Os meus 5 Jogos da Década

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Ora cá estamos no final de 2019. Há quem defenda se isto é realmente o final da década ou não, mas isso pouco importa. Vou entrar na festa que se vive atualmente do conteúdo da década e partilhar com vocês alguns jogos que gostei bastante durante estes últimos dez anos.

Quero apenas salientar que estes são apenas alguns dos meus favoritos e não significam que sejam os melhores. Aqui ficam cinco jogos que tiveram um forte impacto em mim pelas mais diversas razões. Seja pelas suas narrativas, jogabilidade, visuais ou banda sonora, são produtos que se destacaram pela sua experiência no geral.

 

Antes de prosseguir com a lista, quero apenas mencionar alguns outros nomes:

 

Assassin’s Creed Black Flag – O melhor jogo de piratas alguma vez feito! Navegar nos sete mares e pilhar cidades nunca soube tão bem. O meu AC favorito.

Mass Effect 2 – Aquilo que já era bom, ficou ainda melhor! E aquele final??!!

Yakuza 6: The Song of Life – Depois de vários anos a ver Kazuma Kiryu a crescer como personagem, foi bom ver o final da sua história. Mas terá sido mesmo o fim?

The Walking Dead (Telltale) – E pensar que levei alguns meses até ser convencido a jogar, pois não parecia algo que fosse gostar. Uma primeira temporada que me apanhou completamente desprevenido.

Red Dead Redemption – Nem gosto de westerns, mas este foi sem dúvida uma grande aventura.

Batman: Arkham City – Se Arkham Asylum foi um grande jogo, Arkham City conseguiu ser ainda melhor.

 

Ok, aqui vamos nós. Se quiserem, podem partilhar alguns dos vossos jogos favoritos nestes últimos anos. 🙂

 

 

 

 

The Last of Us (2013)

 

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Um jogo que me apanhou totalmente de surpresa. Comprei a minha Playstation 3 no final de 2013 e este foi o primeiro jogo que decidi jogar. Mal sabia que este se tornaria num dos meus favoritos. Acima da narrativa ou jogabilidade, acho que continua a ser a relação entre Joel e Ellie que me deixou mais surpreendido. Ao contrário do que se possa pensar, não foram as suas conversas nas cutscenes, mas sim as conversas banais durante o jogo em si. Lembro-me bem de alguns momentos destes, entre eles, quando estávamos a chegar à cidade para irmos ao hospital. Aquele momento em que andamos um pouco na auto estrada, até sermos encurralados pelo inimigo instantes mais à frente.

Também continua na minha memória o momento em que Ellie revela o seu segredo e Joel não acredita nem por nada. Lembro-me da conversa das bandas desenhadas e do fascínio que Ellie tinha por elas, bem como o momento em que ela se questiona (ironicamente), porque raio aquelas folhas de uma revista masculina estavam meio coladas…

Algo que aprecio bastante em entretenimento, é o facto de haver um grande espaço temporal entre o início e o fim da história. Isso permite uma maior liberdade no desenvolvimento dos personagens e isso notou-se na relação entre Joel e Ellie.

The Last of Us teve um grande impacto em mim e foi talvez o primeiro jogo que me fez notar, o quão real os personagens de um jogo podem ser, não apenas em termos visuais mas, acima de tudo, em termos de personalidade. Mal posso esperar pela sequela e voltar a viver uma experiência como poucas outras certamente.

 

 

The Witcher 3: Wild Hunt (2015)

 

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Lançado em 2015, continua a ser considerado por muitos um dos melhores jogos desta geração e não é difícil perceber o porquê. Toda a sua apresentação, jogabilidade, conjunto incríveis de personagens e inimigos, gráficos e o seu incrível mundo aberto, criaram uma experiência de altíssima qualidade e que para sempre ficará como um dos melhores desta geração. O melhor de tudo é que este foi o primeiro mundo aberto a sério do estúdio e o resultado não podia ter sido melhor.

Geralt de Rívia é um personagem muito carismático e o seu intenso e divertido sarcasmo conseguiam sempre arrancar-me sorrisos. Felizmente, The Witcher 3 vive muito mais para além da narrativa principal e de Geralt. As suas missões secundárias são tão boas ou melhores que alguns momentos da história principal e é isso que o tornou ainda melhor. Os personagens destas missões tinham personalidade e a sua conversa estava longe de ser carne para canhão. Nota-se que houve um determinado cuidado na sua apresentação e relação com o mundo.

