A minha história com Assassin’s Creed

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Quando o primeiro Assassin’s Creed foi lançado, confesso que não liguei muito. Esteticamente, não me cativou de todo e, apesar de todo o burburinho em seu redor, nunca cheguei a dar uma oportunidade. Até hoje, nunca cheguei a jogar e sinto-me bem com isso. Agora, mais do que nunca, será bastante difícil regressar, muito por culpa das suas incríveis limitações de mecânicas e tudo mais (este é um pensamento já com vários anos e não de 2020).

 

Mamma mia Ezio!

A primeira vez que tive contacto com a série foi através de Assassin’s Creed II. Como surgiu? Bom, estava a trabalhar na loja Game e havia lá um rapaz bastante entusiasmado com o jogo, pois o mesmo tinha acabado de sair. Depois de o ouvir falar várias vezes, fui à sua casa para ver o jogo em ação. Resultado? Decidi comprá-lo. Como na altura estava a trabalhar na Game, troquei alguns jogos antigos que tinha da Playstation 2 (do qual me arrependo) e outros que já não queria da Xbox 360 (continuo a arrepender-me), e até troquei pela versão especial que trazia a estátua… Sim, fui do 8 ao 80. Passei do não querer saber do primeiro jogo, diretamente para a aquisição da edição de colecionador do segundo…. mas que raio aconteceu…? Ninguém sabe.

 

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Enfim, lá joguei a segunda entrada e gostei bastante. Tinha uma boa história, um mundo aberto engraçado para explorar e o facto de poder reconstruir umas lojas e infraestruturas na nossa zona / cidade e obter dinheiro através disso, ajudou também. Era apenas uma pequena parte de tudo o resto, mas achei muito porreiro. O segundo jogo conseguiu cativar-me o suficiente para ficar interessado na próxima entrada chamada Assassin’s Creed Brotherhood, mas o qual só joguei no final de 2011, um ano após o seu lançamento. O que mais gostei neste foi o facto de podermos recrutar assassinos para nos ajudar, o que tornava a experiência muito menos “single-player” e acabou por me dar a sensação que fazia parte de toda uma rede de assassinos. A série continuava a ganhar pontos de uma forma muito discreta. Era tão furtiva que nem eu dava por isso.

 

A grande aventura pirata

Ao contrário do esperado, não foram os títulos Assassin’s Creed III e Revelations que joguei de seguida, mas sim Assassin’s Creed VI Black Flag, o qual comecei a jogar em Dezembro de 2013, nem 2 meses após o seu lançamento. Este foi o meu primeiro grande amor por AC (a partir de agora vou encurtar para as iniciais, tentar não associar a ar condicionado se faz favor). E sabem porquê? Porque, no geral, fugiu essencialmente a toda aquela temática de templários, a qual nunca achei muita piada. Essa é outra das razões pela qual passei pelo primeiro AC sem pestanejar. Eu que nem sou um apreciador da temática de piratas, dei comigo totalmente absorvido pelo mundo de Black Flag.

 

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Adorava navegar enquanto ouvia os marujos a cantar cheios de entusiasmo, ao mesmo tempo que levávamos com o salitro na cara de cada vez que uma enorme onda explodia na estrutura do barco. O avistar de uma ilha e ter vontade de a explorar, ao mesmo tempo que eramos atacados por um poderoso canhão que se encontrava num forte nesse mesmo local. O atracar nessa ilha e pilhar esse mesmo forte, onde minutos mais tarde erguia-se então a bandeira pirata após mais uma conquista. Não posso deixar de mencionar toda a energia eletrizante e intensidade de um confronto em alto mar contra outros barcos.

Outro dos aspetos que gostei bastante foi o facto de podermos construir um género de base e irmos fazendo melhoramentos à mesma. Tal como em AC II, isto dava uma sensação de progresso no jogo bastante satisfatória e mal posso esperar por fazer o mesmo em Valhala (não era suposto já ter mencionado este nome, mas pronto…). Em suma, morro de amores por AC IV Black Flag e é claramente o meu favorito. Sim, leram bem. O meu favorito. Atenção, calma. Isso não significa de todo que o considere como o melhor, mas já lá vamos.

 

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E quando pensava que era o Black Flag 2, sai-me um Skull & Bones…

A questão que sempre coloquei nos últimos anos foi… onde raio anda Black Flag 2 Ubisoft?? Huh?? Onde? Encalhado em algum navio naufragado? Ok, deixei de fazer esta questão quando Skull & Bones foi anunciado… Bem me lembro de estar colado ao ecrã quando este foi revelado durante a E3 de 2017. Aqueles momentos iniciais debaixo de água, começaram a deixar-me com falta de ar e bastante ansioso, para no fim ficar totalmente desiludido com o jogo apresentado. Foi um autêntico balde de água fria! E bastante salgada!!! Tinha tudo para ser uma excelente sequela e eles simplesmente pegaram no incrível sistema de combate naval e fizeram um jogo novo com foco em multiplayer… Quer dizer, o jogo ainda nem saiu e a última vez que ouvi falar dele era focado nessa vertente. Depois de tantos anos em produção, espero bem que a demora possa estar relacionada com adição de uma vertente mais robusta de single-player. Podemos sonhar, certo?

