Cowboy Bebop – O revisitar de um clássico

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Fiz algo que nunca pensei voltar a fazer… rever Cowboy Bebop. Se há coisa que não tenho por hábito fazer é rever séries, principalmente aquelas que não gostei da primeira vez! Sim, aos ouvidos de muitos, esta até pode ser uma grande barbaridade, mas foi o que senti quando vi pela primeira vez. Tenho a vaga ideia que este foi um evento que ocorreu algures entre 2003 e 2005. Até tinha comprado os DVDs que se vendiam por cá na Fnac, distribuídos pela velinha Dynamic PT. Será que alguém se lembra? Também distribuíam nomes como Evangelion, Trigun, entre outros.

 

 

Bom, tenho a confessar que até cheguei a ver o filme primeiro pois era de consumo rápido, ao invés dos 26 episódios. A verdade foi que adorei o mesmo, mas tudo mudou quando comecei a ver a série. Não sei bem o porquê, mas talvez um dos problemas com que me tenha deparado foi provavelmente os episódios soltos, sem um grande um fio condutor. Ok, a nível geral, existe todo um progresso na forma como os personagens vão criando ligações e a forma como vão evoluíndo, mas ainda assim, parece que não foi o suficiente na altura. Talvez os personagens também não tenham feito o click necessário ou, simplesmente, não estavam reunidas as condições naquele momento para desfrutar da série.

Outra situação que pode ter ajudado, mas não faço ideia se foi o caso, é a temática futurística (ou ficção-científica se preferirem). Isto até pode ser estranho para alguém que nasceu nos anos 80, mas que nunca viu a ficção-científica como o suprassumo daquela altura. Quer dizer, não ligava muito naquele tempo. Porém, é um género que aprecio cada vez mais hoje em dia, principalmente nos videojogos (Não, o Cyberpunk 2077 está longe de estar relacionado com isto).

A verdade é que, na altura, lembro-me de apreciar muito mais Akira e o primeiro Ghost in the Shell, que acabam por cair dentro do mesmo género. Então porque será que Cowboy Bebop não teve a mesma reação da minha parte? Talvez porque os primeiros dois também são filmes? Por esse prisma, talvez possa fazer sentido já que gostei bastante do filme de Bebop…

 

 

Seja como for, a razão deste artigo (em forma de desabafo), acaba por não ter como objetivo descobrir cientificamente o porquê de não ter gostado da série na altura. O que me incentivou mais a fazer este texto, foi mesmo o quão me diverti a ver Cowboy Bebop pela segunda vez e a surpresa que isso foi para mim. Uma coisa é certa, fui rever a série porque houve um click. Houve algo dentro de mim que me fez ter vontade de voltar a ver este clássico. Sim, apesar de não ter gostado da primeira vez, nunca deixei de o considerar um clássico.

Mas isto agora levanta aqui uma questão pertinente. Será que deveria voltar a ver algumas das séries que possa não ter gostado? Hmm… provavelmente não. Só o farei se sentir o tal click interior.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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