Onee Chanbara Origin – Análise

Onee Chanbara Origin análise

Onee Chanbara Origin é um autêntico festival de massacre aos zombies, estupidamente recheado de close-ups de algumas partes do corpo das personagens femininas, e tudo isto envolvido num incrível banho de sangue e puro caos no ecrã. A verdade é que esta mistura funciona de forma perfeita e apanhou-me completamente desprevenido.

Este é um remaster de The Onechanbara 1 e 2, ambos lançados na altura da já velhinha, mas clássica, Playstation 2. Conta a história das irmãs Aya e Saki, mas agora com uma nova perspetiva. De uma forma muito resumida, Saki, a irmã mais nova, é enganada e forçada a lutar contra Aya (personagem inicial com que jogamos), pois foi-lhe dito que esta é a culpada pela morte dos seus pais. Após o confronto entre as duas, acabam por se aliar e tentar derrotar o verdadeiro inimigo.

Onee Chanbara Origin 1
Da esquerda para a direita, as irmãs Saki e Aya.

Dançar ao som da chuva de sangue

Muito sinceramente, e alguns de vós até podem abrir os olhos de espanto, mas para mim, este é um jogo com um combate muito semelhante a jogos como Devil May Cry ou Bayonetta, onde existe um enorme caos visual de combos e a velocidade com que estes são executados, resulta num enorme prazer na jogabilidade. Afinal de contamos, estamos a falar de um hack ‘n slash na sua mais pura mecânica.

Golpes estapafúrdios que resultam em brutais combos a aniquilar tudo o que se mexe e onde o gore não foi esquecido. Cabeças e braços a saltar são o prato do dia num autêntico festival de sangue por todo o ecrã, inclusivamente, sobre a nossa personagem. Na verdade, quanto mais sangue a nossa personagem tiver em cima, mais rapidamente irá ser alvo de uma transformação, sendo esta composta por duas fases, onde se torna numa autêntica máquina de guerra. Estas transformações duram algum tempo, aumentando claramente o nosso poder, mas em contrapartida, fazem com que estejamos constantemente a perder vida. Uma mão lava a outra, mas a verdade é que estes momentos são incrivelmente satisfatórios.

Onee Chanbara Origin 2
Dá um enorme prazer cortar zombies e, ao mesmo tempo, tomar um relaxante banho de sangue.

Jogabilidade divertida e intensa

É certamente na jogabilidade que este título tem o seu maior trunfo. É a partir do momento onde começamos a controlar as duas personagens que as coisas ficam muito mais interessantes. É possível trocar a qualquer momento de personagem durante o combate, o que permite combinações de combos que rebentam com qualquer força inimiga e, ao mesmo tempo, resultam num extraordinário espetáculo visual de golpes a alta velocidade e, mais uma vez, sangue a saltar por todo o lado. Esta possibilidade de alternar entre personagens a qualquer momento, permite que estejamos sempre a atacar o inimigo sem lhe dar qualquer espaço para respirar, pois enquanto uma das personagens está a fazer o seu combo, podemos mudar logo para a outra e começar um novo combo, resultando em constantes ataques  imparáveis. O jogo conta com alguns bosses, mas tirando um ou outro mais interessante e exigente (mas nunca incrivelmente difícil), acabam por ser mais do mesmo em termos de desafio.

Onee Chanbara Origin 3
O bando dos estarolas. Estes são mais chatos e ágeis que os zombies comuns.

O jogo contém um sistema de melhoramento das personagens onde, após cada missão, podemos alocar pontos na vida, ataque e defesa. A dada altura, estava com 70% investido no ataque e o restante dividido pelas ambas as hipóteses, resultando num autêntico e rápido massacre em campo. A dificuldade mais baixa é o Normal, mas nunca senti que esta fosse suficientemente desafiadora, ao contrário dos títulos do género. Será que foi por ter investido tanto no ataque? A verdade é que a minha katana parecia mais que estava a cortar manteiga na maioria dos casos, sem sentir grande resistência. Ainda relativamente às personagens, existe uma pequena loja no jogo, a qual pode ser acedida durante as missões, onde podemos comprar diversos itens, os quais acabam por dar jeito em alguns momentos.

Levei literalmente seis horas para terminar a campanha, mas existem incentivos para voltar a passá-la nas várias dificuldades superiores que estão disponíveis. Para além da narrativa, o jogo conta com um modo horda que nos coloca, tal como o próprio nome indica, numa arena a defrontar infinitas ondas de zombies. Todo o progresso que obtivemos durante a campanha é aproveitado aqui por isso, tanto o nosso nível, como itens que obtivemos, já começam connosco desde a primeira onda, o que é bom.

Onee Chanbara Origin 4
Os confrontos mano a mano.

Os visuais não são propriamente fascinantes, muito pelo contrário. Acaba por ser um remaster com alguns melhoramentos, mas nada que mereça algum louvor. Os gráficos são cel shading e encaixam perfeitamente no ambiente e espírito do jogo. Os cenários acabam por ser um pouco vazios, mas isso também é o normal neste tipo de jogos onde os combates são feitos por zonas (ou arenas se preferirem).

No que diz respeito ao acompanhamento sonoro, a música tem o ritmo certo para acompanhar a dança de movimentos assassinos com uma constante chuva vermelha a ensopar-nos. Para os mais puristas, o jogo conta com áudio em japonês o que ajuda sempre a criar um ambiente mais verdadeiro, tendo em conta o local onde a história tem lugar. Bom, para quem preferir em inglês, fiquem descansados pois também está disponível.

Sempre tive curiosidade nesta série, mas só agora tive a oportunidade de experimentar. Confesso que Onee Chanbara Origin acabou por ser uma boa surpresa, principalmente pela sua divertida jogabilidade. Não foi a sua história que me fez continuar a jogar (embora tivesse interesse em saber o desfecho final), mas sim o prazer que consegui tirar dos intensos confrontos com que me deparei. Apesar da campanha ser relativamente curta, o modo horda acaba por oferecer mais alguma longevidade ao título, principalmente se são daquelas pessoas que gostam de obter todos os troféus.

positivo Jogabilidade intensa e divertida
positivo Música ajuda na injeção de adrenalina em combate
positivo Modo Survival
positivo Alguma personalização disponível

errado Visuais pouco detalhados
errado Confrontos com bosses podiam ser mais interessantes

Data de Lançamento: 14 de outubro de 2020
Produtora: TAMSOFT
Editora: D3 Publisher
Género: RPG
Plataformas: Microsoft Windows, Playstation 4

Foi disponibilizada uma cópia do jogo para análise. (PS4)

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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