Burn The Witch: É Bleach, ou algo mais?

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E eis senão quando, em plena pandemia de covid-19, o Studio Colorido resolve trazer-nos a adaptação do manga Burn The Witch, um novo one-shot anime (com apenas três episódios), que, antes da sua estreia, deixou-nos na dúvida se seria uma sequela de Bleach (uma vez que tem a mãozinha de Tite Kubo). Mas será que a animação ficou à altura do manga?

A premissa é bastante simples (ou então não): existem duas Londres diferentes neste universo, que, nem por acaso, é o mesmo de Bleach. A “Front London”, a equivalente ao nosso mundo como o conhecemos; e a “Reverse London”, que é onde a história principal se desenrola. Aqui, encontram-se as nossas duas personagens principais, Noel Niihashi e Ninny Spangcole, duas “pipers” (leia-se: bruxinhas), cujo principal trabalho é manter a sociedade londrina livre de ataques de dragões (sim, dragões), que são responsáveis por cerca de 70% da taxa de mortalidade da cidade. Sendo que o comum mortal não consegue ver estes seres, este duo intrépido toma as rédeas no controlo destes seres, ao serviço do Western Branch da Soul Society, a entidade que fiscaliza este género de atividade paranormal, e que as recompensa em dinheiro e pontos de mérito (se dissesse que haveria zero competitividade entre as duas, estaria a mentir com os dentes todos).

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“Run, Niihashi, Run!”

Logo no primeiro episódio, é fácil compreender a dinâmica entre estas duas meninas. Ambas são extremamente capazes no trabalho que desempenham (e obstinadas também), mas nenhuma faz o que faz por motivos completamente altruístas. O que importa aqui, afinal, é a recompensa final! Equipadas até aos dentes com “pipes” (sim, gaita de foles, apitos: o que lhe quiserem chamar), enfrentam o seu primeiro colosso: um cão-dragão que canta “show me your panties!” (zero creepy, mas não se esqueçam que estamos a falar de um anime, apesar de tudo), que não consegue ser controlado pelo seu dono.

Durante este encontro, todo o restante plot para a série entra em curso. Afinal, o tal moço que não conseguia controlar o seu cão-dragão (adorável, por sinal), possui uma característica bastante rara, e, a partir daí, descobrimos que “Reverse London” tem muito que se lhe diga. Se têm uma especial afinidade por dragões, assistam com cuidado; o que as nossas duas protagonistas são capazes de fazer por dinheiro e mérito é capaz de vos deixar no limbo.

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Porém, não se esqueçam: não existem dragões na vida real.

Existem algumas perguntas que Burn The Witch ainda não nos consegue responder. Por exemplo, quão grande é o problema de controlo de dragões em Londres? Certamente, ficarão com muitos macaquinhos no sótão quando acabarem o terceiro episódio, e o cliffhanger é inevitável. No entanto, se querem uma hora garantida de diversão (cada episódio tem cerca de vinte minutos), Burn The Witch é uma excelente opção para uma sexta-feira à noite. Por agora, ficamos somente com água na boca à espera de mais.

Burn The Witch está disponível em Portugal através do serviço do Crunchyroll.

Autor: Ana Costa

Para a Ana, tudo o que vem do Japão é bem-vindo: anime, manga, JPRGs e, principalmente, Nintendo. Respira música e não vive sem café. A Ana só não gosta é de falar nela na terceira pessoa. @anacrdcosta

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