Os Jogos da Geração Passada – Escolhas do Staff

jogos geração

Os últimos anos foram marcados por videojogos que inovaram e elevaram a fasquia daquilo que melhor se faz na indústria. Esta está cada vez maior e o número de jogadores continuam a aumentar todos os anos, muito pela variada e vasta oferta que existe nas mais diversas plataformas. Ano após ano, continuamos a ser bombardeados com títulos que irão perdurar para sempre na memória de muitos de nós, bem como na própria história dos videojogos. É impossível jogar tudo o que existe atualmente, mas cada um de nós tenta experienciar aquilo com que mais se identifica, sejam praias já conhecidas, ou ilhas a serem descobertas pela primeira vez. Acreditamos que no arriscar é que está o ganho e alguns dos nomes que se seguem, não faziam parte da praia habitual do staff, e após terem arriscado a mergulhar nas suas águas, eis que se tornaram em alguns dos seus jogos favoritos.

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Pedro Costa

Nesta geração foram vários os jogos fantásticos que pude acompanhar, onde se evoluíram conceitos já estabelecidos e se elevou a criatividade a novos limites. Embora não tenha conseguido experimentar vários títulos do meu interesse, vou aproveitar para falar dos meus cinco favoritos, e guardar os que estão em falta para a próxima geração.

Sem dúvida alguma que, para mim, NieR: Automata é o jogo da geração e um marco nos videojogos. É um título que evoluiu a narrativa dos videojogos para novos patamares, através de um mundo desolado, mas encantador, com personagens fantásticas e um combate aliciante. Isto tudo ao som da melhor banda sonora que já tive honra de ouvir em qualquer videojogo.

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Após esta aventura pós-apocalipse, tenho de viajar para a terra dos deuses nórdicos em God of War, para falar de uma jornada épica entre um pai e um filho. Nunca fui grande fã desta icónica série da PlayStation; o seu impacto narrativo e jogabilidade repetitiva nunca me convenceu, embora tenha apreciado God of War 3. No entanto, este último jogo conquistou-me através do seu cenário e da sua história, onde fui surpreendido pelos mais variados aspetos. Foi uma lufada de ar fresco que a franchise necessitava e tornou-se num dos melhores jogos da geração.

Um dos primeiros títulos que me surpreendeu na PS4 foi o Bloodborne. Ainda hoje, continua marcante e divertido de jogar, tal como da primeira vez em que entrei neste mundo grotesco. Apesar de perder várias vezes (quando não é constantemente) com muita frustração, Bloodborne continua a puxar-me para o seu mundo obscuro de uma forma encantadora.

Continuando com histórias sombrias, vou passar para a viagem assombrosa de Senua em Hellblade: Senua’s Sacrifice. Através da excelente interpretação da atriz que dá vida à personagem e do fantástico trabalho audiovisual (talvez dos melhores da indústria), Hellblade foi um título marcante para mim. E sem dúvida que o anúncio da sua sequela me deixou empolgado para descobrir qual será o próximo passo de Senua.

hellblade

Escolher cinco títulos favoritos é complicado, mas o quinto lugar foi o mais difícil. Embora tenho tido a oportunidade de jogar vários jogos excecionais, como Ori and the Will of the Wisps e regressos triunfantes como o Final Fantasy VII Remake, a minha escolha para este lugar é Death Stranding. Este novo título do lendário criador de videojogos, Hideo Kojima, deixou-me em êxtase desde o primeiro teaser (embora não tenha percebido nada do que vi). Os trabalhos de Hideo Kojima são dos meus jogos favoritos e posso, com confiança, adicionar Death Stranding a essa lista. Foi uma experiência enriquecedora e única através da sua jogabilidade e, principalmente, da sua jornada mágica com personagens carismáticas.

É com esta lista composta de títulos interessantes e, felizmente, bem reconhecidos, que me despeço de uma geração repleta de jogos extraordinários e originais. Espero que a próxima geração de consolas entregue mais experiências únicas do que simples remasterizações e, se não for a pedir muito, uma sequela de Bloodborne por favor.


