Análises

Shakedown: Hawaii – Análise

Muita ação, humor e boa música.

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Shakedown: Hawaii chega até nós pelas mãos da Vblank Entertainment, empresa responsável por Retro City Rampage. Nunca tive a oportunidade de jogar este último, mas assim que soube deste novo jogo, decidi que desta vez não passava ao lado. Caso para dizer, ainda bem que tomei essa decisão. Shakedown: Hawaii está recheado de muita ação e bom humor, acompanhados por uma boa banda sonora, ocupando esta última o lugar da cereja no topo do bolo.

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Em termos de história, não é nada que já não tenhamos vivido noutros jogos. Estamos na pele de um grande empresário, mas que vê os seus negócios começar a afundar devido à inovação tecnológica que se vê cada mais hoje em dia. De forma a voltar às luzes da ribalta, temos de nos ajustar às tecnologias e técnicas de marketing de hoje em dia. Hmm… isto soa demasiado sério não? Talvez. Na verdade, o jogo está cheio de humor e faz bastantes referências a situações da atualidade, sejam a nível económico ou de entretenimento. Referente a este último, são várias as situações que menciona VR (Realidade Virtual), AR (Realidade Aumentada), streaming ou até double xp… Foram bastantes os momentos que me fizeram esboçar um sorriso por estarem tão bem implementados numa narrativa recheada de humor e sarcasmo.

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Estamos perante um mundo aberto onde existem toneladas de lojas para comprar, bem como casas. Uma vez adquiridos, todos os edifícios geram dinheiro e esse é um ponto essencial para continuar a adquirir tudo o que é possível na ilha. O objetivo é mesmo esse, voltarmos a ser um grande empresário cheio de espólio. O jogo dá conhecimento sobre as várias mecânicas do jogo através de pequenos tutoriais à medida que forem avançado na campanha.

Um dos primeiros é a de começar a receber rendimentos dos espaços comerciais, mesmo antes de os comprarmos. Ao entrarem neles, falem com a pessoa atrás do balcão para oferecer “serviços de segurança”, o que nunca corre bem à primeira. Após a “nega”, começa sempre uma missão simples com o objetivo de partir mobiliário da loja, derrotar os gangues que se encontram no interior ou exterior do espaço comercial, roubar o camião que transporta a mercadoria, assustar clientes, entre muitas outras atividades. Existem mais de 80 espaços comerciais para adquirir e com o tempo, estas missões podem tornar-se um pouco repetitivas para algumas pessoas, embora nunca tenha sentido isso. Achei sempre divertido tentar cumprir o objetivo pois as situações vão variando conforme o tipo de negócio.

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Em termos de jogabilidade, tirando a parte de gerir negócios e casas, podemos conduzir qualquer viatura presente no jogo, destruir praticamente tudo no mapa (tirando casas a não ser que seja obrigatório), causar o caos nas ruas (muito ao estilo de GTA), mudar de roupa e visual, entre outras coisas. O jogo tem vários tipos de armas que podem ser adquiridas durante missões ou até mesmo encontrá-las espalhadas pelo mapa, mas claro que a polícia está sempre à espreita a ver se não pisam o tal risco. Para além disso, se atropelarem certos indivíduos, é possível que alguns gangues da zona também vos ataquem, oferecendo sempre situações de frenesim visual de balas a voar e carros a explodir. Para minha surpresa, o jogo oferece um sistema de cobertura, embora segundo me tenha apercebido, só funciona em missões específicas para tal. Ainda assim, é de salientar positivamente a presença desta mecânica num jogo com esta câmara.

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Gostei bastante dos visuais do jogo onde a famosa pixel art está deveras soberba, oferecendo um grande nível de detalhe em todos os edifícios e interiores dos mesmos, bem como em toda a decoração do mapa. A banda sonora composta essencialmente pelo género synthwave, é algo que apreciei bastante, não só por se encaixar perfeitamente no espírito do jogo, mas também porque sou fã do estilo musical.

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Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, o jogo oferece várias horas de divertimento e só a campanha em si, com mais de uma centena de missões, é coisa para levar cerca de 8 a 10 horas de jogo. A juntar a esta dezena da campanha, existem outras atividades secundárias com diferentes objetivos e que ajudam a prolongar ainda mais o divertimento, caso sintam essa necessidade.

Shakedown: Hawaii conseguiu-me cativar desde o primeiro minuto com o seu sentido de humor e jogabilidade frenética, bem como a mecânica da gestão de edifícios. Se forem fãs de jogos indies, então aconselho vivamente este título.

positivo Banda sonora
positivo Ação não falta
positivo Muitos edifícios e negócios para comprar e gerir economicamente
positivo Sentido de humor
positivo Diversos tipos de veículos para conduzir
errado Nada de especial a salientar

Data de Lançamento: 14 de Maio de 2019
Produtora: Vblank Entertainment
Editora: Vblank Entertainment
Género: Ação, Aventura
Disponível para: Microsoft Windows, Playstation 4, Playstation Vita e Nintendo Switch

Análise feita no PC.

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Produtora.

 

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