Análises

They Are Billions – A Primeira Hora

Zombies. Zombies por todo o lado.

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Só no mês passado é que me cruzei com They Are Billions. À primeira vista, pareceu-me um jogo de estratégia num formato quase tower defense, mas mais amplo. Depois de passar uma hora com o jogo, existem algumas ideias interessantes e outras capazes de me enervar em menos de nada.

They Are Billions pede que sobrevivamos a um ataque de zombies durante um determinado número de dias. Este número varia conforme a dificuldade em que jogarem. Foi-me cedido um código do jogo para jogar na Playstation 4 e os problemas começam logo aqui. Todos sabemos que o lugar dos jogos de estratégia pertence no computador, mas neste caso acho que se esticaram bastante na adaptação. Os comandos não são nada intuitivos e depois de me aperceber que havia a opção do rato nos menus, foi logo o que fiz de seguida. Liguei pela primeira vez um rato à minha PS4 e a sensação de conforto no jogo foi logo outra. Tudo ficou mais simples de ser controlado, embora longe de perfeito (como se isso existisse…). Agora que consigo mexer mais facilmente nos menus, são os próprios que não acho nada intuitivos. Achei toda a disposição da informação meio confusa e o jogo não dá a mão em nada. Precisam de ajuda? Têm dúvidas existências? Como raio crio mais soldados? Onde é que o Sol nasce? Porque raio o ano tem 365 dias?

A única solução é colocar o jogo em pausa e ir ao menu “Help”. De facto, não podia haver melhor nome… Deixem-me desabafar e dizer que mesmo pedindo ajuda, não achei que as explicações fossem nada de extraordinário. Acima de tudo, é mais palha do que outro coisa.

They Are Billions1

Algo que me fez jogar a mão à cabeça novamente foi o tamanho da fonte no ecrã (foi só uma mão pois a outra estava no rato). Porra que quase fiquei cego nesta hora de jogo. Tenho uma televisão de 40 polegadas, a qual apesar de não ser enorme, tem tamanho suficiente para conseguir ver tudo quando me sento a cerca de 2 ou 3  metros dela. Pois mesmo assim, senti alguma dificuldade em perceber os textos. Fez lembrar um pouco o The Witcher 3 quando saiu e a malta se queixou do tamanho da fonte, a qual felizmente acabou por ser alterada mais tarde. Imagino só se estivesse a jogar no meu monitor de 22 polegadas no PC… bom pelo menos aqui onde estou neste momento a escrever este texto, estou a cerca de 50 cm do ecrã, o que talvez seja demasiado perto também… Porém, se formos a comparar, o texto iria estar ainda mais pequeno…

Mas bom, depois de vários parágrafos com contornos massacrantes para o jogo, vou tentar ser um pouco mais positivo nas linhas que se seguem, porque o jogo também o merece.

They Are Billions2

Em termos de jogabilidade, gostei no geral. A cada novo jogo, é-nos dada a estrutura base, quatro scouts e um soldado. É na estrutura base que podemos criar outras estruturas tais como “colheita de recursos”, criação de energia, barracas para criar soldados, estruturas defensivas e muito mais. Neste aspeto, estamos perante o normal num jogo de estratégia onde os recursos obtidos no mapa são extremamente importantes para o sucesso. O problema (digamos que é mais o obstáculo) são os zombies presentes no mapa. Com o tempo, vão começar a atacar aos poucos a base, até ao momento em que se dirigem todos em massa e o vosso acampamento é (supostamente) engolido facilmente. O objetivo aqui é tentar sobreviver um certo número de dias, tal como já tinha referido.  Até conseguirem começar a criar soldados, preparem-se para sofrer um pouco no que toca à defesa da base, com os constantes ataques de zombies.

They Are Billions3

Algumas das estruturas obrigam a ser posicionadas em determinados espaços no mapa e nem sempre é fácil apanhar uma zona para alguns mais específicos. Apesar dos mapas presentes no jogo terem um nome, pareceu-me que os mesmo são gerados aleatoriamente dentro de cada um deles, o que acaba por criar um desafio diferente a cada novo jogo. Porém, se realmente assim é, então por vezes alguns mapas podem não ser tão benéficos em termos de design. Obviamente que não é coincidência, mas no meu segundo mapa, consegui aguentar o triplo dos dias do primeiro, apesar de o ter considerado como um mapa pior que o primeiro em termos de condições para criar uma base.

Os zombies estão constantemente a atacar (em pequena escala) e vão deteriorando os edifícios. Uma vez que estes edifícios estejam contaminados, a população dos mesmos torna-se zombie e junta-se ao bando que estrá a causar o caos na base. É possível arranjar os edifícios para que esse problema desapareça, mas enquanto isso não acontece, é só mais um desafio a enfrentar em algo que já me parece bastante trabalhoso e exigente. Algo que me surpreendeu e ajuda é o facto de podermos colocar o jogo em pausa e dar algumas ordens. Pode não parecer, mas isso faz poupar segundos preciosos que, de outra forma, poderiam facilmente comprometer a nossa sobrevivência.

They Are Billions tem uns visuais engraçados e pormenorizados. As animações são boas, mas os mapas podiam ter uma presença melhor em termos de caracterização. Este é provavelmente um jogo que continuarei a jogar nos próximos dias, mas esta primeira hora fez-me sentir que fui jogado aos leões sem o mínimo de pudor. Tendo em conta a dificuldade do título, certamente que para muitos jogadores a ausência de tutorial ou de algumas dicas iniciais, pode ser determinante na hora de desistir ou continuar a jogar. Porém, para os mais perseverantes, este é um jogo capaz de vos criar um bom desafio e deliciar-vos durante horas a fio.

Data de Lançamento:  5 de Julho de 2019
Produtora: Numantian Games
Editora: Blitworks
Género: Estratégia
Disponível para: Playstation 4, Xbox One e Windows PC

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Editora/Distribuidora Nacional.

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