Análises

Oninaki – Análise

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Não se deixem enganar pela sua aparência. Oninaki é sombrio e a sua história está enraizada na morte, o que me apanhou completamente desprevenido. Para os mais distraídos, este é o terceiro jogo do Tokyo RPG Factory, estúdio responsável por títulos como “I Am Setsun”a e “Lost Sphear”. Oninaki coloca-nos na pele de Kagachi, um Watcher (Observador/Vigilante se preferirem em português), que tem como objetivo salvar as almas perdidas entre o mundo dos vivos e o dos mortos. Almas que se encontram encurraladas devido a situações pendentes de resolução. Seja por luto dos que ficaram, ou por arrependimento de algo dos que já foram, são várias as razões para estes acontecimentos. Este é ideia base do jogo, mas a qual se transforma em algo bem maior com o tempo.

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Uma das funcionalidades que salta logo à vista no jogo é o podermos transitar entre dois mundos em tempo real – o dos vivos e o dos mortos. Algumas missões só podem ser aceites num ou noutro mundo e o tipo de inimigos presentes em cada um deles também varia. De salientar que, no mundo dos mortos, existem vários cofres para abrir e obter armas ou itens, os quais não são visíveis no mundo dos vivos.

A alternação entre os mundos será forçada com o progresso da história, mas fica a vosso critério se quiserem revelar o mapa todo nos dois mundos. Isto quer dizer que mesmo ao revelar todo o mapa no mundos vivos, uma vez no mundo dos mortos, esse mesmo mapa estará todo por ser revelado. A zona é a mesma, mas nunca se sabe o que poderão lá encontrar. Por falar em zonas, após terminar a campanha, o jogo revela uma nova inspirada em Dungeons, onde poderão combater ondas de inimigos e bosses  para obter novas armas/itens. Um género de conteúdo endgame.

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Ao contrário dos dois primeiros jogos da empresa onde o combate era por turnos, Oninaki tem combate em tempo real e bastante fluído. Outro dos pontos interessantes do jogo é a existência de vários Daemons. Estes serão os vossos companheiros em combate e só são ativados automaticamente quando entram em combate. Todos os Daemons têm a sua própria árvore de habilidades e podemos ter até quatro deles equipados ao mesmo tempo, sendo possível alternar entre os mesmos em qualquer altura.

As árvores de habilidades são extensas e oferecem diversos ataques ou funcionalidades passivas, bem como desbloqueiam memórias para sabermos mais sobre o passado dos nossos companheiros. Outro dos aspetos relacionados com os Daemons é o seu nível de afinidade. Quando este chegar a 100%, começamos a fazer mais dano após ativar essa funcionalidade. Isto dá bastante jeito quando estiverem rodeados de muitos inimigos ou até com bosses. Porém, após 150%, também começamos a sofrer mais dano dos inimigos. Fica a vosso critério em como usar esta funcionlidade.

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O mundo de Oninaki é vasto, mas não está todo ligado. Apesar disso, cada zona é larga o suficiente para exploração, embora em muitas das áreas, não haja nada de especial para fazer para além de combater. A variedade de inimigos é razoável e oferecem diversos tipos de desafios em combate, os quais podem ser ultrapassados facilmente, dependendo do Daemon que estiverem a usar. No que toca às armas presentes no jogo, existe uma boa quantidade, já para não falar das variantes de cada uma. Estas podem ser melhoradas e aplicadas pedras especiais para ganhar boosts em diversos aspetos, como fazer mais dano, ganhar mais afinidade rapidamente, recuperação de vida, entre muitas outras opções.

Oninaki é visualmente um produto que me deixou com sentimentos mistos. Os cenários são algo variados e interessantes tematicamente, mas nunca me surpreenderam com os seus detalhes. A banda sonora é consideravelmente boa e notou-se um cuidado especial nas batalhas com os bosses, onde existe um tom claramente mais intenso e épico na maioria das vezes.

 

Oninaki é um bom jogo no geral, mas nem tudo é perfeito. Os seus personagens não são apelativos e nunca consegui ficar propriamente interessado no seu futuro. Apesar da diferente e interessante temática, acabei por achar a história pouco apelativa.

Diria mesmo que o ponto mais divertido do jogo é claramente o seu combate. Embora comece de forma minimalista, rapidamente começamos a ter mais ataques e opções de combate com o aparecimento de novos Daemons. Oninaki está longe de ser um dos melhores rpg’s do ano, porém oferece muito boas horas de divertimento.

positivo Temática diferente do habitual em videojogos
positivo Boa banda sonora
positivo Os Daemons dão um brilho especial ao combate
positivo Alternação em tempo real entre os dois mundos
errado Níveis um pouco desertos em termos de interação
errado História acabou por desiludir

Data de Lançamento:  22 de Agosto de 2019
Produtora: Tokyo RPG Factory
Editora: Square-Enix
Género: Ação, RPG
Plataformas: Playstation 4, Nintendo Switch e Windows PC

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da Ecoplay.

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