Outsider: Depois da Vida – Análise

Outsider analise

 

Outsider é o mais recente título do estúdio português Once a Bird e, após vários anos em produção, eis que finalmente chega ao mercado, nomeadamente ao mobile. Relativamente a versões para outras plataformas, estas estão previstas chegar um pouco mais tarde.

O jogo transportar-nos para um mundo misterioso onde a humanidade desapareceu há séculos, após ter falhado o plano de fuga de nome Escape. Todavia, por entre os escombros de umas infraestruturas científicas, eis que, por mero acaso, um androide regressa ao ativo. Cabe agora ao mesmo tentar “ressuscitar” o universo, numa hipótese muito remota de ser bem-sucedido. É bastante interessante a forma como a história de Outsider se desenrola ao estar implementada diretamente nos puzzles do jogo. A título de exemplo, somos nós que damos vida ao androide ao completar os mesmos presentes no seu núcleo principal, entre outras situações.

 


Outsider é um jogo com foco na narrativa e onde a sua jogabilidade gira em torno de puzzles relativamente acessíveis, apesar de alguns poderem criar algum desafio, principalmente na reta final do jogo. Felizmente, apesar da quantidade imensa de puzzles, acaba por nunca quebrar o ritmo de jogo de forma drástica, isto porque, para além dos mesmos, também nos movimentamos pelos cenários em determinadas zonas. Ao contrário do que possam pensar, o jogo não resume a resolver puzzles uns atrás dos outros, havendo também espaço para explorar, embora seja algo linear. Digamos que é o suficiente para desanuviar da pressão dos quebra-cabeças.

Conseguimos apreciar o mundo que nos rodeia – ou o que resta dele – neste tão misterioso espaço e com uma palete de cores sempre muito futurística, o que encaixa de forma perfeita na temática e design. Outsider é bastante detalhado visualmente e quero destacar todo o trabalho efetuado nas excelentes animações dos puzzles e nas transições entre alguns deles. Outro dos aspetos que gostei bastante foi o acompanhamento sonoro, onde o principal destaque para vai as músicas que tocam em certas partes, mas sem esquecer as falas do androide e os efeitos especiais.

De uma forma geral, Outsider correu sempre bem. O único problema que tive resume-se a uma vez em que o jogo deixou de responder, apesar das animações continuarem ativas. Bastou reiniciar o mesmo para tudo voltar à normalidade.

 

Ao mesmo tempo que entrega um conjunto desafiante e intuitivo de puzzles, é também a sua narrativa que acaba por elevar o patamar da qualidade deste título português. Com uma duração entre três a quatro horas, dependendo sempre da rapidez com que conseguem solucionar os puzzles, é impossível não aconselhar Outsider: Depois da Vida a todos os fãs do género e não só.

positivo Visuais detalhados e palete de cores
positivo Variedade de puzzles
positivo Acompanhamento sonoro
positivo Narrativa interessante

errado Nada de relevante a salientar

Data de Lançamento: 2 de julho de 2020
Produtora: Once a Bird
Editora: Rogue Games
Género: Puzzles
Disponível para: iOS, Android (por agora)

Foi disponibilizado um código para análise por parte da produtora.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares.

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