A sua banda sonora é excelente e o mundo aberto criado é enorme e cheio de vida. Sejam monstros ou bandidos, existe sempre algo nas redondezas para nos deixar atentos nas longas viagens a cavalo.

Joguei The Witcher 3 no primeiro dia que saiu e, desde então, tornou-se um dos meus jogos favoritos. Para quem os RPG’s não são um género de eleição, esta escolha é capaz de significar alguma coisa.

 

 

 

Bloodborne (2015)

 

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O meu primeiro “souls game”. Que viagem incrível. Quero apenas mencionar que não sou fã de horror e entretenimento que me deixe stressado, mas não consegui parar de jogar Bloodborne durante várias semanas. Foi, inclusive, a minha primeira platina na Playstation.

Quando Bloodborne foi anunciado, foi um título que me passou quase ao lado. Achei interessante mas, ao mesmo tempo, também achei que não seria um produto para mim devido à sua temática. Passados alguns meses do seu lançamento, começou a surgir algo em mim que me fez querer jogá-lo.

O desafio inicial foi duro. Os combates faziam-me tremer de ansiedade, já para não falar de toda a estética do fantástico mundo gótico de Yharnam. Os sons monstruosos e horripilantes, escondidos nas mais escuras ruelas da cidade, faziam-me suar a cada passo e novo inimigo no campo de visão. A derrota foi uma companheira a tempo inteiro, mas quando a vitória surgia, com ela vinha uma imensa satisfação de missão cumprida.

A banda sonora de Bloodborne é perfeita. Todo o acompanhamento musical é de excelência e sempre aplicado de forma exímia nas diversas situações. É nas batalhas com os bosses que o seu pico bate na perfeição. Bloodborne foi uma grande aventura para mim e, mesmo depois de vários anos, as suas memórias não desvanecem.

 

 

 

NieR: Automata (2017)

 

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Uma pura obra de arte a todos os níveis. Este é outro dos jogos que teve algum “zum-zum” no seu lançamento, mas que nunca me fez ficar interessado pelo que tinha visto até ao momento. Apesar das boas notas da crítica, era um jogo que não me apelava. Porém, tal como aconteceu com Bloodborne, houve uma altura em se deu um clique. Algo dentro de mim despertou para Nier Automata e a vontade de jogá-lo começou a crescer. Assim que finalmente pude começar a jogar, deparei-me com uma aventura bastante única num mundo aberto diferente do comum, personagens misteriosos e uma excelente banda sonora.

O que eu não sabia era que o melhor ainda estava para vir. Após o meu primeiro playthrough, toda a narrativa e questões sobre a humanidade, deixaram em mim um impacto como poucos videojogos foram capazes até hoje. O segundo e terceiro playthrough conseguiram continuar a surpreender-me pelos diferentes pontos de vista da narrativa e como a história continuava a evoluir num todo. Sem dúvida, um jogo que tem que ser jogado para ser entendido, embora consiga perceber que possa não ser apelativo a muita gente, tal como inicialmente não o foi para mim. Ainda assim, aconselho a experimentarem!

 

 

Red Dead Redemption 2 (2018)

 

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Numa altura em que é cada vez mais difícil ficarmos surpreendidos com novos jogos, eis que de vez em quando aparece mais um para fazer estremecer os alicerces da indústria. Depois do grande sucesso do primeiro jogo, a expectativa era enorme para a sequela (apesar de prequela). De uma forma geral, o jogo não desapontou e ofereceu uma experiência western como nenhuma outra até hoje em formato de videojogo. Apesar de não ter sido do agrado de todos, quer seja pela sua longa campanha ou jogabilidade demasiado realista, é impossível negar o que o jogo proporcionou em termos de narrativa e detalhes no seu mundo.

A narrativa de RDR2 só tem um grande impacto em pessoas que a terminaram, e mais ainda caso tenham terminado o primeiro jogo. Está tudo relacionado e para alguém que vive os videojogos de forma tão intensa como eu, foi-me impossível ficar indiferente ao final deste segundo jogo. As quarenta ou mais horas de história, levam-nos a viver a vida de um gangue como nenhum outro jogo proporcionou. Um grupo de bandidos onde cada um tem a sua personalidade e passado, acabam por culminar em momentos bastante intensos emocionalmente. Red Dead Redemption 2 voltou a elevar a fasquia daquilo que se faz na indústria dos videojogos, bem como ao nível do Entretenimento.

 

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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