Análises

The Messenger – Análise

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Este foi um jogo que teve um considerável sucesso durante o ano passado, onde chegou a ser nomeado para vários prémios e a ganhar alguns deles. Agora que chegou à Playstation 4, tive finalmente a oportunidade de o experimentar e tentar perceber todos os louros obtidos nos últimos meses.

À primeira vista, parece mais um indie que saiu no meio de tantos outros, visto o mercado estar completamente por eles invadido. Antes que comecem a gritar para o ecrã, deixem-me dizer que isso é bastante positivo, pois acho que pode inspirar muita gente envolvida na indústria. Existem ideias bastante interessantes e que muitas vezes só não conseguem um resultado melhor, devido ao baixo orçamento. Felizmente, The Messenger é um jogo com umas ideias interessantes, mas cujo brilho vem também da sua jogabilidade, banda sonora e apresentação visual.

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Estamos perante um jogo de ação e plataformas com base em 8bits, mas a determinado momento, o jogo muda por completo para 16 bits, onde os cenários e a própria música são alvo de uma mudança facilmente precetível. Assim que comecei a jogar, fez-me lembrar um dos clássicos da Sega que gosto bastante – Shinobi. Sim, eu sei que muita gente fala da inspiração em Ninja Gaiden, mas como nunca joguei esse clássico, não me vale de muito fazer essa comparação. Sempre achei que ser honesto compensava mais a longo prazo…

A sua jogabilidade é bastante acessível inicialmente, mas, em poucos minutos, começamos a ver a sua dificuldade a escalar para níveis mais exigentes de precisão. Felizmente, os controlos respondem de forma perfeita, o que é imperativo para um título onde é necessário desviar de várias coisas ao mesmo tempo. Bolas de fogo, plataformas em queda, zonas com espinhos, ou ainda inimigos a arremessar itens, são só alguns dos contra tempos que irão ter pela frente, num jogo capaz de vos fazer ferver em pouca água. É sem dúvida um jogo divertido, mas consideravelmente exigente com o tempo. Isso é mau? Bom, nem por isso, mas pode afastar muito boa gente quando a morte começar a ser uma constante em determinadas alturas.

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Os níveis são bastante variados e a sua caracterização também. Cada zona consegue sempre ter um aspeto e sensação diferente da anterior. As plataformas também sofrem alterações de local para local, dando sempre a impressão que nunca estamos a repetir o mesmo tipo de saltos ou desafios. Se no nível onde o Inverno reina é o gelo um dos grandes obstáculos por nos fazer deslizar, é nas profundezas do inferno que a lava nos vai fazer escalar paredes a alta velocidade, quando esta começar a subir. O que quero dizer com isto é que, no geral, existe sempre algo único em cada nível e isso enriquece a experiência do jogador facilmente.

A variedade de inimigos não é assim tão vasta e rapidamente se torna repetitivo. Já os bosses, conseguem ser bastante únicos, mas sempre exigentes na hora de os superar. De forma a facilitar a nossa aventura, existe uma loja onde podemos adquirir várias habilidades ao longo do jogo. Estas podem ser obtidas com a moeda de troca que é obtida durante os níveis. Como já referi, a dada altura no jogo, este irá sofrer uma alteração de 8 para 16 bits, dando uma nova vida ao desafio e é ao nível visual e auditivo que se nota a grande diferença. Os detalhes nos cenários são maiores bem como a sonoridade ganha uma nova camada de profundidade.

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Algo que gostei bastante desde o início foi o sentido de humor. São várias as situações capazes de vos fazer esboçar um sorriso, ou até mesmo soltar algumas gargalhadas. Prova disso são as visitas à loja onde a pessoa por trás do balcão vos pode contar uma boa história sempre com um objetivo, bem como tentar impedir-vos de mexer no seu tão precioso armário. A título de exemplo, se tentarem abrir o seu armário muitas vezes de seguida, surge uma conversa bastante interessante e até vos tira a hipótese de passar as falas à frente. Ele mesmo avisa desse ponto, mas claro que pensamos que está a brincar… Tudo isto pode parecer vago e sem grande sentido, sendo que o mais fácil mesmo é viver a situação por vocês, de forma a verificar o quão divertido são os momentos no espaço comercial.

A banda sonora do jogo é bastante consistente e boa onde a típica música retro gaming reina como se estivéssemos nos anos 80 e 90. É somente quando a morte começar a ser uma constante que a música pode começar a massacrar um pouco os ouvidos, por estar sempre a começar de novo. Bom, existe sempre a opção para a desligar…

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Este é um título exigente em termos de dificuldade e a frustração pode apoderar-se de um jogador com menos capacidade de persistência. A morte será uma constante no jogo pois todas as plataformas e inimigos ao mesmo tempo, vão criar situações de sufoco onde um salto mal dado pode custar-vos caro. Existem vários pontos de gravação, mas por vezes, achei que alguns deles estavam consideravelmente longe, principalmente em zonas mais complicadas. Nada que a persistência não resolva, mas é duro estar sempre a voltar atrás por não conseguir dominar este ou aquele salto, ou sermos atingidos por um projétil ou inimigo, num movimento menos feliz.

The Messenger é um jogo que aconselho vivamente, principalmente se forem fãs de títulos com inspiração nos anos 80/90, ou até antes. A sua dificuldade vai subindo consideravelmente com o avançar do jogo, mas o bom sentido de humor, resposta dos controlos, banda sonora e boa esquematização das plataformas, compensam esse pequeno pormenor, o qual até pode ser pesado o suficiente para afastar muitos jogadores durante as primeiras horas.

muito bom

positivo Bom sentido de humor
positivo Música encaixa perfeitamente
positivo Controlos respondem bem para um jogo destes
positivo Cenários variados
errado Nível de dificuldade exigente
errado Pontos de gravação consideravelmente espaçados

 

Data de Lançamento: 19 de Março de 2019 (Playstation 4)
Produtora: Sabotage Studio
Editora: Sabotage Studio
Género: Ação, Plataformas
Disponível para: Microsoft Windows, Playstation 4 e Nintendo Switch

Análise feita na Playstation 4.

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte do Sabotage Studio.

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