Great Pretender – Veredito Final

greatpretender

Depois de ter visto os primeiros catorze episódios em agosto (pois, infelizmente, só estavam disponíveis esses na altura), agora que finalmente saíram os restantes nove de uma assentada só, posso facilmente afirmar que este é um sério candidato a anime do ano. Quer dizer, falo por mim, obviamente.

Uma das principais razões continua a ser a quase-virgem base da narrativa: ser vigarista. Este não é, de todo, um tema tão comum como animes de desporto, animes escolares, isekais, por aí fora. Para minha surpresa, é uma série que me agarrou por completo a cada novo episódio, levando-me sempre a questionar como poderiam resolver e enganar cada um dos pobres alvos e dei por mim (quase) sempre surpreendido pelas excelentes reviravoltas. Aqueles momentos em que pensas estar certo do que irá acontecer, e depois levas uma enorme bofetada de luva branca que nem sabes de que terra és (não é o ideal, mas, realmente, acontece).

Este último arc foi claramente um desses pontos e, antes de explicarem efetivamente o que aconteceu, fiquei a “apanhar bonés” por completo, enquanto questionava a lógica e veracidade dos acontecimentos que tinham acabado de ocorrer. Ora, após explicarem como tudo decorreu, obviamente que a trama e eventos fizeram todo o sentido.

greatpretender parte 2

Tal como tinha previamente explicado no artigo com as minhas primeiras impressões da série (o qual podem ler aqui), os episódios estão divididos por arcs e cada um deles explora o passado de uma das personagens principais. Chegando à última fase da série, só restava mesmo falar de Laurent e foi exatamente isso que aconteceu. Convém mencionar que Makoto também é alvo, mais uma vez, de character development, e ficamos a saber um pouco mais sobre o seu passado, bem como certos eventos que o levaram até aquele momento.  Não quero revelar pormenores, mas foi muito interessante ver a forma como o francês se transformou no famoso vigarista e o que penou pelo caminho. Acabam por ser nove episódios com alguns flashbacks, mas que encaixam de forma perfeita na construção da personagem e na forma como nos faz identificar ainda mais com a mesma.

De um modo geral, Great Pretender conseguiu cumprir para com as minhas expectativas, principalmente a alta fasquia que tinha quando comecei a ver esta última arc. A constante relação e crescimento entre as personagens e os seus planos estratégicos para vigarizar, com sucesso, o próximo (sem contar com o ritmo frenético que a própria banda sonora impõe, muitas vezes) deixaram-me numa difícil posição de ficar indiferente perante a uma série que transborda qualidade e alta personalidade visual.

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares. @bakum4tsu

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