Stronghold: Warlords – Impressões da Demo

stronghold warlords

 

A série Stronghold faz 20 anos em 2021 e já conta diversos títulos no seu historial. Stronghold: Warlords é o nome que se segue e o foco deste será sobre territórios asiáticos e respetivos exércitos. A demo a que tive acesso é a mesma que esteve “recentemente” numa PAX. Muito provavelmente será essa a razão pela qual esta não oferece muitas opções de exploração. Seja como for, aqui ficam as minhas primeiras impressões.

Apesar de nunca ter jogado nenhum título da série, confesso que as minhas expectativas eram algumas. Não sou um enorme fã de jogos de estratégia, mas gosto da minha dose habitual de dois a três jogos por o ano. Todavia, a minha experiência com Warlords não podia ter começado da pior forma. Imaginem o seguinte: nunca conduziram um carro e vão ter a primeira aula de condução. O instrutor cumprimenta-vos, diz quais os objetivos daquela aula e depois vai-se embora. E do nada ficam com as mãos no volante de uma coisa que nem sabem bem como funciona. Isto foi o que me aconteceu no jogo. Iniciei a demo, aparece um ecrã com os objetivos e somos posteriormente atirados aos leões sem mais nem menos.

 

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O nível que podemos jogar, já está consideravelmente avançado e o nosso objetivo principal é destruir um inimigo em específico. Para minha incrível surpresa, não existe qualquer tipo de tutorial sobre as mecânicas de jogo. Nada. Niente. Zero. Nem pausa dá para fazer! Vou ser simpático e assumir que tudo isto está diretamente ligado com o facto de, como já tinha dito, esta ser uma demo que esteve presente num evento. Logo, também assumo que estivesse um representante do jogo a explicar as coisas cada vez que alguém começasse a jogar…

Após deambular um pouco sobre as opções que existiam, comecei a fazer alguns edifícios de forma a criar recursos e soldados. Eventualmente, apercebi-me do inimigo que tinha de derrotar (pois nem isso era fácil perceber), mas também reparei que podia controlar outras IA no jogo. Ao subordiná-los,  podia pedir recursos ou até mesmo que atacassem o inimigo, executando ataques esporadicamente, desgastando a defensiva inimiga e facilitando o meu trabalho a curto prazo. É um aspeto interessante e que acaba por oferecer opções estratégicas, tanto em termos de recursos, como de ofensiva militar.

 

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Este parece-me um título bastante táctico e com um ritmo de jogo muito lento, principalmente no progresso dos soldados no terreno. Pedi-lhes que fizessem uma deslocação relativamente curta, mas tive que esperar alguns minutos até chegarem ao destino que lhes tinha incumbido. A sua movimentação é extremamente lenta, mas o mesmo já não posso dizer do resto. Ou pelo menos, foi essa a impressão com que fiquei. No que toca às várias cadeias de produção de alimentos e armas, tudo é feito muito mais rapidamente.

O próprio espaço no mapa não permite grandes aventuras em termos de construção de edifícios, o que também não me deixou explorar as possibilidades de alguns deles. Nota-se claramente que esta é uma demo para ser jogada durante 20 a 30 minutos e nada mais, pois a liberdade é muito pouca.

 

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Muito provavelmente, Stronghold: Warlords ainda tem alguns meses para estar no forno, mas confesso que esperava algo mais visualmente. O mapa não me deixou com aquela vontade de explorar mais (até porque nem podia) e, tirando pequenos detalhes de alguns edifícios, pouco há para elogiar no aspeto gráfico. Até pode ser que a demo não esteja a correr no máximo possível do meu PC, mas nem isso consigo ver porque o jogo não tem menu…

Já a banda sonora, ou pelo menos a música ambiente presente, encaixa perfeitamente na temática do jogo e isso é uma mais valia. Em termos de sons nas batalhas, parece que retrocedi alguns anos nos videojogos, onde pequenos grunhidos de dor são o prato forte durante a chacina. Parece-me que aqui também será necessária alguma atenção por parte dos criadores.

Infelizmente, a minha experiência com esta demo acabou por ser uma desilusão. É certo que não posso considerar de todo aquilo que me foi disponibilizado, pois tudo está muito limitado. Muito sinceramente, espero eventualmente ter oportunidade para testar uma versão mais avançada, onde nos seja permitido começar do zero, bem como ser devidamente instruído sobre as várias mecânicas de jogo.

 

 

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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