Análises

Gears 5 – Análise

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Gears of War é um dos estandartes da Microsoft no que toca ao videojogos, o qual já conta com treze anos de existência. É um dos franchises mais aclamados pelo público da consola norte americana e, depois de uma recepção menos calorosa de Gears of War 4, as minhas expectativas estavam um pouco em banho-maria. Deixem-me desde já dizer que Gears 5 não desaponta em nada. Desde uma boa campanha, com novas implementações ao nível da jogabilidade, e um multiplayer repleto de modos de jogos, é fácil afirmar que Gears 5 é um dos jogos mais completos desta geração.

Gears 5 continua a história do seu antecessor e após uns momentos na pele de JD, filho do icônico Marcus Fenix, rapidamente passamos para Kait Diaz – o personagem em destaque deste título. Depois da revelação final no jogo anterior, tentamos agora descobrir um pouco mais sobre a ligação de Kait aos Locust. Quanto ao enredo, achei interessante e com momentos que não estava à espera, longe do habitual da série. Mais não vou desvendar, mas preparem-se para algo inédito. Estou curioso para ver como serão as consequências diretas no próximo título.

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Gears of War sempre teve níveis muito lineares, mas Gears 5 fugiu à regra e teve uma nova abordagem. Em grande parte da campanha, existe toda uma área enorme por explorar, a qual oferece missões secundárias e uma liberdade de movimentos nunca antes vista na série. Gostei bastante da forma como foi implementada esta novidade, embora ache que o ritmo de jogo sofra um pouco em termos de intensidade. Isto porque ao viajar entre as zonas, acabam por não haver confrontos diretos com inimigos. Porém, enquanto viajamos entre os pontos para as missões principais, existem diversos locais opcionais para serem explorados. Estes podem conter colecionáveis, armas especiais (relíquias), itens para melhorar o Jack (mas já lá vamos) ou ainda os inevitáveis confrontos diretos com inimigos. É impossível não gostar do meio transporte utilizado para viajarmos no mundo, o qual se chama Skiff. É um género de barco/ trenó (não do Pai Natal) que se move essencialmente com o vento. É bastante fácil de controlar e divertido, suavizando a deslocação no mundo. Quero destacar ainda as conversas entre Del e Kait durante os trajetos, as quais acabam por cimentar uma ligação entre o jogador e os personagens, bem como ficarmos a saber um pouco mais sobre eles.

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Quem se lembra de Jack? O famoso robô da série está de volta como um dos grandes destaques deste quinto título (da série principal). Para além de ser possível jogar com ele, existe todo um conjunto de habilidades que tornam a experiência diferente do costume. As suas capacidades estão divididas em três aspetos: Assault, Support e Passives. Cada um deles oferece diversas opções que podem influenciar facilmente a forma como abordam diferentes momentos do jogo, seja um boss mais complicado ou uma enxurrada de inimigos. Gostei bastante desta implementação, a qual, como já referi, acaba por oferecer uma excelente lufada de ar fresco durante a campanha. O Jack pode curar companheiros, atacar inimigos, tornar-nos invisíveis ou proporcionar um reforço extra na proteção, entre muitas outras coisas. Acabaram de matar um Boomer e querem a sua arma? Não se preocupem. Peçam ao Jack e ele vai buscar. Querem melhor que isto?

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Como sabemos, o multiplayer de Gears é tão importante ou mais que a campanha e é por isso que estamos perante um título mais forte que nunca nesse aspeto. Para além do habitual e frenético multiplayer competitivo e o aclamado modo Horde, este anos vemos a entrada de uma novo modo de jogo chamado Escape. O mesmo consiste, tal como o nome sugere, em escapar de uma zona repleta de inimigos passando por diversas áreas. Este modo pode ser jogado com mais dois jogadores e a comunicação é essencial para o sucesso. Acima de tudo, apesar de engraçado, Escape acaba por não ser tão bom quanto o restante conteúdo multiplayer, mas isso aceita-se perfeitamente pois comparativamente ao mode Horde, o qual já contém vários anos de trabalho, Escape só agora está a começar.

Existe muito espaço para melhoramentos, mas é impossível negar o ponto positivo da comunidade poder criar mapas para partilhar. Isto aumenta claramente a longevidade do modo e estou bastante curioso para ver o que a comunidade vai criar. Para além disso, a empresa também irá lançar novos mapas no futuro, tanto para este modo, como para os restantes. Todo o conteúdo futuro em termos de mapas e personagens extra será grátis, o que é de louvar hoje em dia.

