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Firewatch – A profissão ideal para refletir

A profissão ideal para refletir.

firewatch

Um jogo não precisa ser complexo.

Não precisa ter evolução da personagem ou de armas e afins.

Não necessita uma narrativa densa ou de um multiplayer frenético.

Não precisa oferecer 100 horas ou o triplo.

Não obriga a existência de uma “cara” para o personagem principal e NPC’s.

E que tal sermos uma guarda florestal perdido no meio do nada, sem grande coisa para fazer e dialogar grande parte do tempo através de um intercomunicador com uma voz do outro do lado? A qual não conhecemos pessoalmente…

Parece aborrecido, não é? Sim, é um bocado… CLARO que não!!. Na verdade, é tudo aquilo que se pode desejar para quebrar a rotina de todos os aspetos que referi inicialmente.

Firewatch já tem vários anos, mas só ontem é que o terminei, tendo começado na noite anterior. É um título que pode ser passado em cerca de 3 a 4 horas, mas isso não significa que seja mau, muito pelo contrário. Quando não existe grande coisa para interagir no mundo, somos forçados a absorver todos os pequenos pormenores que este oferece. Sejam as quentes paisagens ou as conversas envolventes, estes são só alguns dos pontos que nos prendem facilmente à tarefa de guarda florestal e à experiência de Firewatch.

O jogo tem início de uma forma muito interessante, onde nos coloca numa posição de escolhas relativamente ao nosso passado. Sinceramente, não sei até que ponto muitas delas possam interferir em diálogos futuros, mas existem algumas que certamente terão influência. Não vou  mencionar nada da história de forma a não estragar a surpresa desde o primeiro momento.

Tal como no jogo, cheguei à conclusão que esta é uma profissão que serve de forma perfeita para refletir sobre a vida. Ok, não quer dizer que fosse capaz de pegar na mochila e ir para o meio da floresta, mas que nos deve ajudar em certos momentos da nossa passagem por cá, isso é capaz.

Firewatch oferece uma experiência muito relaxante e pausada. Se quiserem esquecer as missões da história, podem simplesmente explorar o cenário a vosso belo prazer. Existe sempre uma paisagem para apreciar ou algo para descobrir. O título da Santo Campo é curto, mas bom. Se procuram algo para desenjoar de todos os AAA com milhentas coisas para fazer, então aconselho vivamente Firewatch.

De salientar que o estúdio responsável por Firewatch – Campo Santo – foi adquirido há pouco mais de um ano pela Valve, mas antes desse negócio, já o próximo jogo tinha sido anunciado. Ainda sem data oficial, In the Valley of Gods está previsto sair durante este ano de 2019 e é um que está na minha lista, mesmo antes de ter vivido Firewatch. Depois deste, as minhas expectativas aumentaram drasticamente, mas isso é bom sinal.

Atenção! Nada de fogueiras nas florestas este Verão pessoal!!

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