Peaky Blinders: Mastermind – Análise

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Peaky Blinders: Mastermind é feito com base na licença da série Peaky Blinders, mas fiquem desde já descansados pois não precisam ver a mesma para poder jogar. O jogo tem lugar antes da narrativa televisiva, por isso acaba por não ter qualquer impacto na experiência. É óbvio que se conhecerem os personagens, conseguem mais facilmente entrar no espírito do jogo, mas como alguém que nunca viu a série, para além de um trailer, não me senti perdido. No entanto, obviamente que nunca consegui estabelecer uma ligação com os personagens e causa pela qual estavam a lutar, o que é perfeitamente compreensível.

A história foca-se na família Shelby e na organização criminosa pela qual esta é responsável. Controlamos vários personagens onde cada um tem diferentes habilidades, num jogo de puzzles onde o objetivo é tentar executá-los da forma mais rápida possível, através da manipulação do tempo.  

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Não tenham pressa, o tempo está do vosso lado

O jogo consiste em resolver puzzles pelos diversos cenários, ao mesmo tempo que é necessária a interação entre muitos dos personagens. A diferença é que temos de manipular o tempo de forma a que as ações podem ser executadas no timing certo. Por exemplo, há uma missão onde temos três personagens para controlar, e onde cada um deles tem um objetivo diferente em locais opostos do mapa. Escolho um deles e executo os diferentes passos e ações com o mesmo até determinado local. Depois, recuo o tempo até ao início da missão e pego noutro personagem. Começo a fazer os passos e ações com esse segundo personagem. Porém, ao mesmo tempo que estou com o segundo personagem, esse primeiro personagem está agora está a fazer sozinho tudo o que fiz com ele da primeira vez. E o mesmo irá acontecer quando eu pegar no terceiro personagem.

Em suma, no final, irão todos encontrar-se ao mesmo tempo no mesmo local. Para quem conhece a série, facilmente irá reconhecer o que estou a explicar. Tentando explicar de uma forma muito simples, só conseguimos controlar uma personagem de cada vez, mas, no final, o objetivo é ter cada um a executar o seu plano de forma coordenada e precisa.

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Os primeiros níveis são relativamente acessíveis, mas quando começamos a ter um determinado tempo para executar ações, e mais personagens para controlar, é aí que as coisas começam a ficar mais desafiantes. A verdade é que acaba tudo por ser um processo de tentativa/erro. Se as coisas não correrem bem, basta recuar o tempo e repetir novamente de maneira diferente. Felizmente, o jogo não nos castiga por retroceder o tempo e isso é bastante benéfico para o jogador.

O jogo contém apenas dez missões, as quais podem ser terminadas num espaço de quatro a cinco horas. Após isso, nada mais existe para fazer, para além de apanhar alguns colecionáveis e tentar melhorar os tempos para obter as medalhas de ouro. Os cenários são relativamente parecidos, com um enorme foco industrial, o que não é de estranhar tendo em conta a altura em que se passa o jogo e a série. Tirando um ou dois níveis algo diferentes, não existe uma grande variedade e acaba por dar a sensação que andamos sempre na mesma zona. A história é contada através de imagens com caixas de texto e não existe qualquer tipo de vozes. Relativamente à banda sonora, gostei da mesma embora também não haja grande coisa para destacar.

Experiência curta e linear

Apesar de Peaky Blinders: Mastermind ter pouco para oferecer, foi a sua jogabilidade que me deixou surpreso. Achei bastante interessante o processo de controlar o tempo para resolver os puzzles, embora o jogo não ofereça mais do que uma simples solução para cada um deles. Basicamente, não existe qualquer apelo à criatividade, resultando num processo bastante linear. Uma vez descoberta a solução, podem repetir a missão para obter a medalha de ouro mais facilmente e esse é essencialmente o único incentivo para voltar a jogar.

positivo Mecânica de tempo interessante
positivo Conseguir coordenar vários personagens dá imenso prazer

errado Níveis muito semelhantes visualmente
errado Pouco incentivo para voltar a repetir os níveis

Data de Lançamento: 20 de agosto de 2020
Produtora: FuturLab
Editora: Curve Digital
Género: Estratégia
Disponível para: Microsoft Windows, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise (PS4) por parte da editora.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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