Tiago V. Marques

Numa altura em que se aproxima a nova geração, é legítimo que se faça uma escolha de determinados títulos, que, por várias razões, tiveram um impacto significativo nas nossas vidas. Considero que se trata de um processo algo inglório, pois fica (possivelmente) um sentimento de injustiça em relação a outros títulos que fizeram parte do nosso quotidiano. Os cinco títulos escolhidos – Disco Elysium, The Last of Us Part 2, God of War, Ghost of Tsushima e Marvel’s: Spider-Man – caracterizam-se pela sua relevância no que diz respeito à minha identidade.

Disco Elysium

Começo por Disco Elysium, o jogo mais humano que alguma vez joguei. Devido à sua relevância no que toca à essência do ser humano e à sua aproximação com o nosso quotidiano, levou-me inúmeras vezes a questionar as minhas próprias decisões, dentro e fora do jogo. Além disso, a forma como podemos realizar a narrativa, leva-nos a um estado de irresponsabilidade que, surpreendentemente, enaltece a nossa experiência. É um título que não nos obriga a seguir um caminho, um pouco como a nossa vida, onde muitas vezes afastamo-nos do nosso rumo, procurando novas experiências e respostas.

Tal como Disco Elysium, também The Last of Us Part 2 trouxe alguns sentimentos à tona, colocando a minha capacidade moral e emotiva à prova. A narrativa não é cativante, e, do ponto de vista da jogabilidade, existem alguns fatores que nos podem afastar deste título. No entanto, a forma como nos consegue manipular é de louvar.

Coloco Ghost of Tsushima e God of War no mesmo patamar. Ambos, devido à sua mitologia, validaram ainda mais um sentimento já existente, pois sempre fui um grande curioso pela mitologia grega e as histórias que rodeiam os samurais. Os dois títulos oferecem uma narrativa e uma mecânica de combate fantástica, aliada a uma banda sonora e grafismo de excelência, com algum destaque para Ghost of Tsushima. Kratos, que fez parte da minha adolescência, estará sempre no olimpo das minhas personagens favoritas, no entanto, Jin Sakai, apesar de não ser nenhum Kenshin Himura, conseguiu escalar boa parte dessa montanha.

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Continuando nesta vertente, destaco uma outra personagem de seu nome Peter Parker, que tal como Kratos, teve um grande impacto na minha adolescência. Sempre fui um fanboy de banda de desenhada, e mesmo antes desta febre da Marvel, já vibrava com as histórias do mais vastos super-heróis do mundo Marvel. Por esse motivo, Spider-Man tem que entrar para esta lista; uma escolha bastante sentimental, não só pela personagem, mas por toda a narrativa. Além disso, já passaram 16 anos desde o último Spider-Man (Playstation 2) que me conseguiu transportar para o mundo das comics, e como devem imaginar, foram muitos anos a desejar um jogo que me remontasse até essa altura e me trouxesse o mesmo nível de entusiasmo. O jogo é puro entretenimento, desde o explorar as ruas de Nova Iorque à sua história cativante, e faz a ponte para o novo título Spider-Man: Miles Morales, de uma forma muito eficaz, algo que vai, também, acontecer dentro da Marvel Cinematic Universe.

Enquanto entusiasta desta indústria, é impossível ficar indiferente aos tempos que se avizinham. É com muito entusiasmo e expectativa que anseio por esta nova geração, não só pelo salto qualitativo a nível das consolas, mas também dos videojogos. Para além disso, é com muito entusiasmo que pretendo continuar as histórias de algumas personagens acima mencionadas, afinal de contas, já fazem parte da família.


