Disintegration – Análise

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Disintegration é um FPS que promete uma experiência diferente do habitual e o seu desenvolvimento ficou a cargo do estúdio V1 Interactive, o qual tem como diretor Marcus Letho, co-criador de Halo. Através dos seus elementos de jogabilidade estratégica, Disintegration coloca-nos na posição de um líder a coordenar uma equipa de soldados por intermédio de um veículo que vamos pilotar ao longo do jogo.

 

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A famosa equipa que vamos acompanhar.

 

Uma história que tem os seus momentos

A narrativa desenrola-se num futuro em que a sociedade está a sofrer devido às alterações climáticas e à falta de recursos que destas resultam. A solução encontrada foi a Integração, um processo que transfere o cérebro humano para um corpo robótico, de forma a diminuir o consumo dos recursos do planeta que os humanos precisam. Embora este processo seja só uma forma de viver temporariamente e que fica ao critério de cada um aceitar, um grupo militar chamado Rayonne, decide começar a governar o mundo e a obrigar todas as pessoas a realizar este procedimento. A partir deste grupo, conhecemos o nosso protagonista Romer Shoal, um piloto Integrado que decide revoltar-se contra esta organização, acabando por juntar-se a uma equipa de rebeldes e, mais tarde, ajudar a humanidade contra esta ameaça.

A narrativa tem os seus momentos positivos, embora a mesma demore a desenvolver-se, dificultando o objetivo em prender a nossa atenção. Infelizmente, este problema de ritmo acaba por comprometer seriamente a sua experiência. A tentativa de ligar estas personagens ao jogador também é um pouco forçada, pois as mesmas não possuem uma conexão forte entre elas e o carisma necessário para esse efeito.

A história tem um final satisfatório, mas levanta algumas questões relativamente ao seu futuro. Todavia, fica a ideia que esta narrativa poderia ter sido desenvolvida de uma melhor forma, entre o seu universo e as suas personagens.

 

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O impacto visual das zonas urbanas.

 

Visualmente idêntico

No departamento visual, o jogo cumpre o seu trabalho, apesar de falhar um pouco no seu impacto e variedade. A campanha é constituída por várias zonas, onde cada uma delas tem diversas missões, mas estes locais acabam por ser muito semelhantes, destacando-se apenas as zonas urbanas e algumas das últimas áreas do jogo.

Algo que me desapontou também foi a banda sonora no decorrer do jogo. Durante várias missões, apenas foi possível ouvir os sons de balas e explosões a decorrer. Não que isso seja mau, mas onde estava a música para tornar os combates em momentos épicos? É uma pena que Disintegration acabe por não ter uma componente sonora mais presente e mais marcante, a qual poderia facilmente elevar o patamar de qualidade do jogo.

 

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A equipa é constituída por classes que possuem habilidades especiais.

 

Às ordens!

Apesar de estar longe da perfeição, é na jogabilidade que podemos encontrar a alma deste título. Esta consiste em pilotar um gravcycle, um veículo preparado para combate e reconhecimento local. É com ele que podemos voar e ter uma perspetiva superior do campo de batalha, ao mesmo tempo que coordenamos a nossa equipa de soldados Integrados durante os confrontos.

Como já tinha referido anteriormente, o gravcycle é muito mais do que um veículo que nos leva do ponto A ao B. É com ele que damos ordens estratégicas no campo de batalha ou ativamos habilidades especiais. Estas habilidades estão associadas a cada personagem, não sendo possível desbloquear novas ou até personalizar, o que se reflete numa monotonia em combate. O jogo oferece um sistema de upgrades para melhorar diversos aspetos, mas infelizmente, é algo do qual não foi tirado o melhor partido. É um sistema simples que não explora muito a capacidade de cada personagem, incluindo o nosso protagonista. A falta de personalização de armas também tem impacto na experiência e somos obrigados a utilizar as armas já predefinidas para cada missão.

 

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Thunderhead é reutilizado várias vezes e acaba por se tornar um boss aborrecido.

 

O jogo tem um hub world, onde podemos interagir com vários personagens, efetuar melhoramentos e aceitar novas missões. Para além disto, também podemos aceitar desafios com objetivos adicionais em cada missão. Estes desafios complementam as mesmas e são vantajosos para receber mais experiência, de forma a subir de nível e desbloquear novos upgrades. As missões apresentam uma estrutura muito repetitiva e com objetivos muito semelhantes. Os mapas conseguem oferecer alguma exploração devido ao seu tamanho, sendo possível encontrar materiais que são fundamentais para subir de nível. No que diz respeito à variedade de inimigos, esta é algo reduzida e os poucos confrontos com bosses que existe, também acabam por passar um pouco ao lado por faltar algo que lhes dê um brilho especial.

 

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Neon Dreams – uma das skins que mais se destaca no multiplayer.

 

Mas para quem for fã da componente multiplayer, o jogo também dispõe de algumas opções. Esta vertente possui três tipos de modos: Zone Control – capturar e controlar certas zonas do mapa; Collector – colecionar o máximo de “brain cans”; e Retrieval – uma equipa ataca com o objetivo de plantar bombas em locais específicos, os quais a equipa adversária tem de defender. Para além disso, podemos ainda personalizar a nossa equipa com skins engraçadas, desde samurais a soldados medievais, que possuem classes de combate diferentes, com foco em curto ou longo alcance. Isto foi o que consegui perceber à primeira vista, pois, para minha surpresa, nunca consegui encontrar uma partida online, mesmo com o NAT aberto. Foram várias as tentativas para encontrar uma partida, mas sempre sem sucesso, o que é bastante estranho com um jogo tão recente.

 

 

Um potencial desintegrado

Disintegration é um jogo que apresenta vários problemas que o impedem de atingir o seu potencial. Apesar das 15 horas de campanha, nunca me consegui identificar com os personagens e com a causa pela qual estava a lutar. Apesar da sua eficiente jogabilidade, mas algo limitada em termos de personalização, os elementos estratégicos que prometia, acabam por nunca ter um enorme peso na hora da verdade. Disintegration está longe de ser um mau jogo, mas existe toda uma rocha que podia ter sido muito mais trabalhada de forma a poder ter sido extraído um diamante.

 

positivo Divertido e acessível
positivo Coordenar a nossa equipa é simples e satisfatório
positivo Os desafios complementam as missões
positivo Mapas grandes com exploração

errado Narrativa pouco desenvolvida e sem inspiração
errado Banda sonora pouco presente
errado Falta de personalização de loadouts para cada missão
errado Repetição de objetivos e inimigos nas missões

Data de Lançamento: 16 de Junho de 2020
Produtora: V1 Interactive
Editora: Private Division
Género: Ação, Aventura
Disponível para: Windows, Playstation 4, Xbox One

Foi disponibilizado um código para análise (Xbox One) por parte da Best Vision PR.

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