Humankind – Antevisão

humankind antevisão

Humankind é uma viagem que já leva cerca de 10 anos. É um projeto que conta, para além da sua fantástica equipa de criadores, com a presença de uma enorme comunidade com o objetivo de tornar este título numa das grandes referências do género. É ,certamente, um objetivo ambicioso numa indústria que já nos ofereceu títulos ímpares como, por exemplo, Age of Empires e Warcraft III.

Este é um jogo que tento acompanhar desde o seu primeiro trailer em 2019, e cedo me apercebi que a sua oferta seria distinta daquilo que é o jogo mais próximo a nível de comparação – Civilization. Felizmente, tive a oportunidade de experimentar toda a oferta deste early access, com mais de 100 turnos e a possibilidade de percorrer as quatro primeiras eras. Foi-me possível constatar esse mesmo facto pois, ao contrário de Civilization, onde jogamos com a mesma fação nas diferentes eras tecnológicas, em Humankind temos a possibilidade de misturar várias fações ao longo da história, o que faz todo o sentido, pois se pensarmos bem enquanto sociedade, foi assim que evoluímos com a assimilação do conhecimento das mais variadas culturas.

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A escolha do terreno define a cultura a escolher

A escolha da nossa cultura e legado

 A nossa viagem começa no período Neolítico, com uma tribo nómada (antes de assimilarmos uma determinada cultura) à procura do seu espaço num território pouco familiar. Ao contrário de outros títulos, não começamos o jogo com a nossa colónia inicial; aqui, começamos por explorar o território com o objetivo de encontrar os melhores locais para as nossas cidades. Essa escolha recai nas características do próprio terreno, a quantidade de agricultura/ciência/tecnologia que produz e a sua localização.

Antes de entrarmos na era antiga, temos que acumular Era Stars e Fame. Para isso, é necessário progredir através de avanços científicos/tecnológicos e possuir recursos e riqueza. Ao entrarmos na era antiga, temos a possibilidade de escolher a nossa primeira cultura. Ao nosso dispor temos um conjunto de dez tribos disponíveis: os Hitties, Mycenaens, Nubians, Olmecs e Babylonians, entre outros. Cada uma apresenta um conjunto de características e legados inerentes à sua cultura, que podem ter uma elevada importância à medida que vamos atingindo novas eras e misturando novas culturas. Vejam isto por este ponto: a nossa primeira escolha será descendente das restantes culturas, por isso, é importante que exista uma sinergia entre elas.

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A cultura que escolhemos define o nosso rumo nas diferentes eras da humanidade.

A minha escolha recaiu na cultura babilónica, isto porque sempre tive curiosidade em conhecer algo que já não existe: os famosos jardins suspensos da Babilónia. Esta é uma tribo que tem como característica a produção de comida e ciência. Assim, de forma a tirar o maior partido destas características, é necessário encontrar para a primeira cidade um terreno que tenha bónus nestas componentes. Após a construção da mesma, é necessário continuar a explorar o território com o objetivo de encontrar novos terrenos para novas cidades, sempre tendo em conta as características da nossa tribo e de tribos futuras. Ao longo da exploração fui-me deparando com outras culturas e os seus líderes. Sempre que avistamos uma nova cultura, somos de imediato confrontados com uma negociação. Estas têm como objetivo criar alianças ou, se assim o entendermos, entrar em guerra aberta com a respetiva. Reconhecendo que a minha cultura não tem poder militar quando comparada a outras, decidi aliar-me com praticamente todas as culturas com quem me deparei, aceitando tratados de paz e mercados abertos.

Ao longo dos mais de cem turnos, rapidamente nos deparamos que a dificuldade em construir novas cidades aumenta. Por este motivo, tive que fazer uma escolha relativamente às novas culturas a assimilar. Dado que a grande maioria dos meus terrenos não produzia indústria suficiente, nem tinha bónus referente a animais (mais concretamente cavalos), era muito difícil escolher certas culturas como a romana. Assim, as minhas escolhas seguintes recaíram em culturas como Harapeana e Celtas, que, tal como a minha primeira tribo, fazem da produção de comida uma das características principais.

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As negociações são um elemento importante na nossa estratégia, pois em momentos de guerra dá sempre jeito ter um aliado

A criação de uma civilização

É absolutamente notório uma inovação relativamente à oferta no que toca à jogabilidade, comparativamente a outros títulos. Claro que existem determinados conceitos, tal como uma árvore tecnológica, que são inerentes a este tipo de jogos, mas é nas novas mecânicas introduzidas que colocam Humankind um passo à frente dos seus concorrentes. Por exemplo, ao contrário de termos ao nosso dispor uma árvore política, ao longo do jogo somos confrontados com vários dilemas referentes a alguns conflitos que ainda hoje perduram na nossa sociedade: ciência vs religião, dinheiro vs indústria/produção, criação de leis e estados políticos; que vão ajudar a construir a essência da nossa civilização.

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O território de Humankind é vasto e sempre pronto para ser conquistado

No que toca à criação de maravilhas, um outro conceito altamente explorado por jogos 4X, também aqui existe uma distinção comparativamente a outros títulos. Normalmente, conseguimos atingir a construção de marcos históricos através do progresso tecnológico, possibilitando que todas as civilizações tenham acesso a esse mesmo marco, como por exemplo, a construção dos jardins suspensos da Babilônia (já referido anteriormente). Aqui, a construção desses marcos históricos acontece através da acumulação de influência, e, ao alcançarmos uma determinada quantidade da mesma, podemos proclamar a construção de um dos marcos disponíveis, fazendo com que mais nenhuma população consiga construir o respetivo. Para mim, este último ponto é fundamental na perspetiva de tornar esse marco único, praticamente inalcançável.

Uma oferta inovadora

Tratando-se de um early access, não é possível ter acesso a toda a oferta deste jogo. Com apenas as quatro primeiras eras e cerca de cem turnos disponíveis, é possível afirmar que ainda estamos perante um produto inacabado. Isto também se reflete no que diz respeito à minha experiência com o UI que, por vezes, achei pouco intuitiva e com enormes quantidades de informação a gerir. No entanto, a minha experiência foi bastante positiva devido à introdução de novas e refrescantes mecânicas que, na minha opinião, já colocam este título num patamar acima, comparativamente à oferta existente.

Resta-me apenas esperar ansiosamente que a equipa da Amplitude Studios consiga demonstrar a promessa e ambição demonstrada até agora no dia de lançamento a 22 de abril de 2021.

Este texto foi feito com base num código disponibilizado do jogo. 

Autor: Tiago V. Marques

"Nobody knows what's gonna happen at the end of the line, so you might as well enjoy the trip." -Manuel "Manny" Calavera, Grim Fandango

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