Gaveta Retro – Daytona USA

daytona usa gaveta retro

“Gentlemen, start your engines.”

Tal com o próprio nome indica, esta será uma rubrica onde iremos falar sobre alguns dos nossos jogos retro favoritos. Para fazer a minha estreia, decidi falar sobre um dos meus jogos de corridas favoritos: o Daytona USA.

Lançado inicialmente nas arcadas em solo nipónico (quem diria), só chegou à Europa em meados dos anos 90; mais concretamente, à famosa consola Sega Saturn, uma plataforma que guardo com grande carinho até hoje.  Obviamente que o meu primeiro contacto não deve ter sido logo nesse mesmo ano, até porque nem faço ideia de quando começou a ser distribuído em Portugal (provavelmente no mesmo ano ou ano seguinte) e foi através de um amigo que tive a oportunidade de jogar.

Já sabem como é, naquela altura, havia sempre aquele amigo com mais possibilidades de acesso a novos jogos. Na verdade, o tio dele até tinha uma loja de jogos aqui na cidade, então muitas vezes acabávamos por passar lá nas horas de almoço (nos tempos de escola) e espreitar a mais recentes novidades. Ainda me lembro onde era a loja, mas esta fechou há mais de 20 anos. Foi a única loja na cidade, sendo que agora restam apenas Wortens e Fnacs; o que já não é mau, claro.

daytona usa circuitos
Três clássicos circuitos, apesar do grande destaque ir para o primeiro.

Mas passemos ao jogo em si! Daytona USA está longe de ser um excelente jogo, principalmente tendo em conta os padrões de hoje em dia, mas é, sem dúvida, um dos títulos dos quais guardo das melhores memórias de uma geração praticamente extintas (para não dizer totalmente extinta, pelo menos em Portugal): as casas das arcadas.

Na verdade, tenho dúvidas se alguma vez joguei isto nas arcadas, mas acredito que sim. Porém, as memórias mais vivas estão associadas à versão que joguei na velhinha Sega Saturn, na casa do tal amigo. Até é capaz de me ter emprestado umas vezes, mas quem é que se lembra disso, agora? Acabei por comprá-lo anos mais tarde para a Xbox 360, onde, inevitavelmente, joguei várias horas e obtive todas as conquistas. Uma altura onde, efetivamente, tinha mais tempo para esses extras.

daytona usa segundo circuito
Os danos visuais no carro eram meio estranhos, mas tinham o seu charme.

O jogo em si não oferece grande conteúdo, até porque num aparente port direto das arcadas, possivelmente com alguns ajustes, não se pode esperar grande coisa. Porém, três circuitos e algumas músicas, foram o suficiente para me deslumbrar numa época onde começava a tomar mais atenção a este tipo de jogos. Por outro lado, a perícia para conduzir nunca foi a mais astuta; principalmente, no desafio mais exigente onde nunca conseguia chegar ao fim. Estes jogos de corridas, com um constante cronómetro a mostrar que o tempo se está a escassear, sempre me deixaram a suar e sobre enorme pressão. Verdade seja dita: conseguem colocar-me sobre maior pressão do que qualquer boss num jogo Souls. Quer dizer, quase

daytona usa pinos
Dava um enorme prazer ir contra os pinos e fazê-los sair disparados pela circuito fora.

Uma das coisas que mais adorava fazer, principalmente no primeiro circuito, era ir contra os pinos que estão na estrada e tentar fazê-los percorrer o maior número de metros no alcatrão a cada nova volta. Dava-me um enorme prazer ver o pino sair disparado após mais um choque frontal e aposto que não era o único jogador que vibrava com isto!

A banda sonora do jogo é claramente algo que o eleva e nos faz recordá-lo como algo de uma era dourada das casas das arcadas. Na verdade, numa incrível coincidência, um canal que comecei a seguir recentemente no YouTube, lançou um vídeo há uns dias sobre a pessoa responsável pelas músicas do jogo, a pessoa que dá a voz às músicas intemporais de Daytona USA, bem como outros clássicos títulos da Sega. Muitos de vocês até são capazes de saber que estou a falar do, agora, lendário Takenobu Mitsuyoshi. Fui apanhado de surpresa, numa altura em que até já estava a escrever este artigo e andava a jogar o próprio jogo. Para todos os que desconheçam a pessoa em causa, aproveito e deixo o vídeo para vocês verem, caso tenham interesse.

Sega AM2 foi o estúdio responsável por este jogo (entre tantos outros clássicas da época, como Out Run, Hang-On, Virtua Cop, etc.), o qual tinha como cabeça de cartaz, o amado Yu Suzuki, responsável máximo por outra série que tanto adoro: Shenmue (apesar dos seus defeitos).

Porém, fiquei a saber recentemente que o realizador de Daytona USA foi, nada mais nada menos, Toshihiro Nagoshi, um dos responsáveis pela séria Yakuza. Para quem já me vai conhecendo, sabem bem que esta é uma das minhas séries favoritas desde há muito tempo! Então, foi com grande agrado, mas também surpresa, que vi este nome envolvido na produção.

Depois de ter gostado tanto do jogo original, pode parecer incrível, mas não me recordo de alguma vez ter jogado as sequelas, mesmo sendo um grande fã de jogos de corridas.

Honestamente, não sei o que aconteceu para que esses eventos nunca tenham tido lugar, e agora será certamente muito difícil aceder a estes jogos. No entanto, nada que a minha versão digital de Daytona USA, na Xbox, não me possa satisfazer de vez em quando, em mais umas voltas no clássico circuito oval.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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