Ana Costa

Quando falamos de jogos que marcam uma geração, falamos de algo muito subjetivo. Não falamos de géneros, não falamos de plataformas: falamos de gostos. A meu ver, Hideo Kojima teve um papel fulcral no toldar desta gen, com títulos como Metal Gear Solid V: The Phantom Pain e o tão aclamado Death Stranding. Coisas bem diferentes, sem dúvida, mas marcantes à sua maneira. Também a ATLUS se pôs ao barulho e decidiu lançar a mais recente entrada (ou entradas, quiçá?) na saga de Persona: Persona 5/Persona 5 Royal (consideremos apenas como um só título; uma espécie de gémeos siameses), que veio trazer uma lufada de ar fresco, não só a nível gráfico, como abordando os JRPGs, no seu todo. Por fim, a Square Enix deu-nos a real “patada na boca” com o lançamento de NieR: Automata, evidenciando-se como muito mais que um jogo de ação, destacando-se pela sua história (e enésimos finais possíveis). Como se não bastasse, atirou-nos Final Fantasy VII Remake para o colo, um jogo que, apesar de não ser novo, traz muita coisa para fazer, muita coisa para ver e, sobretudo, muita coisa para pensar (are you thinking what I’m thinking?).

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Indubitavelmente, estamos perante uma geração a nível de gaming que se destaca por ter pouca rivalidade passada; mas, somente o futuro dirá se será assim por muito tempo.


Pedro Simões

Apenas cinco nomes, numa geração ridiculamente carregada de excelentes títulos, vários deles merecedores de marcar presença nas próximas linhas. Esta é a árdua tarefa que me foi incumbida sem escrúpulos (por mim mesmo), mas aqui vai.

Bloodborne é o primeiro da lista e, para quem já me vai conhecendo, sabe bem que terror e jogos que me deixem em sobressalto não são propriamente os títulos que procuro. Porém, após uma arrepiante voz interior me ter dito em estilo ASMR: “Bloodborne está a chamar por ti”, decidi, então, aventurar-me por perturbantes terras, que viriam mais tarde a se tornar num dos meus locais favoritos. É quase aquela famosa relação de amor/ódio, embora não odeie de todo o jogo; aqui, aplica-se mais o facto de me deixar a suar com todo o seu arrepiante visual.

gascoine

The Witcher 3: The Wild Hunt é outro título para o qual só fiquei entusiasmado após ter jogado The Witcher 2, no início de 2015. Escusado será dizer que foi um autêntico rastilho para, rapidamente, ficar entusiasmadíssimo para o que me esperava nos meses seguintes. Diria que o terceiro jogo da série foi o meu primeiro grande contacto com um título nas consolas da nova geração e que realmente se fez notar, em toda a sua escala. Não sendo, de todo, particular fã de RPG’s, este tornou-se facilmente em um dos meus jogos favoritos de sempre.

O nome que se segue é, curiosamente, outro RPG. NieR: Automata foi mais um jogo que me apanhou totalmente desprevenido, e que me sugou totalmente para o seu universo de uma forma absolutamente inesperada. O seu peculiar e misterioso mundo, acompanhando por uma excelente narrativa, jogabilidade e banda sonora de bradar aos céus, resultaram numa das experiências mais intensas que alguma vez vivi, no que toca a videojogos. Depois de tantos anos, continuo a recordar alguns dos seus momentos e a ouvir a sua incrível OST.

tlou2analise

Quanto os restantes dois jogos, ambos são de 2020. The Last of Us Part 2 é, sem dúvida, um deles e merece todo o mérito que lhe foi dado. Polémicas aparte, é um jogo que me conseguiu deixar agarrado pela sua narrativa, tendo a sequela ido mais além neste campo do que o original. Muito mais além do que esperava sinceramente, tomando certas decisões algo arriscadas, mas que, para mim, resultaram no fantástico produto final que é.

Ghost of Tsushima é o jogo que tanto desejava há imensos anos. Um jogo que me colocasse na pele de um samurai e me deixasse vaguear por um Japão feudal. Embora o título não tenha sido groundbreaking em nenhuma mecânica, o resultado final é impecável nos mais variados aspetos que fazem parte de toda a sua estrutura.

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