 

O regresso a AC anteriores que ficaram pelo caminho

O tempo passou e foi preciso esperar cerca de um ano e pouco para regressar a Assassin’s Creed. Foi então através de uma promoção digital na Xbox 360, que adquiri AC Revelations e o tão mal amado AC III, ambos digitais por apenas €10 cada. Numa altura em que as novas consolas já tinham saído, e eu ainda não tinha uma, estava a aproveitar para comprar bastantes bons jogos digitalmente, os quais estavam a ser praticamente oferecidos. O mesmo irá acontecer nesta geração e não devo ir deixar escapar a oportunidade para adquirir alguns bons jogos que nunca tenha jogado, mas isso agora é conversa para outro artigo que não este.

 

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As revelações de uma revolução americana

Comecei então Revelations e foi durante o mês de Fevereiro de 2015 que o terminei. Muito sinceramente, foi mais para terminar a saga do Ezio do que propriamente curiosidade no seu mundo. No final, gostei da experiência e assim que terminei a campanha, já não regressei. Logo de seguida, fui então para AC III, para muitos, o patinho feio da série. Para mim, não estava em causa se o jogo era bom ou mau, mas sim a sua temática. Foi essencialmente o seu foco na revolução americana que me afastou completamente. Fui com as minhas expectativas consideravelmente reduzidas a zero e, no final, acabei por ficar surpreendido e até ter gostado do que tinha visto. A solução foi mesmo essa, ir com as expectativas bastante baixas. Não é que o seu mundo fosse especial ou me identificasse com alguma coisa, mas existem grandes razões para perder muito tempo com ele.

Pouco mais tenho para acrescentar sobre estes dos títulos. Comprei porque estavam muito baratos e porque ainda tinha aquela “coisa” de jogar os jogos todos de uma série. Hoje em dia, isso já me passa ao lado, até porque nunca o conseguirei fazer em AC, nem se me focasse somente nas entradas principais.

 

O surpreendente sindicato britânico

Mas estes dois títulos anteriores não seriam os únicos AC a serem jogados em 2015. Não, não! Foi ainda nesse ano que adquiri a minha PS4, mais propriamente quando foi lançada a versão com 1TB de disco, e vinha acompanhado do fresquinho AC Syndicate. Haviam vários bundles na altura com 1TB de disco, mas escolhi este de propósito (também incluía uma cópia de Watch Dogs, o qual ainda não tinha jogado).

O que será o que me cativou em Syndicate?

 

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Mais uma vez, a temática templária estava algo camuflada e o jogo tinha lugar em Londres, com um visual muito apelativo para explorar e muito diferente do que se tinha feito até ao momento na série. É claro que também tenho de mencionar o facto de, pela primeira vez, se não me falha a memória, tínhamos dois personagens principais para jogar. Isto fez toda a diferença em termos de jogabilidade.

Gostei imenso de toda a experiência e até cheguei a comprar o DLC do Jack The Ripper, o qual adorei. Para minha surpresa, estava a desfrutar imenso de um novo AC. Talvez o primeiro quase tão bom quanto Black Flag. Sim, nesta altura já devem estar fartos de perguntar, “…mas então e o Unity? O que é feito do Unity?” Digamos que joguei uma missão e foi o suficiente. Não gostava da temática da revolução francesa e pronto. Próximo.

 

E quando pensava que já me tinha tornado Rogue

O tempo passou e só regressei a AC em Abril de 2017, passado bem mais do que um ano, para jogar AC Rogue na PS3. Sim, “ofereceram-me” este jogo e como tinha uma pequena ligação com Black Flag e tinha momentos em Lisboa durante o grande terramoto de 1755, estava algo curioso para jogá-lo. No final, posso dizer que gostei levemente do mesmo. Teve alguns momentos bons, outros nem tanto, mas a experiência global foi positiva. Para além da campanha principal, não tenho grandes memórias pois explorei muito pouco fora dela.

 

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Tinha chegado a hora de comer areia com os olhos

Foi preciso avançar um ano para voltar a AC. Desta vez, foi o Origins. Apesar de me ter sido oferecido no Natal, só joguei em Maio de 2018. Mais uma vez, foi a temática que me puxou até ele. Não sou de todo um fã da cultura egípcia, mas havia algo ali que estava a clicar.

O poder subir ou explorar as pirâmides, atravessar aqueles vales enormes cobertos de areia ou presenciar os imensos animais selvagens à solta por todo o lado, foram só alguns dos aspetos que gostei muito no jogo. Não convém esquecer a parte em que podíamos ver todo o terreno através da visão da águia e explorar tao livremente quanto um pássaro consegue ser no seu voo. Mais uma vez, convém não esquecer que havia toda uma nova mecânica de combate inspirada em Dark Souls, bem como toneladas de equipamentos para obter e melhorar. O jogo tinha sido completamente revigorado e era quase um RPG, oferecendo uma experiência totalmente diferente de todos os seus antecessores. Foi uma autêntica lufada de ar fresco, a qual foi muito bem-vinda.

