Cells at Work! CODE BLACK! – Primeiras Impressões

cells at work code black

Foi desde o anúncio da adaptação para anime de Cells at Work!, algures durante 2018, que comecei a ouvir zunzuns sobre a série. Na altura, espreitei o trailer e a sinopse, mas confesso que fiquei meio reticente. Como se costuma dizer, “nem sim nem sopas”. O tempo passou e eis que agora na temporada de inverno de 2021, não só a série tem direito a uma segunda temporada, bem como um spin-off, ambos a estrear com um dia de diferença. Ao fazer a lista dos vários animes a estrear nesta temporada, os quais podem verificar nesta página, dei com Cells at Work! CODE BLACK!, o qual, desde logo, despertou o meu interesse. Após uma pequena investigação, percebi que podia ver este spin-off sem ter consumido previamente a série principal. Posto isto, adicionei à minha lista de séries a ver nesta temporada de inverno.

Cells at Work! é uma obra que relata, de uma maneira muita engraçada, a forma como o nosso corpo funciona. Não, isto está longe de ser como ”Era Uma Vez… A Vida”, mas posso dizer que o conceito é semelhante. Porém, aqui as coisas são um pouco mais violentas em certas partes, o que vai ao encontro do meu agrado. Ao contrário da série original, Cells at Work! CODE BLACK! tem lugar num corpo afetado por stress, álcool e tabaco. É caso para dizer: o trio maravilha.

CODE BLACK! segue a rotina de um glóbulo vermelho e a sua luta constante para entregar oxigénio. Durante a sua tarefa diária, o corpo no qual trabalha é, do nada, afligido por tabaco. Passaram dez anos desde a última vez que este corpo recebeu tal “droga exterior” (tal como a série lhe chama) e o resultado foi o autêntico caos em toda a linha de produção de oxigénio. Ora com os parasitas exteriores a invadirem o corpo, os quais não aprecio nada o design (mas isso agora não interessa muito), eis que aparecem os (combatentes) glóbulos brancos para tentar eliminar a ameaça. Digamos que estes glóbulos brancos, equipados com uma katana, são autênticos samurais a esquartejar a ofensiva parasita em bons momentos de ação. Para além dos glóbulos vermelhos e brancos, a série também dá destaque a plaquetas (as quais são representadas através de crianças), entre outros. Na verdade, existe uma enorme representação dos diversos componentes do sangue, o que me deixou totalmente deliciado na forma como estão representados por diferentes grupos.

A série explica, de forma surpreendente, o funcionamento de alguns órgãos e sistemas no nosso corpo, com objetivo de nos enquadrar para o que se irá passar de seguida. Confesso que não esperava tantos termos técnicos, mas é extremamente positivo porque, não só dá para aprender qualquer coisa nova, como também eleva o nível de “realismo” em que se baseia, mas sempre com contornos mais softs. Ainda assim, tenho de mencionar a intensidade de certos momentos de caos, e a forma como a banda sonora dá ainda mais enfâse ao pânico instalado em todas as diferentes componentes que mantêm o corpo a funcionar.

Podia continuar a descrever situações que me apanharam de surpresa e que me deixaram completamente investido na série, tais como o mecanismo onde foi necessário ativar o sistema para acontecer uma ereção e, supostamente, expelir espermatozoides para o exterior. Sim, não estou a brincar (estamos a falar de manga e anime, tudo é possível). E mais! E quando a personagem principal entrou em choque porque os espermatozoides saíram todos contentes (sim, porque também são personagens aqui) e afinal o seu destino final não foi o suposto?! Enfim, todo um drama que me apanhou em contrapé!

Cells at Work! CODE BLACK! conquistou-me facilmente após os primeiros episódios. Não subestimem esta série; não julguem o livro pela capa. Existe toda uma complexidade de termos técnicos e é excelente a forma como tudo está implementado e dá a entender que o corpo humano não passa de uma grande fábrica sempre em produção. Digo isto porque nunca vemos o interior do corpo na sua verdadeira forma, mas sim, como qualquer edifício ou infraestrutura industrial. Corredores, sinaléticas, áreas de convívio ou zonas habitacionais, são apenas alguns dos exemplos daquilo que podem esperar como cenário de fundo. É todo um mundo real criado dentro de um corpo e é brilhante a maneira como tudo está implementado, fazendo-nos esquecer que aquele é o interior de um corpo humano.

Há algum tempo que não sentia a necessidade de ver uma série toda de seguida, mas como está a ser transmitida neste momento, não resta outra opção senão esperar. Enquanto isto, se calhar vou começar a ver a primeira temporada da série original…

Autor: Pedro Simões

Um apaixonado por videojogos e apreciador de anime. Por vezes, possuidor de opiniões pouco populares.

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