The God of High School – Primeira Temporada

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Quando soube do anúncio de The God of High School (GOHS de agora em diante), passou imediatamente a ser um dos meus animes mais antecipados para a temporada de Verão. Após ter terminado a série, posso dizer que a mesma não desapontou, embora a história tenha entrado num campo que não esperava. Sinceramente, estava à espera de uma história mais plausível do que propriamente aquilo em que se tornou. (Algumas vozes poderão argumentar que se quiser coisas mais plausíveis, talvez o melhor seja esquecer o anime). Ainda assim, acabei por me divertir e espero que eventualmente possa surgir uma nova temporada. Estava com esperanças que esta fosse confirmada após o último episódio, tal como acontece por vezes, mas nada feito.

Confesso que não conheço o material original, logo nem sei se existe conteúdo para uma segunda temporada com o mesmo número de episódios, mas vamos assumir que sim. Ok, esperem um pouco. Vou verificar neste momento. (Música de espera…) Sim, existe muito material o qual pode ser lido de forma oficial no site Webtoons. Talvez até vá lá ler alguns capítulos para saber se vale a pena investir tempo caso surja uma nova temporada. Assumindo que esta é uma das séries de 2020 que goza de um alto nível de popularidade, é possível que possa surgir uma continuação, mas essa especulação não é para aqui chamada neste momento.

Vamos continuar com o que interessa.

Relativamente à narrativa, não vou entrar em grandes detalhes para além de um pequeno resumo. Para quem quiser ler as minhas primeiras impressões, com mais alguns detalhes iniciais da história, podem fazê-lo neste artigo. GOHS gira em torno de três amigos que vão participar num torneio com o mesmo nome e, no final, o vencedor poderá ver realizado um desejo seu, sem qualquer tipo de contrapartida. Porém, todo o torneio foi criado com um objetivo que só a entidade organizadora é que sabe, resultando em algo de maiores proporções, onde alguns dos participantes acabam por estar relacionados de forma direta, mas sem saber. O resultado final acaba por estar a anos luz de tudo o que se viu no primeiro episódio, parecendo quase que estávamos a ver outro anime completamente diferente. Dependendo da perspetiva, pode ser visto como bom ou mau. No final do dia, irá depende sempre daquilo que o espectador procura na série, mas, para mim, não era bem o que esperava e digo isto com uma cara de desapontamento.

As três personagens principais têm uma personalidade a rondar o banal neste tipo de séries shounen. Não são de todo muito interessantes, embora sejam alvo de uma pequena exposição do seu passado, o que ajuda a criar uma ligação muito leve com o espectador. Para além destas três, existem mais algumas que vão aparecendo com o progresso da série e acabam por adicionar mais algum recheio à salada, tornando o resultado final bem mais colorido, tal como se quer num prato de uma refeição. Infelizmente, as personagens acabam por nunca se desenvolver muito em termos de personalidade, mas isso também se deve ao facto da curta duração de 13 episódios. Longe vão os tempos em que a maioria das séries tinha em média entre 24 a 26 episódios, oferecendo muito mais espaço de manobra para um maior crescimento das caras principais.

GOHS acabou por ser um anime mediano em termos gerais, mas repleto de intensas e incríveis batalhas. Quero destacar as excelentes coreografias das mesmas, onde muitos dos golpes e movimentos foram alvos de motion capture, tornando os combates ainda mais empolgantes e fidedignos. O próprio Crunchyroll, serviço onde a série se encontra disponível para ver em Portugal, fez um making of sobre esse aspeto e dá para ver o cuidado que tiveram com muitas das cenas de combate. Relativamente à animação, quero apenas salientar que, mais uma vez, o estúdio MAPPA fez um grande trabalho nos mais variados campos, com especial destaque para os tais confrontos.

Em jeito de conclusão, e com alguma pena minha, sou da opinião que GOHS prime apenas pelos seus excelentes combates. Não achei a história interessante, para além que ficou muita coisa por explicar, e as próprias personagens, como não tiveram espaço para crescer, também não contribuíram para que me importasse com os eventos. Estes treze episódios oferecem bons momentos de ação, alguma comédia, mas sem nunca quebrar a barreira do incrível ou surpreendente. Apesar de ser um dos animes mais populares de 2020, está certamente longe de poder ser considerado como um dos melhores.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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