Análises

Stranded Sails – Análise

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Stranded Sails é uma aventura “pirata” com base em gestão de agricultura e exploração. É um tipo de jogo que se vê cada vez mais, mas onde são os pequenos detalhes que os distinguem. O jogo em causa oferece uma jogabilidade variada e colorida. Será isto o suficiente para se destacar dos demais? Peguem no vosso chapéu de pirata e entrem a bordo de um navio a meter água desde o início. Literalmente.

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Após um naufrágio, vamos parar a uma ilha onde o principal objetivo é encontrar a tripulação. Para tal, temos que meter mãos à obra e começar a construir uma pequena aldeia com tudo e mais alguma coisa. É preciso tomar conta da horta de forma a obtermos alimentos e isto pede que se façam tarefas como cavar, plantar, regar e colher. Uma tarefa que rapidamente começa a fartar nas primeiras duas horas de jogo. Também são precisos outros tipos de materiais como madeira, a qual nos obriga a cortar árvores. Tarefa esta que, felizmente, é mais simples e prática. Também podemos pescar e explorar a ilha para obter todo um conjunto de recursos de forma a construir diversos tipos de utensílios e estruturas específicas.

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A exploração da ilha é divertida, mas existe um pequeno pormenor que estraga tudo. Chama-se energia e rapidamente se esgota caso estejamos sempre a correr. Quando não estamos a correr, a sensação de velocidade que passa é que estamos parados. A movimentação do boneco é super lenta e as tarefas são por vezes tão repetitivas que é inevitável o querer despachar determinados objetivos.

Como se sabe, a pressa é inimiga da perfeição e, num instante, aquela barra de energia desaparece e caímos redondos no chão a dormir. Somos transportados automaticamente para a nossa casa (destroços do barco) e ganhamos metade da barra de energia. Já que acordamos ao pé da cama, mais vale dormir mais um bocado para recuperar os 100%. Seja como for, dá para comer alimentos de forma a recuperar energia quando estamos longe de casa. Diria até que é crucial levar sempre comida connosco para a exploração e o próprio joga frisa esse aspeto. Felizmente, o estúdio disse que já está a resolver este problema da energia e que brevemente irão lançar um update para tornar mais justa esta mecânica.

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O jogo tem um sistema de combate, mas é muito básico. Só nos é introduzido já com algumas horas de jogo e oferece mais uma camada de desafio na jogabilidade, mas nem por isso me deixou entusiasmado. É possível andar de barco entre as diversas ilhas do jogo, o que oferece alguma exploração de cenários e sensação de aventura. Cada vez que forem fazer estas travessias, convém irem munidos de alimentos, pois remar também cansa e não é pouco!! Não queiram correr o risco de chegar ao outro lado da margem praticamente sem energia…

Visualmente falando, Stranded Sails tem um aspeto muito “cartonesco” e apelativo, embora possa afastar um determinado público por estas mesmas razões. Os cenários são muito básicos e oferecem poucos detalhes, mas também não me parece que fosse esse o objetivo na criação deste mundo. O jogo tem alguns problemas de frame rate na Playstation 4, mas não é algo sempre presente.

Algo que não gostei foi o impedimento de descer certos locais, obrigando-nos a dar a volta. Estou a falar das tais paredes invisíveis que se via muito antigamente e que, de vez em quando, ainda aparecem por aí. Se a energia não fosse um problema, isto até passava ao lado mas obrigarem-nos a dar a volta quando podíamos logo fazer um atalho… Das primeiras vezes que tentei saltar, o personagem até ficava meio encravado na extremidade do cenário e para o tirar de lá, nem sempre foi fácil… Para além de paredes invisíveis, parece que também tinha armadilhas que nos deixavam imóveis… Em termos de áudio, nada de especial a salientar. A música ambiente cumpre a sua função e oferece uma sonoridade relaxante e boa vibe. As vozes são inexistentes pois as falas são todas feitas através de balões de textos.

Stranded Sails – Explorers of the Cursed Islands acabou por me deixar um pouco desapontado. O seu progresso é bastante lento e as suas tarefas são consideravelmente repetitivas. A existência de uma barra de energia que desaparece num ápice, também ajuda na agonia de andar de um lado para o outro a tentar fazer mil e uma coisas e pouco conseguir. Ainda assim, nem tudo é mau. Para quem gosta de uma experiência relaxada ao fim do dia, este é uma boa opção embora corram o risco de adormecer se este tiver sido muito cansativo. Não quero com isto dizer que o jogo seja mau. Na verdade, Stranded Sails oferece de forma simples aquilo a que se propõe, embora algumas das mecânicas pudessem ter sido mais user friendly e não tão grindy.

 

Data de Lançamento: 17 de Outubro de 2019
Produtora: Lemonbomb Entertainment
Editora: Rokayplay, Rokapublish, Merge Games
Género: Ação, Aventura
Disponível para: Playstation 4, Xbox One, Microsoft Windows e Nintendo Switch

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise (Playstation 4) por parte da Editora/Distribuidora Nacional.

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