Análises

Yonder: The Cloud Catcher Chronicles – Análise

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Depois de um dia stressante de trabalho, a única coisa que apetece é chegar a casa e relaxar. Yonder: The Cloud Catcher Chronicles é facilmente um jogo ideal para esse momento. Não existem momentos de pressão, muito pelo contrário, a paz e o sentimento zen reinam no título. No que toca à história, pouco peso tem esta componente do jogo. O barco em que viajamos é atingido por um raio ou algo do género e acabamos por ir parar a uma ilha. A partir daí, pouco relevo é dado a este ponto e só mais perto dos momentos finais é que voltamos a ter um maior foco.

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Estamos perante um jogo em mundo aberto onde o objetivo principal é apanhar os diferentes recursos espalhados pela ilha e ir fazendo as missões que nos são dadas, sejam elas principais, ou secundárias. O mapa está dividido em várias zonas com visuais e caracterizações diferentes, bem como vida animal única em cada uma delas, dando sempre uma sensação de locais diferentes a serem explorados. Temos as já habituais zonas verdes, desertas, montanhosas e cobertas de neve, entre outros tipos com pequenas alterações.

Algo que me surpreendeu foi a existência de estações do ano, alterando um pouco todo o visual das regiões e, até, alguns acessos. A título de exemplo, existe um local onde tinha algo para interagirmos mas em que, na Primavera e no Inverno, estava inacessível devido à água que nele se encontrava. Apenas no Verão e Outono esse local podia ser acedido. O ciclo dia/noite também tem o seu impacto positivo no ambiente do jogo, embora tudo possa continuar a ser feito da mesma forma que durante o dia. Pelo menos, não me deparei com nenhuma situação em que tivesse de esperar pelo amanhecer, excetuando a parte em que algumas missões requeriam que esperasse X dias para poderem ser terminadas.

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Como já tinha referido, o jogo é do mais relaxante que pode existir e não apresenta sistema de combate, na medida em que nem existem inimigos para nos afrontar. Tudo se resume a obter recursos na natureza ou a fabricarmos algum género de itens. Podemos apanhar pedras ou flores, cortar árvores ou pescar, entre outras habituais tarefas neste tipo de jogos de exploração. Existem várias localidades no jogo dispersas pelas diferentes zonas, e em muitas delas, existem vários NPC’s que necessitam de ajuda nas mais variadas tarefas.

Existem também algumas pessoas que vos irão dar uma missão especial relacionada com mais crafting. Só para terem uma noção, existe crafting baseado em culinária, carpintaria, construção, alfaiate, entre outras tantas categorias. Isto oferece um leque vasto de opções na jogabilidade em termos de criação de itens. Existem várias dezenas de produtos para criar, os quais podem proporcionar largas horas de jogo a todos os fãs do género.

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A juntar à festa, podemos ter também várias quintas espalhadas pelo mapa, onde é possível plantarmos árvores ou cuidar de animais. Ambos irão oferecer benesses em vários aspetos. De modo a não termos de andar a fazer a manutenção nestes locais, é possível arranjar NPC’s que façam esse serviço, embora tenhamos de dar algo em troca por esse trabalho. As quintas são uma funcionalidade engraçada no jogo e, acima de tudo, e falo por mim, a sua maior vantagem é mesmo a existência de um baú comum em cada uma delas. Isto facilita na parte de guardar e obter de volta itens em qualquer altura ou local do mapa.

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Yonder é bastante colorido visualmente, onde as diferentes zonas destacam-se pela diversidade de tonalidades. Os visuais meio para o cartonesco encaixam que nem uma luva no espírito do jogo, passando ainda mais a ideia de algo relaxante e sem pingo de stresse. A banda sonora é também bastante zen e bem aplicada nos variados momentos. Os personagens não têm voz, comunicando apenas por balões de texto o que, para mim, tendo em conta o jogo que é, não tem o mínimo problema.

Yonder é um jogo para ser explorado por horas e horas, contando com inúmeras missões secundárias para dar ainda mais profundidade e conteúdo algo decente à aventura. Para alguns, o jogo pode tornar-se facilmente aborrecido por não haver qualquer tipo de risco em causa. Não existe morte permanente, sendo que a única vez em que podemos “morrer” é quando caímos na água e o jogo transporta-nos para terreno novamente. O mapa é bastante vasto e oferece variadas planícies e montanhas para serem exploradas. Felizmente, existe a opção fast travel, mas esta só fica desbloqueada à medida que forem interagindo com determinadas pedras. Estas transportam-nos posteriormente para um local com todos os pontos de viagem rápida no jogo, sendo que só podemos usar aquelas que já desbloqueámos no jogo. Para desbloquear um ponto destes, terão que descobrir primeiro a pedra e depois fazer a missão que ela sugere. Existem oito ao todo e ajudam bastante na hora de nos deslocarmos entre locais, todavia, para as usarem, necessitam de se dirigir ao seu encontro e não de qualquer ponto do mapa.

 

 

 

Em suma, Yonder é um bom jogo com um considerável conteúdo para largas horas. Apesar de divertido, pode entediar rapidamente todos aqueles que procuram algo com mais ação ou com uma maior diversidade na jogabilidade. Porém, se há jogo que vos pode fazer recuperar a energia positiva ao fim de um longo dia menos bom, é Yonder: The Cloud Catcher Chronicles.

muito bom

positivo Existe algumas opções para criação do personagem
positivo Excelente ambiente relaxado
positivo Visualmente bastante colorido
positivo Inúmeras opções de crafting
positivo Mapa consideravelmente grande para explorar

positivo Muitas missões disponíveis
positivo Ciclo dia/noite e presença das estações do ano
errado Preparem-se para andar muito a pé, mesmo após terem a opção fast travel desbloqueada
errado Dependendo do ponto de vista, a ausência do fator risco pode ser algo menos bom no jogo

Data de Lançamento: 27 de Fevereiro de 2019
Produtora: Prideful Sloth
Editora: Merge Games
Género: Aventura
Disponível para: Playstation 4, Xbox One, Windows e Nintendo Switch

Análise feita na Xbox One.

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Merge Games.

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2 comentários

    1. Se gostares de jogos do género, aconselho vivamente. Puros momentos relaxantes sem qualquer tipo de stress. O jogo já saiu para outras plataformas em 2017 mas só agora saiu para xbox. Nunca tinha jogado nenhum jogo focado em exploração e “apanha” de recursos, então foi uma muito boa surpresa. O seu aspeto muito colorido e simples também ajudou. 🙂

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