Loading – Captain Tsubasa: Rise of New Champions

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O Tsubasa foi um dos vários animes que acompanhei na televisão portuguesa durante o início dos anos 90 e, mesmo não sendo uma das minhas séries favoritas, tornou-se num nome o qual recordo com algum carinho. Na altura, até praticava o desporto em causa de forma oficial, então tudo aquilo tinha ainda mais impacto. Nunca cheguei a ver todos os episódios, até porque agora já existem várias séries. Na verdade, foi muito recentemente (2018) que deu no Japão, e segundo sei, uma versão “melhorada” da primeira série. Na prática, creio que seja essencialmente o mesmo num formato “remake”. Quando soube disso, mesmo antes de ser transmitido em solo japonês, estava nos meus planos ver esta nova série, mas tal como acontece com muita coisa, acabou por ficar para trás pois é impossível acompanhar todos os lançamentos hoje em dia. Seja por tempo disponível, disposição ou timing, nem sempre é fácil encaixar determinados conteúdos na nossa vida tão ocupada. Quero dizer, falo por mim, mas certamente que muitos de vocês facilmente se identificam com esta situação.

Antes de avançar para a minha experiência com o jogo, quero apenas dizer que Tsubasa não foi só um anime que teve influência em muitos jovens, quer seja a praticar futebol ou noutro aspeto. Na verdade, Captain Tsubasa foi um dos grandes impulsionadores do futebol no Japão, pois não era um desporto muito famoso na terra do sol nascente e com o tempo as coisas foram mudando. Apesar de estar longe da fama do basebol, o futebol já tem bastantes fãs em solo nipónico e a grande explosão deu-se quando o campeonato do mundo teve lugar no Japão e na Coreia do Sul em 2002. Já agora, aproveito para mencionar que também há uma série do Tsubasa com base nesta competição e chama-se Captain Tsubasa: Road to 2002. Curiosos? Pois é, deviam ver.

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Ok, vamos lá falar de Captain Tsubasa: Rise of New Champions. Foi com algum entusiasmo que vi este jogo ser anunciado e, numa altura em que a Namco Bandai não parece querer abrandar no que toca a lançamento de videojogos com base em anime, quem sabe o que mais poderá estar a caminho?

Vou ignorar totalmente a questão anterior e passar à seguinte.

O que esperar de Rise of New Champions? O jogo tem duas campanhas disponíveis, uma que jogamos com foco em Tsubasa, e no seu percurso, e outra onde criamos um jogador do zero e seguimos uma história diferente. Os diálogos são o esperado neste tipo de jogos, estando muito aquém de serem apelativos. Existe muito texto para ler entre as partidas, mas isso também acaba por nos situar no “drama futebolístico” em que os jogadores se encontram. Mesmo conhecendo muitos dos jogadores que aparecem no ecrã, não sinto grande afinidade por eles, nem pelo caminho que a história está a levar. Isto demonstra bem o quão desinteressante é a história. Muito sinceramente, não há grande coisa para falar sobre estes modos, mas o mesmo não posso dizer do ponto seguinte.

Muito sinceramente, a jogabilidade é bem mais complexa do que esperava. Para começar, não é de todo fácil marcar golo pois está longe de se resumir a um remate mais potente. Existe uma mecânica de desgaste do guarda-redes, bem como o encher de uma barra que nos irá permitir usar os tais famosos “poderes especiais” pela qual a série também é conhecida. Esta barra vai enchendo com o progresso da partida, através de determinadas ações em campo, o que faz todo o sentido, mas, por outro lado, o flow do jogo está muito preso às mesmas.  À partida, para conseguirmos marcar um golo, é quase obrigatório encher a barra e ativar o “poder”. Só nestes momentos em que temos cerca de dois a três minutos (tempo real), para conseguir usufruir de uma maior probabilidade de marcar golo. Quando este tempo acabar, tudo volta ao normal e teremos de voltar a encher a barra. O problema é que tudo isto leva muito tempo e dei por mim a conseguir ativar este poder apenas duas a três por jogo, no máximo. Isto com uma partida de 10 minutos no total…

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Se há algo que me surpreendeu, mas também está ligado à mecânica da barra, é o facto de não haver faltas. Simplesmente… vale tudo em campo. De certa forma, isso até é divertido e encaixa bem num jogo como este. Cada vez que roubamos a bola ao adversário, enchemos a barra um pouco mais, por isso, não hesitem em derrubar os adversários seja lá qual for a vossa posição. Não há faltas, não cartões, é sempre “a aviar cartucho” no adversário!

De uma forma geral, estou a gostar da minha experiência com o jogo, mas fui apanhado de surpresa pelas suas mecânicas aplicadas dentro de campo. Não é de todo fácil executar aqueles movimentos tão excêntricos, e conhecidos dos fãs, mas, quando consigo, é sem dúvida engraçado ver o guarda-redes comum a lutar contra aquela bola projetada de forma demoníaca. Digo comum porque depois temos alguns guarda-redes com ultra capacidades e habilidades especiais na hora de fazer frente ao esférico. Bom, vou terminar por aqui, equipar-me, e voltar ao campo pois o Tsubasa está à minha espera.

Foi cedida uma cópia do jogo por parte da editora.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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