Warborn – Análise

warborn analise

 

Há algo em Warborn que me fez recuar aos meus tempos de infância e relembrar aquelas manhãs do fim-de-semana, onde ligava a televisão e ficava a ver os desenhos animados. A razão disso está relacionada com os visuais do jogo, os quais são claramente inspirados por anime dos anos 80 e 90, e é impossível ficar indiferente aos robôs (ou mecha se preferirem). Seja Gundam ou Evangelion, é fácil associar o design dos robôs a estes dois nomes, principalmente ao primeiro.

 

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Os confrontos são acessíveis, mas é possível aumentar a dificuldade do jogo.

 

Jogabilidade prima pela sua simplicidade

Warborn é um jogo de estratégia e, relativamente a modos de jogo, o seu foco incide na campanha. Jogamos com quatro comandantes diferentes, um de cada vez, numa narrativa única e onde vamos prosseguindo pelos diversos pontos de vista de cada um deles. A história gira em torno de uma guerra entre várias entidades, mas pouco passa disso em termos de desenvolvimento. A narrativa é algo que acaba por passar despercebido, num jogo onde é a jogabilidade que merece todo o destaque. Como disse, controlamos quatro comandantes ao longo da campanha e vamos desbloqueando habilidades passivas de cada um com o progresso. Estas dão pequenas vantagens durante as missões, mas muito sinceramente, acabam por nunca se fazer notar a sério na jogabilidade, ao contrário do que seria de esperar.

Estamos perante um jogo de estratégia por turnos e funciona de forma bastante simples e direta. É claramente o ideal para quem não costuma jogar títulos dentro deste género, principalmente se “fugir a sete pés” de mecânicas complexas. Warborn é muito simples. Na verdade, talvez até simples demais, mas isso tanto pode ser positivo ou negativo, dependendo se procuram algo acessível ou não. Se quiserem algo com uma grande profundidade em termos de mecânicas, então o melhor é procurarem noutras paragens.

 

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As animações de cada ataque.

 

Diversas unidades, diversas habilidades

Existem várias unidades diferentes para controlarmos, com diversas habilidades únicas, e a própria capacidade de movimentação também difere. Para além das unidades base, também podemos controlar o mecha do comandante, o qual possui um enorme poder de combate, e acaba por ser uma enorme vantagem quando está no terreno. Após acumular determinados pontos durante as missões, podemos inclusive ativar uma habilidade especial, a qual o torna ainda mais móvel e implacável.

Por norma, começamos as missões com algumas unidades, mas o jogo dispõe de um mecanismo que permite chamar ajuda extra. Para tal acontecer, é necessário conquistar algumas bases no mapa e ir acumulando pontos a cada jogada. A determinada altura, podemos escolher vários tipos de unidades conforme a que nos dê mais jeito naquele momento. Por exemplo, podemos estar a falar de scouts, snipers, engenheiros, entre outros. Isto permite alguma dinâmica em combate, a qual torna os confrontos bem mais interessantes e permite mais personalidade na abordagem estratégica.

Relativamente às missões, os objetivos acabam por ser sempre os mesmos e resumem-se a eliminar todos os inimigos ou capturar todas as bases. Isto resulta numa rápida fadiga em termos de entusiasmo para cada missão, onde a única coisa que me vinha à cabeça era “aqui vamos nós outra vez”.

 

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A capacidade de movimentação varia conforme a unidade selecionada.

 

Os mapas são inicialmente algo pequenos, mas vão ficando cada vez maiores com o progresso da campanha. O design destes é engraçado e com uma pequena variedade de cenários. Ainda assim, acabam por ser um pouco semelhantes no que diz respeito à decoração, embora a sua estrutura varie em alguns casos. Relativamente às animações dos mechas, acabam por se tornar repetitivas pois são essencialmente sempre o mesmo, mas felizmente, dá para desativar as mesmas nas opções, acelerando toda uma jogabilidade que só por si já é lenta. No que diz respeito à banda sonora, gostei bastante  e sinto que se encaixa perfeitamente no espírito do jogo. Infelizmente, a comunicação entre os personagens é totalmente feita através de caixas de texto, tornando ainda mais difícil a tarefa de nos conectarmos com os personagens da história.

Para além da campanha, o jogo tem duas outras vertentes. Edição de mapas e multiplayer. Relativamente ao primeiro modo, este oferece bastantes opções para criarmos um mapa à nossa medida, seja só pela piada, como para poder usar futuramente. No que toca ao multiplayer, podemos jogar Skirmish contra a IA ou outras pessoas online. Infelizmente, o jogo não oferece grandes opções de personalização neste campo, o qual podia ter sido muito mais explorado. Seja como for, o modo está lá para quem quiser jogar contra amigos.

 

 

Apelativo como introdução ao género turn-based

Warborn é um jogo que está longe de inovar dentro do género, mas ao mesmo tempo, acaba por ser eficaz naquilo que pretende executar. A sua jogabilidade é bastante simples e, com isso, não afugenta quem possa ter receio deste tipo de jogos mais estratégicos. Por outro lado, para os fãs deste género, é capaz de saber a pouco aquilo que oferece em termos de conteúdo, pela forma linear como se assume.

 

positivo Campanha com mais de 40 missões
positivo Boa banda sonora
positivo Editor de mapas
positivo Jogabilidade apelativa aos menos experientes em turn-based

errado História sem interesse
errado Animações dos combates são muito repetitivas
errado Objetivos das missões muito repetitivos
errado Visual dos robôs é muito semelhante

Data de Lançamento: 12 de Junho de 2020
Produtora: Raredrop Games
Editora: PPQube
Género: Estratégia
Disponível para: Microsoft Windows, Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Mac Os

Foi disponibilizado um código para análise (Switch) por parte da PQube.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares.

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