The Promised Neverland – Opinião sobre a primeira temporada

promisedneverland

 

A série de anime The Promised Neverland estreou em Janeiro de 2019, mas foi bem antes disso que comecei a ouvir os primeiros “zunzuns” sobre este nome. O manga começou a ser lançado em 2016 e, na altura que a série começou a ser transmitida, o mesmo já tinha vendido mais de 8 milhões de cópias. Um número consideravelmente avultado e que demonstra bem o potencial deste produto.

Por uma razão ou por outra, só agora decidi ver a série, apesar de estar na lista desde a altura em que começou a ser transmitida no Japão. Depois de ver os doze episódios da primeira temporada, levantou-se rapidamente uma questão. Mas porque raio não decidi ver isto mais cedo? Se estava nos planos desde o início, porque razão esperei quase ano e meio após a sua estreia? Mistérios do Universo que devem ficar no oculto para não destruir o equilíbrio do mesmo…

The Promised Neverland conta a história de uns miúdos que vivem numa casa muito peculiar. Quer dizer, não é a casa que é peculiar, mas sim todo o seu sistema. Para quem ainda não leu o início do manga ou não viu a série, vou tentar falar o mínimo possível da história de forma a não estragar a surpresa. Quero avisar desde já que vou revelar um pouco dos acontecimentos do primeiro episódio, embora isso seja só uma pequena parte de algo gigante.

 

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Norman, Ray e Emma

 

A história foca-se em Emma, Norman e Ray, três crianças que, juntamente com tantas outras, habitam num orfanato com um adulto responsável por todas elas. A casa situa-se numa zona com um enorme campo em seu redor e todas as crianças são livres de o explorar como bem entenderem. Porém, estão impedidas de sair dessa zona e aventurar-se no mundo exterior. Acima de tudo, essa é a regra de ouro da casa. Eventualmente, à medida que vão sendo adotadas por famílias, muitas das crianças vão deixando aquele espaço. Durante a despedida de uma jovem menina (bem mais nova que os personagens principais), reparam que a a mesma se esqueceu de um peluche que gosta bastante. Posto isto, Emma e Norman decidem ir ao seu encontro para lhe entregar o seu peluche.

Ao chegar ao portão da “herdade”, deparam-se com uma situação muito estranha e aterradora. Essa mesma criança que tinha deixado há momentos a casa, encontra-se agora morta. Emma e Norman descobrem que todos os miúdos que saíram daquela casa não foram adotados por ninguém mas sim, usados como mercadoria e alimento para uns indivíduos pouco humanos. Escusado será dizer que ficam petrificados e surpreendidos por esta revelação. Ao regressar a casa, esqueceram-se do pequeno peluche no local, o qual foi posteriormente descoberto. Começa um jogo de alta pressão onde o objetivo das crianças passou a ser só um – fugir daquela lugar o quanto antes. E mais não vou revelar para não estragar a experiência a quem ainda não tenha lido ou visto nada.

 

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Momentos de cortar a respiração.

 

Uma das coisas que me surpreendeu pela positiva, foi a inteligência e perspicácia de alguns personagens. Apesar dos altos e baixos em termos de planeamento, é excelente a forma como todo o plano de fuga é treinado. Ao longo dos episódios, vão acontecendo muitos contra-tempos, os quais tornam os eventos cada vez mais tensos e empolgantes de se ver. Esta é uma série que me obrigou, como poucas ultimamente, a ver sempre o episódio seguinte de imediato. As revelações e momentos importantes no desenrolar da narrativa foram uma constante, os quais me deixaram na ponta do sofá sempre à espera da bomba seguinte. Quando pensas que já estás a prever o que vai acontecer, eis que levas com um murro na zona lombar e ficas de joelhos. Ok, é capaz de não ser assim tão doloroso, mas conseguiu deixar-me surpreendido em algumas situações.

 

 

Apesar do seu visual juvenil e alegre, este é um anime consideravelmente negro. Um negro mascarado de arco-íris em plena primavera, onde a chuva é uma certeza mas não o momento em que irá começar a cair. Algo que também gostei bastante, foram certos grandes planos das caras de alguns personagens, onde transpareciam incrivelmente o horror que estavam a sentir, ou a forma lunática e “creepy” como olhavam para alguém, ou algo, em determinadas situações. Mais uma vez, momentos bastante tensos e que nunca sabia bem o que esperar de seguida.

Não julguem este anime pela sua “bonita” aparência, tal como tanto se diz das capas dos livros. Existe uma boa história no meio de tantas cores vivas e esta primeira temporada é só o início. Estes 12 episódios apenas cobriram 37 capítulos do manga, o qual já conta com mais de 150 atualmente e continuam a ser lançados. A segunda temporada estava prevista estrear este ano, mas devido a toda a atual situação do mundo, foi adiada para Janeiro de 2021. Para quem ainda não viu, resta tempo suficiente para o fazer antes de estrear a sequela. Para quem não quiser esperar e preferir ler o manga, fiquem a saber que o mesmo está a ser distribuída em Portugal pela editora Devir.

Seja lá qual for a vossa posição, uma coisa é certa. Aconselho vivamente The Promised Neverland.

 

 

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