BPM: BULLETS PER MINUTE – Análise

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BPM: BULLETS PER MINUTE é o resultado de uma invasão demoníaca ao som de música rock, sentindo o ritmo a cada segundo que disparamos para contra-atacar. BPM é o primeiro jogo desenvolvido pela Awe Interactive, o qual conta com uma simples narrativa, mas onde a maior ênfase vai para a sua jogabilidade sincronizada com a sua música. De um modo geral, este título é um FPS rítmico inspirado em jogos old-school, como Doom ou Quake, onde a ação e o movimento são constantes.

O objetivo? Salvar Asgard!

É provável que possam olhar para o jogo e pensar que não tem qualquer objetivo principal, para além de derrotar demónios ao som de rock. No entanto, temos uma missão para cumprir ao assumirmos o papel de uma das Valkyries disponíveis. O nosso objetivo é destruir as forças do submundo que estão a invadir Asgard, onde o principal inimigo é Nidhogg, o enorme dragão que vive em Niflheim. Como já se devem ter apercebido, todo o jogo tem lugar numa surpreendente temática Nórdica.

Ao longo do jogo, vamos enfrentar vários inimigos e, no final de cada nível, temos as nossas típicas batalhas contras os bosses, os quais são inspiradas em personagens da mitologia Nórdica, como Draugr (um morto-vivo) e Ymir (o primeiro gigante). Uma premissa simples, mas que ajuda a criar alguma profundidade neste universo, estabelecendo assim uma conexão com o jogador, principalmente para quem seja fã desta temática.

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BPM possui um estilo gráfico algo diferente do habitual.

Tudo da mesma cor

A primeira impressão que temos ao ver BPM, é que todo o ambiente partilha da mesma cor vermelha ou laranja. Para além desta tonalidade, dá-nos a sensação que foi aplicado alguma espécie de filtro para que as texturas dos objetos ficassem com um grande contraste das cores apresentadas. Sem dúvida que isto dá um visual distinto ao título, mas, ao mesmo tempo, este poderá não agradar a todos os jogadores. Confesso que, em algumas situações, senti dificuldade em perceber o que se estava a passar no ecrã, bem como encontrar certos objetos do mundo.

Apesar disso, o que vai captar a atenção do jogador é sem dúvida a excelente banda sonora, pois esta é um dos principais pilares do título. Para quem gosta de música rock, como é o caso, vai adorar a companhia das melodias presentes neste título, as quais necessitam de constante atenção ao seu ritmo.

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Apenas conseguimos disparar, e usar habilidades, no momento certo da batida da música.

Sempre no ritmo

A jogabilidade tem como base, e inspiração, os shooters dos anos 90, sendo que a sua maior diferença, como já foi referida, é ser um título musical onde temos de acompanhar a batida da música, enquanto disparamos e utilizamos as nossas habilidades. A mesma está bem conseguida, e é divertida, principalmente quando nos sentimos em sincronia com as incríveis melodias. O jogo dispõe de várias armas e habilidades, sendo que o mesmo requer vários playthroughs para que consigamos experimentar todas estas opções.

Os mapas do jogo nunca são iguais pois a sua essência é roguelike. Por outras palavras, os seus níveis são criados aleatoriamente, proporcionando sempre uma experiência diferente cada vez que repetimos um nível. Esta é a razão pela qual não conseguimos explorar todas as possibilidades de jogabilidade num só playthrough, pois tal como o próprio nível é gerado no momento, também as armas, habilidades e upgrades, são colocadas de forma aleatório no terreno.

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Cada arma tem um reload diferente que funciona à base do ritmo da música.

No que diz respeito aos upgrades, estes podem consistir em aumento de dano, saltos maiores, movimento acelerado, maior precisão, entre outros. Em suma, todos eles terão um grande impacto na jogabilidade da nossa personagem, podendo, inclusive, alterar o nosso destino facilmente em pleno combate. Relativamente às cinco Valkyries disponíveis, cada uma possui diferentes habilidades e armas, mas em troca, podem ter, por exemplo, menos vida. Existem vários tipos de vantagens, bem como desvantagens, ficando ao critério do jogador escolher qual a que se ajusta melhor à sua forma de jogar.

Cada nível contém diferentes salas, as quais podem resultar em desafios extras (mini bosses ou uma ronda de inimigos), bem como lojas onde podemos comprar poções e outros benefícios. Para além disso, os próprios mapas podem possuir características que alteram a jogabilidade, tais como perda de gravidade, visibilidade bastante reduzida, entre outros. Estas reviravoltas afetam os nossos movimentos e ataques ao longo do nível, mas proporcionam sempre um desafio interessante.

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Quando mudamos de mundo, a palete de cores dos locais muda ligeiramente

O jogo disponibiliza duas dificuldades para escolher (Easy e Hard), no entanto, não existe um bom equilíbrio na sua definição. Mesmo que experimentem jogar no Easy, isto não quer dizer que o desafio irá ser mais acessível, muito pelo facto de o jogo ter contornos roguelike, e, tanto as armas, como os upgrades, ou habilidades, serem puramente aleatórios em cada nível. Isto pode desapontar alguns jogadores que sintam mais dificuldade em progredir. Porém, para esses mesmos jogadores que se sintam afastados do ritmo do jogo, podem ativar o modo Auto Rhythm, onde a jogabilidade passa a ser apenas um jogo de tiros old school.

Estes pontos levantam uma última questão. E quanto à sua longevidade? A mesma não é precisa, pois irá depender muito da forma como o jogador se adapta ao ritmo do jogo, e a sua resiliência em superar os sete níveis disponíveis. Podem contar com uma média de 4 horas, num primeiro playthrough, mas relembro que este título foi criado com o propósito de ser jogado múltiplas vezes, sempre com experiências diferentes.

Um musical demoníaco e interativo

No final, o que temos é uma experiência rítmica e divertida, a qual nos irá impulsionar a repetir o jogo várias vezes sem conta. A adrenalina proporcionada por BPM BULLETS PER MINUTE é constante, o que vai deixar os jogadores em êxtase e em completa sincronia com a sua banda sonora fantástica. O seu visual pode não apelar a todos, mas as suas mecânicas são interessantes o suficiente para aconselhar este jogo a fãs do género. Agora, se me dão licença, está na hora de regressar ao ritmo e rebentar com mais alguns demónios.

positivo Jogabilidade rítmica divertida e bem realizada
positivo Banda sonora excelente
positivo Personagens opcionais e distintas
positivo Grande longevidade devido à sua experiência aleatória

errado Estilo gráfico não é para todos e pode dificultar a visão
errado Dificuldade desequilibrada

Data de Lançamento: 15 de setembro de 2020
Produtora: Awe Interactive
Editora: Awe Interactive
Género: Ação, Aventura, FPS, Roguelike
Disponível para: PC, Playstation 4, Xbox One

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise por parte da editora. (PC)

Autor: Pedro Costa

Desde pequeno que é fascinado por experiências interactivas que apenas os videojogos proporcionam. Para além disso, é apreciador de vários géneros de anime. @ShingetsuPT

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