Entrevista ao produtor de art of rally

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Tive a oportunidade de fazer algumas perguntas ao responsável pelo desenvolvimento de art of rally, a mesma pessoa que lançou Absolute Drift. Este é um indie de corridas bastante exigente na sua condução, mas onde os visuais e a banda sonora, incentivam-nos a continuar a nossa difícil tarefa de dominar o volante. Se em Absolute Drift era tudo à base de drift a baixa velocidade, art of rally eleva a fasquia para drifts a alta velocidade. Se tiverem curiosidade, existe uma demo disponível atualmente.

Espero que gostem da entrevista.

 

– Olhando para Absolute Drift e art of rally, dá para perceber perfeitamente que és fã de jogos de corridas. Quais alguns dos teus favoritos?

Sem dúvida. Cresci a jogar Need For Speed e Colin McRae Rally, então conduzir de lado é sempre divertido. O primeiro Grid e a série Dirt são os mais recentes favoritos.

 

– Comparativamente a Absolute Drift, quais as maiores diferenças para art of rally?

É uma diferença muito grande. A condução foi refinado, pois aprendi muitas lições com o Absolute Drift. O ritmo geral do jogo também é diferente. O Absolute Drift era sobre andar de lado lentamente, mas o art of rally é sobre andar de lado rapidamente.

Relativamente aos visuais, foi originalmente concebido para ser uma versão minimalista da natureza com as clássicas árvores e ambientes pixelizados, mas evoluiu para uma versão mais estilizada da natureza. E há muitas coisas na natureza para se embater, então é preciso ter cuidado para nos mantermos na estrada.

 

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– De forma a tornar a condução o mais real possível, conduziste alguns carros de rali e tiveste formação na escola de rali DirtFish. Queres partilhar alguma experiência especial nessas aventuras?

Depois do Absolute Drift ter sido lançado, fui para a Nova Zelândia e tirei um dia para fazer rali com alguns ex-WRC Mitsubishi Evos. Foi muito intenso porque não tinha muita experiência de condução na vida real, para além de fazer derrapagens na neve. Basicamente, fizemos o percurso de uma etapa, aumentado a velocidade de forma gradual, ao ponto das coisas ficarem bem tremidas e até termos ido parar aos arbustos. Foi difícil sentir como o carro reagia e quebrava a tração, já que o percurso estava forrado de árvores e rochas.

DirtFish foi uma curva de aprendizagem muito mais suave, já que estávamos em áreas abertas de gravel com cones. Começamos da estaca zero e, ao terceiro dia, fomos capazes de conseguir tempos competitivos com os instrutores no pequeno circuito de treino e saímos mais confiantes.

 

– Ao que parece, viajaste pela América do Norte numa caravana de forma a recolher informação sobre diferentes cenários para aplicar no art of rally. A questão é: Numa Caravana? Porque não num Toyota AE86? 😀

Teria sido ótimo ter um 86! A ideia inicial era uma pequena viagem de carro em 2016 até à Califórnia para andar de bicicleta de montanha, mas no final percebi que tinha de arranjar uma carrinha. As casas são muito dispendiosas na minha cidade natal, Vancouver, e como não tinha possibilidades de arranjar uma, decidi arranjar uma carrinha e colocar uma secretária lá dentro para trabalhar.

 

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– art of rally parece muito exigente. Se nos despistarmos, existe forma de recuar alguns segundos para tentar novamente ou temos que começar tudo de novo?

Se estiveres na carreira, é melhor aguentar os precalços e seguir em frente, pois és recompensado por não recomeçar muito e também não há forma de recuar. Terás que começar de novo.

 

– Mas e se tivermos um acidente muito grave, podemos ser desqualificados ou não existe esse problema?

É possível obter danos terminais onde deves reiniciar a etapa ou retirares-te do rally.

 

– Parece que será possível consertar o carro entre etapas. Podes explicar melhor como irá funcionar esta mecânica?

Podes fazer reparações nos carros a cada duas etapas e para vários sistemas como radiador, turbo, motor, etc. É semelhante aos jogos clássicos de rali onde só se pode reparar uma parte do carro, dependendo da quantidade de danos que houver.

 

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– Qual a média de duração de cada etapa?

Depende da tua capacidade de condução mas, no geral, entre 2 a 6 minutos. Os carros mais lentos terão tempos mais lentos.

 

– Que tipo de desafios semanais podemos esperar?

Haverá um desafio semanal de um rally num país, onde é possível fazer reparações, mas não reiniciar etapas. Se tiveres dano terminal, o desafio termina!

 

– Falando em trimestres, qual a previsão para a data de lançamento?

Ainda por decidir.

 

– Para terminar, o jogo irá ter um modo contra relógio? Será possível jogar contra o teu exigente fantasma? 😀

Sim, o jogo terá contra relógio, mas sem fantasmas.

 

 

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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