TheGardensBetween

Só recentemente me cruzei com The Gardens Between e, à primeira vista, gostei do que vi. Mais curioso fiquei quando soube que já tinha sido nomeado para vários prémios internacionais. Estamos certamente perante um bom jogo, ou pelo menos, é o que aparenta.

Este é um jogo com uma temática claramente focada na amizade. Controlamos dois personagens, um feminino e um masculino, com os nomes de Arina e Frednt, respetivamente. Os puzzles têm lugar em locais de grande importância para ambos, onde passaram bons momentos, os quais nunca deverão cair em esquecimento.

Depois de terminados cada dois ou três puzzles, surge uma imagem com os dois a passar um bom bocado, rodeados de alguns dos itens que estavam nos puzzles. A título de exemplo, existe um nível em que temos um sofá e uma taça de pipocas, entre outros objetos. Ao conseguirmos superar o nível, iremos ver os dois a divertirem-se num compartimento, sentados/deitados no sofá a comer pipocas. Isto vai acontecendo ao longo dos diversos níveis e tem pormenores bastante bons.

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Relativamente à jogabilidade, esta tem um conceito deveras simples. Os movimentos são executados apenas de duas formas, sendo os mesmos, para a direita ou para a esquerda. Ao pressionarem para a esquerda, o tempo recua e se pressionarem para a direita, o tempo avança.

Mas agora perguntam vocês, “O tempo?” Sim, nós controlamos o tempo e, consequentemente, alguns dos itens no mapa. Para ser mais preciso, o rapaz controla o tempo e a rapariga transporta um candeeiro de mão. Conforme o tipo de obstáculo que tivermos pela frente, este tem de estar aceso ou não. Para ativarmos o candeeiro, devemos aproximar-nos de umas “flores”, ou pelo menos foi assim que as vi, e esperar que a sua luz entre na lâmpada. Todavia, existem outras flores que roubam a luz da lâmpada e que, tanto podem jogar a nossa favor, como contra.

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Na maioria das vezes, a interação do rapaz com o tempo, vai fazer com que as bolas de luz que existem no mapa, possam estar ativas para depois as apanharmos com o candeeiro que a rapariga tem na sua posse. Ao fazermos isto, o mesmo irá iluminar-se. Por vezes, somos obrigados a livrar-nos da iluminação da lâmpada, de forma a conseguirmos superar determinados desafios. O objetivo de cada puzzle, é colocar o candeeiro iluminado numa plataforma no fim do nível, movimento o qual é efetuado pelos dois amigos ao mesmo tempo.

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Os puzzles iniciais são um género de tutorial que explicam as diversas mecânicas de jogo. Apesar de o conceito ser bastante simples, existem variadas mecânicas que acabam por dar um bom dinamismo ao jogo. Se, por um lado, temos alguns obstáculos bastante fáceis de ultrapassar, por outro, temos alguns um pouco mais exigentes e que serão capazes de vos fazer perder ainda alguns minutos.

Por vezes, é precisar tomar bastante atenção ao que nos rodeia e ver o que pode ser alterado para podermos prosseguir. É que, em muitos casos, o recuar e avançar do tempo, faz com que tudo mude de lugar e de diversas formas. Isto faz com que o famoso sistema de tentativa erro entre em campo. Quando menciono mudar os itens de lugar, isto não significa que possamos colocá-los onde bem entendermos, muito pelo contrário. Eles têm uma certa trajetória e temos que encontrar a posição exata que irá permitir resolver o puzzle atual.

Os cenários estão muito bem desenhados e com um aspeto muito cartonesco. Todos os mapas estão com uma qualidade e minuciosidade bastante elevada. Temos várias referências ao longo do jogo, focando uma cultura dos anos 80/90, as quais achei bastante interessantes. Temos um momento que claramente está a referenciar o famoso Super Mario e os seus clássicos níveis ou até um leitor de VHS, com o qual temos de interagir. Também estão presentes consolas e televisões mais antigas, entre outros “artefactos” do século passado. Depois, temos igualmente referências a brincadeiras que se viam muito antigamente, embora ainda existam hoje em dia, com certeza. Desde o pneu pendurado com uma corda na árvore ou a famosa piscina de borracha no jardim no quintal da casa, e podíamos continuar durante um bocado.

TheGardensBetween4

De salientar que nós somos muito pequenos comparativamente ao tamanho dos itens no cenário. Desta forma, é criado um impacto visual ainda maior em todos os objetos presentes, os quais acabam por ter um enorme efeito nostálgico em muitos de nós, já com uma determinada idade. Quero acreditar que a razão disso, passa também pela veracidade dos cenários e brincadeiras representadas, com as quais certamente muitos de nós nos identificamos.

Em termos de banda sonora, temos algo muito relaxante e suave, que encaixa de forma perfeita no tipo de ambiente que é proporcionado. Tirando alguns sons do jogo, pouco mais há para salientar neste aspeto. Apenas mencionar mesmo que os personagens não têm vozes, mas também não considerei que fosse necessário, pois o poder visual fala por si.

Para mim, The Gardens Between foi uma autêntica surpresa. Tanto a boa jogabilidade como a banda sonora, ajudaram a tornar esta experiência um bom jogo de puzzles. Apesar de ser algo curto, dependendo da rapidez com que conseguem terminar os níveis, o seu conteúdo é de alta qualidade a vários níveis.

muito bom

positivo Alguns puzzles muito bem estruturados
positivo Cenários bem concebidos
positivo Diversas referências a produtos dos anos 80/90
positivo Banda sonora encaixa de forma perfeita
errado 
Relativamente curto

Data de Lançamento: 20 de Setembro de 2018
Produtora: The Voxel Agents
Editora: The Voxel Agents
Género: Aventura, Puzzles
Disponível para: Nintendo Switch, PC, Playstation 4

Análise feita na Playstation 4.

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Produtora/Editora.

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2 comentários »

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