Gris – Análise

gris

 

Os jogos indies são produtos cheios de criatividade e onde, muitas vezes, os estúdios arriscam em determinados pormenores de forma a marcar a diferença. Seja uma jogabilidade com mecânicas peculiares, ou uns visuais que fujam ao habitual, são várias as possibilidades que, em muitas situações, nos apanham desprevenidos. No caso de Gris, é claramente o seu visual que merece a grande fatia de destaque pois, o design dos níveis e a sua palete de cores, conseguem roubar a atenção de qualquer um facilmente.

O jogo coloca-nos na pele de uma jovem rapariga e a aventura que se segue, reflete o percurso de alguém a tentar ultrapassar as inevitáveis situações negativas da vida, procurando superar uma constante luta interior com os seus sentimentos. Gris não tem propriamente um objetivo nem algo que nos indique o caminho. De uma forma muito natural, acabamos por prosseguir pelos diversos níveis, superando obstáculos com a ajuda de várias habilidades que vão ficando disponíveis ao longo da aventura. Gris é um jogo de plataformas e acompanhando de alguns puzzles. Na grande parte das situações, estes não oferecem um grande desafio, mas vejo isso como um ponto positivo. O título já acaba por estar carregado de melancolia e tristeza, sendo que o mais importante aqui é a experiência e aquilo que o jogador retira dela, ao invés de ser desafiado.

 

grisagua

 

A viagem que fazemos está carregada de momentos visualmente deslumbrantes e a excelente banda sonora acaba por dar ainda mais enfase aos mesmos. E por falar em banda sonora, esta encaixa de forma perfeita numa experiência que nos é transmitida de forma muito simples mas, ao mesmo tempo, com uma intensidade que eleva cada momento para algo muito especial. Cada zona do jogo tem uma tonalidade diferente, quase como se fosse uma temática específica para cada área. Uma das zonas que mais gostei tem lugar debaixo de água e a jogabilidade sofre alterações nesse espaço. Se o jogo em si já acaba por transmitir uma total paz interior, apesar da constante batalha contra a melancolia, é no mundo subaquático que me foram proporcionados mais alguns deliciosos momentos de exploração. Verdade seja dita, qualquer um dos níveis consegue oferecer algo diferente, onde o próximo consegue sempre superar o anterior em termos de impacto visual.

 

griszona

 

Gris é um título que pode facilmente cativar a atenção de um público que, por norma, vive distante daquilo que se faz nos videojogos. Mais que um jogo, Gris é viver uma obra de arte numa galeria de excelência e com um acompanhamento musical digno da sua qualidade. É óbvio que cada um pode viver Gris de uma forma diferente, mas é quase impossível chegar ao fim da aventura e não ficar marcado com algo que possam ter vivido nas cerca de quatro a cinco horas de jogo. Por mais palavras que possa tentar usar para explicar este jogo, acredito que só vivê-lo na primeiro pessoa irá permitir cada um entender aquilo que senti e tentei descrever neste texto. Por alguma razão, este foi considerado por muitos, um dos melhores jogos de 2018.

Só para concluir, caso não tenha sido explícito o suficiente, Gris é uma experiência que não deve ser ignorada.

 

Data de Lançamento: 13 de Dezembro de 2018
Produtora: Nomada Studio
Editora: Devolver Digital
Género: Plataformas, Puzzles
Plataformas: Microsoft Windows, Playstation 4, Nintendo Switch, iOS e MacOS

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