Análises

Análise de Polygod

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Polygod é brutal, mortífero, cruel e desafiante! Porém, quando conseguem chegar ao fim, a sensação de atingido o objetivo é bastante boa. Polygod é uma shooter na primeira pessoa com elementos rogue-like, mapas gerados de forma aleatória e uma dificuldade bastante exigente, até para os jogadores mais experientes e devotados.

Nós somos Faceless the Blessed, ou se preferirem em português, Homem sem rosto – o Abençoado. A nossa raça está à beira da extinção e cabe-nos a nós tentar lutar contra esse destino ao enfrentar diversos tipos de inimigos naquilo a que chamaram de – O Julgamento dos Deuses. É caso para dizer que só mesmo os Deuses serão capazes de sobreviver aos desafios presentes.

Para os mais distraídos, uma das características do termo/género rogue-like, é a morte permanente. Isto é, uma vez que morram, terão de começar tudo do zero. Tanto o progresso no nível, como os upgrades (neste caso chamado de Blessings) que obtiverem durante o mesmo, ficarão sem efeito. Este é um jogo 100% dedicado aos mais resistentes, aos mais lutadores, aos mais persistentes. Ter que recomeçar os níveis vezes e vezes sem conta, depois de morrerem outras tantas, é um desafio só ao alcance de alguns. A persistência terá de ser uma constante se quiserem chegar a algum lado.

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Existem catorze personagens para escolher, onde cada uma delas tem as suas próprias características. Só uma está disponível inicialmente e as restantes têm de ser conquistadas através de certos locais nos mapas, ao derrotar bosses, ou até mesmo, ao obter determinadas conquistas/troféus.

Tal como já tinha mencionado previamente, é possível ir obtendo upgrades ao longo dos níveis. A moeda de troca desses upgrades é adquirida ao matar inimigos. Bom, não se podem chamar propriamente de upgrades mas, talvez, melhorias temporárias. A razão disto é simplesmente porque quando morrem, essa melhoria desaparece como já tinha explicado. Existem mais de 80 disponíveis, e entre elas, muitas estão relacionadas com maior dano da arma, maior rapidez ao disparar, mais vida ou até maior rapidez no movimento, entre muitas outras coisas.

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Em termos de arsenal, temos somente disponível uma arma e apenas isso. No entanto, essa mesma arma terá comportamentos diferentes conforme as melhorias que forem adquirindo. De salientar que as mesmas não podem ser escolhidas. Elas podem ser obtidas ao visitarem os altares no mapa, mas normalmente, um altar tem somente uma melhoria específica disponível. Isto é, se não gostarem da oferta, resta-vos continuar a andar e esperar pelo próximo altar. No entanto, existem alguns em que a oferta pode ser mesmo a oportunidade de poder escolher o que quiserem no altar seguinte.

Como já tinha referido, o jogo gera de forma automática e aleatória os mapas. Isto basicamente permite-vos jogar muitos mapas diferentes sem quase nunca voltarem a jogar o mesmo. As possibilidades são imensas, mas apesar disso, se desejarem voltar a jogar algum dos mapas em específico, podem gravar o mesmo numa opção disponível. Cada mapa também dispõe de um código correspondente que pode ser visto antes de começarem a jogar. Se quiserem partilhar com alguém, basta darem esse código.

Também é possível convidar um amigo para jogar esse mapa em coop local, ou até online. O jogo também tem uma vertente de multiplayer competitivo para quem quiser  fazê-lo contra outras pessoas, mas das vezes que tentei entrar numa partida, nunca encontrou nenhuma por isso não posso comentar esta parte.

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Polygod tem uns visuais muito peculiares e diferentes. Bastante simplistas, mas ao mesmo tempo, bastante coloridos. É tudo muito à base de polígonos (o nome “Poly” não deve ser por acaso) e formas bastante específicas. A diversidade em termos de cenários é alguma inicialmente, mas com o tempo, acaba por começar a saturar. É certo que os mapas são sempre diferentes, mas no geral, o conteúdo é o mesmo, só muda a forma como está organizado.

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No que toca à vertente sonora do jogo, esta deixa muito a desejar. Tirando uma pequena música ambiente nas partes mais paradas, ou a música mais mexida nas partes com ação, não existe nada a destacar em especial e resta dizer que a componente musical do jogo é talvez o elo mais fraco do mesmo. Uma maior diversidade sonora teria sido muito bem-vinda.

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Em suma, Polygod é um título bastante difícil e exigente a vários níveis. Depois de cerca de dois anos em early access, o produto final acabou por beneficiar bastante com isso e acabou por resultar num jogo bom a nível geral. Com certeza que não é um jogo para todos devido à sua dificuldade, mas para os fãs do género, será certamente um título a ter em conta.

bom

positivo Mapas gerados de forma aleatória
positivo Bastantes upgrades disponíveis
positivo Coop local – algo raro hoje em dia
errado Vertente sonora muito fraca
errado Só para os mais persistentes
errado Cenários demasiado simples podem fartar rapidamente

Data de Lançamento: 17 de Agosto de 2018
Produtora: Krafted Games
Editora: Krafted Games
Género: Ação, FPS
Disponível para: Nintendo Switch, PC e Xbox One

Análise feita na Xbox One S.

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Produtora/Editora.

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