bom, pois aquilo que parece bastante simples ao início, com o tempo torna-se bem mais desafiante. São diversos os fatores que estarão contra vocês ao longo do jogo, quer sejam lasers, ou bolas inimigas, tiros ou até o próprio piso, constituem apenas algumas das condições adversas que terão de enfrentar, enquanto tentam chegar à outra ponta do mapa.

O controlo da bola está muito bem conseguido, tendo como base, físicas reais. Posto isso, quanto mais rápida a bola estiver a rolar, mais dificuldade terão em fazer a trajetória pretendida. É possível ainda dar um boost, o que dá bastante jeito em certas zonas mais avançadas. Existem áreas onde podemos utilizar o perigo em nosso proveito, ou seja, falo por exemplo, de certas bolas grandes que nos perseguem e que, em certos locais, vão ajudar-nos a ultrapassar obstáculos. A título de exemplo, quando ficamos parados no mesmo sítio, ela vai cair sobre nós para nos matar, mas se nos colocarmos numa certa posição e ela cair aí, vai impedir um laser de nos atingir e assim podemos continuar o nosso caminho.

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O jogo esta dividido em várias zonas, onde cada uma delas tem diversas etapas, algumas das quais bónus e opcionais. Escusado será dizer que as zonas variam de dificuldade, ficando cada vez mais complexas de serem ultrapassadas, principalmente se quiserem ter 100% em cada uma.

Sem dúvida que a acompanhar a excelente jogabilidade, temos uns visuais muitos apelativos e que encaixam quem nem uma luva neste tipo de jogo. Todas as diversas cores vivas e neon style criam uma luminosidade bastante interessante e eficaz na criação do ambiente. Já que falamos de cores e afins, é possível mudar a cor da bola e do rasto da mesma, tal como, inclusivamente, o tipo de rasto deixado por ela. Pequenos pormenores que adicionam mais alguma variedade visual.

A câmara de jogo pode mudar em certos puzzles, criando um novo desafio para controlar a bola, e além disso, no mesmo puzzle, a mesma pode mudar várias vezes. Tendo em conta isto, apesar de os controlos serem os mesmos, leva-nos a pensar um pouco qual deverá ser o lado a direcionar o analógico.

Em termos sonoros, o áudio do jogo é extremamente relaxante. A banda sonora está excelente e ficou a cargo do compositor, nomeado previamente para um Emmy, Nicholas Singer.

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Existe aquele humor muitas vezes estranho nos vídeojogos, e depois existe o humor presente em Road to Ballhala, bastante bom e inteligente na grande maioria das vezes. Com muito sarcasmo à mistura, e dicas escondidas, é claramente um ponto a destacar na experiência. Às vezes podemos ler algo como, “caminho sem saída” mas no nosso ponto de vista, não conseguimos ver se realmente o é. Ao irmos até ao fim, logo de seguida somos brindados com um texto como algo do género “nós avisámos”. Outra situação ainda: “se estão a ler este texto significa que já perderam demasiado tempo”, o que nos leva a pensar que aquele puzzle já não iremos conseguir fazer à primeira. A juntar a isto, existem também alguns puns bastante bons. Podem ver alguns deles se observarem os vídeos disponíveis na análise.

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Estamos perante um excelente jogo, com uma mecânica muito simples inicialmente, mas que facilmente cria um desafio mais exigente com o tempo. Com excelentes puzzles pelo caminho, visuais bastante atrativos e uma banda sonora muito boa, é claramente um título que aconselho sinceramente a experimentarem. Ganha mais pontos ainda por se destacar do produto comum dos jogos de hoje em dia. Não é que seja totalmente inovador dentro do seu género, mas a sua qualidade é incontestável.

muito bom

positivo Bons desafios
positivo Visuais apelativos
positivo Boa banda sonora
positivo Bom sentido de humor
errado 
Nada a mencionar em especial

Data de Lançamento: 2 de Agosto de 2018 (PC 2016)
Produtora: Torched Hill
Editora: tinyBuild Games
Género: Plataformas, Puzzles
Disponível para: Nintendo Switch, PC, Playstation 4 e Xbox One

Análise feita na Playstation 4

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Produtora/Editora.

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