Análises

Planescape: Torment & Icewind Dale – Análise

Beamdog

Esta geração de consolas foi marcada por remasters e remakes. Há de tudo um pouco, sejam títulos das consolas anteriores ou adaptações com cerca de 20 anos, tal como Shenmue ou agora Planescape: Torment e Icewind Dale. Produzidos inicialmente pelo estúdio Black Isle Studios, estes dois jogos chegam agora até nós pela mão da Beamdog, empresa criada por um dos fundadores da famosa Bioware.

Torment e Icewind Dale são todos jogos típicos dos anos 90 com base no famoso tipo de jogo Dungeons & Dragons. Ambos são bastante focados na narrativa e isso foi algo que os destacou naquele tempo. Toda a história tem mais peso e profundidade que o próprio sistema de combate ou exploração. É na narrativa que está o suprassumo destes dois títulos, embora isso possa não ser o suficiente para se desfrutar dos jogos. Este pacote traz os jogos originais bem como todos os respetivos DLC’s, o que torna esta a experiência perfeita para quem nunca os jogou.

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A história de Planescape: Torment ronda em torno de um humano, o qual foi tornado imortal sem saber porquê. A aventura leva-nos a diferentes locais e sempre com o objetivo de recuperarmos as nossas memórias e questionar todas as tatuagens presentes no nosso corpo. Já Icewind Dale, coloca-nos na posse de uma party com o objetivo de investigar acontecimentos estranhos numa determinada cidade. Os membros partem então numa expedição que promete grandes desafios pelo caminho, onde o perigo espreita a tempo inteiro.

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A jogabilidade dos dois títulos ronda muito em termos de extensos diálogos e interação com o cenário. Existem diversas dificuldades e uma delas permite facilitar o acesso a qualquer um, permitindo até que os menos pacientes possam ter algum incentivo para começar um produto que é bastante diferente do que se consome hoje em dia. São dois jogos que não nos dão a mão em termos de “vai para aqui ou vai para ali” e tudo será essencialmente indicado através dos textos. É necessário ler com atenção para obter dicas ou indicações sobre o que fazer de seguida. Foram várias as situações de dificuldade com que me deparei e fui obrigado a insistir nos mesmos diálogos de forma a reter a informação que me tinha escapado.

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Os controlos foram reajustados para estas versões das consolas e, de uma forma geral, acabam por funcionar bem. Existem diversos menus e é normal qualquer um levar um pouco adaptar-se ao que cada botão faz, principalmente quando queremos aceder ao inventário ou equipamentos dos membros. Seja como for, caso se sintam perdidos, dá para consultar nos menus a função de cada botão. Este tipo de jogos, tal como os próprios títulos de estratégia, sempre foram géneros com alguma complicação de adaptação para jogar num comando, mas os últimos anos têm sido a prova que estas adaptações são possíveis. Analisei recentemente aqui no site Frostpunk para consola e esta foi mais uma adaptação para consola muito bem executada. Existem várias alterações feitas nestes dois jogos e incluem aspetos como correções nos textos, ajustes nas mecânicas de jogo, melhoramento dos menus e muito mais. A atenção ao pormenor foi levada em grande consideração, para que este pudesse ser um produto muito superior ao do lançamento original e que justifique o investimento.

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Apesar de serem dois jogos que conseguem correr bem nas consolas, é nos visuais que as coisas continuam um pouco turvas. Apesar de pequenas melhorias, é impossível negar que estes são dois títulos que envelheceram relativamente mal, mas quem é que sobrevive a 20 anos se não for um puro remake? Os próprios videos cgi não são famosos, mas isso é um mal menor. Os cenários até são bastante detalhados e imaginem só este produto no final dos anos 90. Estavam certamente entre os melhores do seu género naquele tempo e este lançamento sugere isso mesmo. A visão isométrica também era uma câmara de jogo muito usada naquele tempo neste tipo de títulos, a qual sempre foi algo que apreciei ou não fossem Commandos e Desperados, dois dos meus títulos favoritos daquela altura.

Planescape: Torment e Icewind Dale nunca foram o meu tipo de jogo e continuam a não ser. Consigo perceber o porquê do seu destaque no final dos anos 90, mas duvido que possam ter agora metade do impacto que tiveram naquela época. Numa altura em que vivemos num ciclo de consumo desenfreado de jogos (e não só), até que ponto uma nova geração está disposta a dedicar tempo a dois jogos com um ritmo bastante vagaroso? Estes são sem dúvida jogos de elevada qualidade, mas falta saber se o mercado também os vê dessa forma, principalmente até porque o seu preço de lançamento está longe de ser tímido. Acima de tudo, penso que estes são dois títulos quase unicamente direcionados para o público que os jogou na altura, ou para alguém que goste da temática Dungeons & Dragons.

Data de Lançamento: 15 de Outubro de 2019
Produtora: Beamdog
Editora: Skybound Games
Género: Aventura, RPG
Disponível para: Playstation 4, Xbox One, Microsoft Windows e Nintendo Switch

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise (Xbox One) por parte da Editora/Distribuidora Nacional.

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