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No que toca ao modo Horde, para mim, o grande destaque vai para a hipótese de jogar com o robô Jack. Este pode ter bastante importância para o sucesso de cada onda, pois as suas capacidades dinamizam os combates de forma bastante interessante. Cada um dos personagens existentes para jogar tem uma classe específica, influenciado automaticamente o que podem fazer durante o jogo. A título de exemplo, o JD pode inicialmente construir vedações ou turrets, mas nunca consertá-las ao contrário da Kait e do Del que são engenheiros.

No que toca ao multiplayer competitivo, o modo Arcade é o grande destaque, oferecendo uma experiência mais casual, mas sem perder qualquer frenetismo habitual da saga. Neste modo, podemos escolher diversos personagens, onde cada um deles está equipado com uma determinada arma. Durante o combate e ao eliminar inimigos (entre outras formas), vamos ganhando caveiras, as quais podem ser utilizadas durante o mesmo para adquirir novas armas. Se morrerem, irão perder a arma que adquiriram, mas conseguem manter as caveiras que ainda não utilizaram. Este foi o modo que mais joguei online pois é bastante simples e eficaz. O divertimento está garantido e a qualquer momento, podem escolher qualquer arma (desde que disponível) para poder usar. Em condições normais, as armas estão espalhadas pelo mapa e à mercê de todos os jogadores, onde na maioria dos casos, nunca está lá para ser apanhada. Quem joga Gears online há muitos anos, sabe como é frustrante querer uma determinada arma  presente no mapa, mas quando lá chegamos, já alguém apanhou.

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Gears 5 é soberbo visualmente e certamente o melhor título feito até hoje no Unreal Engine. Os detalhes dos cenários estão muito bons e o design dos níveis também. Os efeitos de luz e explosões continuam no seu melhor, aumentando ainda mais o prazer em jogar um título como este. Gears of War sempre foi um franchise marcado por cenários mais sombrios, mas Gears of War 4 mudou um pouco isso. Gears 5 volta a clarear os seus cenários no geral, embora continuem a existir locais claustrofóbicos e escuros o suficiente para causar o pânico em combate. No que toca à vertente áudio, nada de especial a apontar para além do habitual e bom conjunto de vozes dos personagens e uma sempre boa banda sonora.

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Gears 5 é um produto bastante coeso e que oferece uma campanha com novas mecânicas na jogabilidade, sem esquecer o risco que o estúdio correu ao aumentar o tamanho dos mapas na narrativa. Jack tem um peso extremo na jogabilidade, tanto na campanha como na vertente online, e isso é sempre bem-vindo de forma a oferecer uma nova experiência num mundo já com mais de uma década de existência. O modo Horde continua impecável e o multiplayer (Versus) mantém a mesma qualidade dos últimos anos, com modos para todos os tipos de jogadores, sejam eles casuais ou mais hardcore.

Antes de entrar na fase final da análise, quero apenas mencionar que, por duas vezes, o jogo crashou e foi parar à dashboard (na Xbox One). Também tive alguns problemas com os checkpoints, onde estes ficavam a gravar constantemente e se quisesse ir para o menu principal, o jogo simplesmente encravava no loading. Era forçado a fechar o jogo por inteiro. No que toca ao multiplayer, os primeiros dias foram algo conturbados com problemas nos servidores, mas agora parece já estar tudo a correr de forma normal.

Depois de a última entrada na série ter desapontado o público, Gears 5 não teve medo de arriscar e inovar em diferentes aspetos. Confesso que tinha alguma preocupação sobre o resultado final do jogo, mas depois de algumas dezenas de horas com ele, posso afirmar que este é um dos melhores jogos desta geração. Quer procurem uma boa campanha ou um frenético multiplayer, seja casual ou competitivo, este é um título que aconselho a todos os fãs de ação e de shooters na terceira pessoa. É com bastante satisfação e alívio que digo: Gears of War está de volta!

 

positivo Boa narrativa com algumas surpresas
positivo “Mundo Aberto” na campanha funciona bem
positivo O famoso robô Jack dá uma lufada de ar fresco na jogabilidade
positivo Modo Horde continua tão divertimento como sempre
positivo O multiplayer tem modos para todos os gostos
positivo O modo Escape é outra das novidades, ideal para curtos períodos de jogo
errado Pequenos bugs durante a campanha

Data de Lançamento: 6 de Setembro de 2019
Produtora: The Coalition
Editora: Xbox Game Studios
Género: Ação, Shooter
Disponível para: Microsoft Windows e Xbox One

 

 

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