 

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Apesar da história não ter sido de todo marcante, o que me fez continuar a jogar foi, essencialmente, toda a interessante aventura egípcia que o jogo proporcionou. Ainda hoje continuo com vontade de regressar e jogar alguns dos DLCs, ou até mesmo fazer algo dentro do jogo base. Porém, o problema é sempre o mesmo. Com tanto jogo a sair constantemente e mais alguns em backlog, tornar-se complicado regressar. Quem sabe, um dia. Até hoje, continuo a considerar este o melhor jogo da série. Sim, não é o Odyssey como devem estar para aí a gritar. Calma, já vou explicar o porquê.

 

E agora os deuses gregos. Ou não…

Depois de Origins, seguiu-se então o nome que provavelmente todos esperam e que foi… nenhum…. É verdade. Não joguei AC Odyssey. Não joguei, nem tenciono jogar. Até hoje, não tenho o mínimo interesse por este jogo. Pode ser tudo aquilo que dizem, mas numa fase já bastante avançada de AC (como já devem ter reparado no tamanho do texto), é simplesmente a temática de cada jogo que me move atualmente. Tendo em conta que a temática grega nada faz por mim, essa foi a principal razão pela qual abdiquei dele. Sei perfeitamente que é considerado o melhor de todos (pela maioria das pessoas), mas como não há o famoso click para começar, então ficamos assim.

 

Está na hora de irmos (quase) todos para Valhala

E finalmente chegámos a 29 de Abril de 2020. Um ano onde o mundo está completamente virado do avesso, mas onde o longo rumor finalmente foi confirmado. AC Valhala é finalmente revelado e o meu estado de espírito é só um. LET’S F*CKING GO! VIKINGS BABY!! (imaginem o Cole Train a gritar e será algo desse género)

 

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O estranho é que esta é uma mitologia pela qual também nunca senti uma grande atração, mas isso tem vindo a ser alterado nos últimos meses. Não, não foi por causa dos rumores, nem foi por causa do reboot de God of War (embora possa ter ajudado numa pequena percentagem). Também não foi a famosa série Vikings, a qual tenho intenções de começar a ver eventualmente. Nos últimos tempos, também tenho ouvido algum metal de bandas nórdicas, o que talvez poderá ajudar a estabelecer algum tipo de conexão.

Não consigo precisar exatamente o que me fez começar a ganhar interesse pelos Vikings, mas certamente que o anime Vinland Saga teve uma grande importância como o catalisador para este interesse explodir. Para quem não sabe, este anime é baseado num manga a sair há muitos anos e conta a história dos Vikings e na sua aventura em “conquistar” a Europa. Tudo muito associado ao que aconteceu na realidade e um pouco à semelhança do que vai acontecer em AC Valhala. (Já agora, caso sejam fãs de anime, podem ler a minha opinião sobre a primeira temporada de Vinland Saga aqui no site.)

 

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Ok, Assassin’s Creed Valhala (decidi colocar o nome todo porque fica mais pomposo, o momento é de ansiedade). Cá estou à espera. Estou ansioso para ver a jogabilidade já no próximo dia 7 (hoje!) no Inside Xbox e também (espero eu) algumas as suas funcionalidades. Estou bastante curioso para ver como irá funcionar a mecânica da base e podermos evoluir as infraestruturas na mesma, bem como ter toda uma população a nosso cargo, com missões disponíveis e sei lá mais o quê. Também estou bastante interessado em ver como irão funcionar as raids e como poderão talvez ser os combates navais, embora tenha ficado com a impressão que este não será um grande foco no jogo.

Enfim, tenho a vaga ideia que o meu hype para um AC, nunca esteve tão alto como agora. Nunca senti a força da gravidade a puxar-me para um AC, tal como sinto neste momento a energia nórdica a sugar-me para Valhala. Por favor Ubisoft, não me desapontes. Não me falhes. Não inventes. Ok vá, não inventes muito. Como é que depois de tantos anos e de tantas entradas na série, consigo estar neste ponto de entusiasmo? Pfff…

Neste momento, e antes de AC Valhala ter sido revelado, dizia que só haviam duas temáticas que me conseguiriam fazer regressar à série. A temática asiática (não sei porque raio ainda não foi feita) e a temática nórdica. Bom, esta última está riscada da lista, portanto falta só aquela vertente oriental, ok?

E assim chegamos ao final deste já algo longo texto, bem maior do que tinha em mente. Espero que tenham gostado da minha história e relação com Assassin’s Creed, tanto quanto gostei de recuar no tempo e reavivar as minhas memórias.

Sei que ainda faltam alguns meses, mas estou pronto para ti Valhala.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares.

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